<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452</id><updated>2011-11-08T10:04:13.532-08:00</updated><title type='text'>anuário dos perplexos</title><subtitle type='html'>um blogue pra blague</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>301</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-5805617802705169530</id><published>2011-11-08T10:03:00.001-08:00</published><updated>2011-11-08T10:04:13.559-08:00</updated><title type='text'>chile</title><content type='html'>http://operamundi.uol.com.br/conteudo/reportagens/17606/chile+vive+onda+de+perseguicao+a+jornalistas+com+prisoes+espancamentos+e+atentados+a+bomba.shtml&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-5805617802705169530?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/5805617802705169530/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=5805617802705169530' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/5805617802705169530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/5805617802705169530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2011/11/chile.html' title='chile'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-4602411997922952522</id><published>2011-09-29T03:28:00.000-07:00</published><updated>2011-09-29T03:30:51.433-07:00</updated><title type='text'>brasil, eua</title><content type='html'>1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/politica/a-obsessao-e-o-complexo-de-vira-lata"&gt;O complexo de vira-lata&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Celso Amorim &lt;br /&gt;25 de julho de 2011 às 18:20h&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até os jornais brasileiros tiveram de noticiar. Uma força-tarefa criada pelo Conselho de Relações Exteriores, organização estreitamente ligada ao establishment político/intelectual/empresarial dos Estados Unidos, acaba de publicar um relatório exclusivamente dedicado ao Brasil, -pontuado de elogios e manifestações de respeito e consideração. Fizeram parte da força-tarefa um ex-ministro da Energia, um ex-subsecretário de Estado e personalidades destacadas do mundo acadêmico e empresarial, além de integrantes de think tanks, homens e mulheres de alto conceito, muitos dos quais estiveram em governos norte-americanos, tanto democratas quanto republicanos. O texto do relatório abarca cerca de 80 páginas, se descontarmos as notas biográficas dos integrantes da comissão, o índice, agradecimentos etc. Nelas são analisados vários aspectos da economia, da evolução sociopolítica e do relacionamento externo do Brasil, com natural ênfase nas relações com os EUA. Vou ater-me aqui apenas àqueles aspectos que dizem respeito fundamentalmente ao nosso relacionamento internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo na introdução, ao justificar a escolha do Brasil como foco do considerável esforço de pesquisa e reflexão colocado no empreendimento, os autores assinalam: “O Brasil é e será uma força integral na evolução de um mundo multipolar”. E segue, no resumo das conclusões, que vêm detalhadas nos capítulos subsequentes: “A Força Tarefa (em maiúscula no original) recomenda que os responsáveis pelas políticas (policy makers) dos Estados Unidos reconheçam a posição do Brasil como um ator global”. Em virtude da ascensão do Brasil, os autores consideram que é preciso que os EUA alterem sua visão da região como um todo e busquem uma relação conosco que seja “mais ampla e mais madura”. Em recomendação dirigida aos dois países, pregam que a cooperação e “as inevitáveis discordâncias sejam tratadas com respeito e tolerância”. Chegam mesmo a dizer, para provável espanto dos nossos “especialistas” – aqueles que são geralmente convocados pela grande mídia para “explicar” os fracassos da política externa brasileira dos últimos anos – que os EUA deverão ajustar-se (sic) a um Brasil mais afirmativo e independente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos esses raciocínios e constatações desembocam em duas recomendações práticas. Por um lado, o relatório sugere que tanto no Departamento de Estado quanto no poderoso Conselho de Segurança Nacional se proceda a reformas institucionais que deem mais foco ao Brasil, distinguindo-o do contexto regional. Por outro (que surpresa para os céticos de plantão!), a força-tarefa “recomenda que a administração Obama endosse plenamente o Brasil como um membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. É curioso notar que mesmo aqueles que expressaram uma opinião discordante e defenderam o apoio morno que Obama estendeu ao Brasil durante sua recente visita sentiram necessidade de justificar essa posição de uma forma peculiar. Talvez de modo não totalmente sincero, mas de qualquer forma significativo (a hipocrisia, segundo a lição de La Rochefoucault, é a homenagem que o vício paga à virtude), alegam que seria necessária uma preparação prévia ao anúncio de apoio tanto junto a países da região quanto junto ao Congresso. Esse argumento foi, aliás, demolido por David Rothkopf na versão eletrônica da revista Foreign Policy um dia depois da divulgação do relatório. E o empenho em não parecerem meros espíritos de porco leva essas vozes discordantes a afirmar que “a ausência de uma preparação prévia adequada pode prejudicar o êxito do apoio norte-americano ao pleito do Brasil de um posto permanente (no Conselho de Segurança)”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguem-se, ao longo do texto, comentários detalhados sobre a atuação do Brasil em foros multilaterais, da OMC à Conferência do Clima, passando pela criação da Unasul, com referências bem embasadas sobre o Ibas, o BRICS, iniciativas em relação à África e aos países árabes. Mesmo em relação ao Oriente Médio, questão em que a força dos lobbies se faz sentir mesmo no mais independente dos think tanks, as reservas quanto à atuação do Brasil são apresentadas do ponto de vista de um suposto interesse em evitar diluir nossas credenciais para negociar outros itens da agenda internacional. Também nesse caso houve uma “opinião discordante”, que defendeu maior proatividade do Brasil na conturbada região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo, mesmo assinalando algumas diferenças que o relatório recomenda sejam tratadas com respeito e tolerância, que abismo entre a visão dos insuspeitos membros da comissão do conselho norte-americanos- e aquela defendida por parte da nossa elite, que insiste em ver o Brasil como um país pequeno (ou, no máximo, para usar o conceito empregado por alguns especialistas, “médio”), que não deve se atrever a contrariar a superpotência remanescente ou se meter em assuntos que não são de sua alçada ou estão além da sua capacidade. Como se a Paz mundial não fosse do nosso interesse ou nada pudéssemos fazer para ajudar a mantê-la ou obtê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26/09/2011 - 03h30&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/mundo/980753-brasil-tem-que-resolver-o-que-quer-dos-eua-diz-ex-embaixador.shtml"&gt;Brasil tem que resolver o que quer dos EUA, diz ex-embaixador&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CLAUDIA ANTUNES&lt;br /&gt;DO RIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasil e EUA precisam decidir qual é o lugar do outro em sua estratégia nacional, afirma o embaixador aposentado Rubens Barbosa, que está lançando nesta terça, 27, o livro "O Dissenso de Washington - Notas de um Observador Privilegiado sobre as Relações Brasil-Estados", baseado nos cinco anos, de 1999 a 2004, em que chefiou a embaixada brasileira na capital americana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um lado, afirma ele, os EUA têm que mudar sua percepção sobre o Brasil. "O Brasil é visto como um país influente, moderador aqui na região, e só. Nos últimos anos cresceu, está agindo fora da região, e vai continuar nessa marcha de ocupar espaços globais. Como os EUA vão lidar com isso?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro, diz, o Brasil tem que resolver o que quer da relação com os EUA. "O que a gente quer? É cooperação? Não estou pensando só na área comercial, que depende muito da iniciativa privada. Mas há possibilidade de cooperação na área de inovação, tecnologia da informação, na qual os EUA são o país mais desenvolvido do mundo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, os principais trechos da entrevista de Barbosa, que passou 42 anos no Itamaraty e hoje é consultar de negócios, assessor da Fiesp (federação das indústrias de São Paulo) e editor da revista "Interesse Nacional".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Como surgiu a ideia do livro?&lt;br /&gt;Rubens Barbosa - Eu sempre me preocupei com a preservação da memória. Desde que passei a ter posições de chefia no Itamaraty, no Departamento da Europa Oriental, guardei tudo. Doei o arquivo para o Cpdoc (Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea da FGV), com cerca de 70 mil páginas. O livro foi feito a partir de parte desses documentos, cópias de comunicações, registros pessoais, o programa de trabalho que fiz quando cheguei à embaixada e depois o relatório de gestão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos episódios da relação bilateral, o livro gira em torno de cinco fatos: a eleição do George W. Bush, que mudou a sociedade americana; o 11 de Setembro; a guerra do Afeganistão; a guerra do Iraque e a eleição de Lula no Brasil. É muito raro para um embaixador vivenciar tanta coisa importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro não pretende ser um trabalho acadêmico --não tem notas de pé de página-- nem uma análise crítica da política externa brasileira. É um relato das coisas que eu vivi lá durante cinco anos e que têm a ver com a relação Brasil-EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sr. parece acreditar que a relação entre Brasil e EUA é um rol de oportunidades perdidas. Por quê?&lt;br /&gt;A relação não é tranquila, é muito conturbada ao longo de 200 anos. Há uma desconfiança mútua. A gente desconfia dos americanos porque são imperialistas, e eles desconfiam da gente porque, dos grandes países, somos o mais imprevisível. A Rússia eles sabem o que é, a China e a Índia também. O Brasil não. E eles se guiam por estereótipos, visões preconcebidas, e se surpreendem com algumas reações brasileiras, que não esperam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um desconhecimento mútuo?&lt;br /&gt;Na área empresarial, comercial, tem muita gente que não sabe como funciona nos EUA. Como trabalha o USTR (escritório de representação comercial da Casa Branca)? Como ele impacta os interesses brasileiros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista americano, isso é mais grave. Agora estamos começando a investir nos EUA, mas eles têm grandes interesses aqui. Perderam uma oportunidade com o crescimento do Brasil, e nós perdemos, acho eu, nos últimos oito anos, também uma oportunidade grande. Pela primeira vez na história, menos de 10% de nossas exportações vão para os EUA, que são o maior mercado do mundo. Quando cheguei lá eram 25%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não perdemos esse espaço comercial por causa da crise, mas antes. Perdemos porque a prioridade da política externa era a relação Sul-Sul, e os países desenvolvidos ficaram em segundo plano. Acho que a visita do Obama ao Brasil marca uma mudança, assim como a visita da Dilma a Nova York. Há áreas que não estão sendo tocadas que são muito importantes, como o acordo de bitributação, o acordo de garantia de investimentos. Antes isso favorecia empresas estrangeiras no Brasil. Agora favorece empresas brasileiras também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há três aspectos importantes a resolver: como conectar os interesses econômicos e comerciais do Brasil com os dos EUA; como os EUA vão lidar com o fato de o Brasil começar a ocupar espaços globais, quando antes eram vistos como um país influente e moderador apenas na região; e o Brasil tem que resolver o que quer da relação com os EUA. É cooperação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou pensando só na área comercial, que depende muito da iniciativa privada. Mas há muita possibilidade de cooperação na área de inovação, tecnologia da informação, na qual os EUA são o país mais desenvolvido do mundo. Por iniciativa deles, firmamos no governo Lula um acordo de energia e outro de cooperação em etanol, uma série de coisas que a gente não levou adiante. Então precisamos resolver o que a gente quer. Sem abdicar de soberania, sem nada. Estou falando de países que têm respeito mútuo e que defendem seus interesses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que o sr. diz que os EUA são a relação mais importante para o Brasil?&lt;br /&gt;Os EUA são maior mercado do mundo, estão muito adiante em termos de inovação, de patentes registradas, de descobertas. Não me refiro à parte política, mas ao contexto da relação, que é muito diversificado. Na área militar, sabemos que os americanos não cedem tecnologia e que não podemos ter nenhum tipo de transferência como temos com a Alemanha, com a França. Mas você vai nas áreas em que pode ter cooperação: meio ambiente, mudança de clima, agricultura, energia. São áreas em que o Brasil tem o que dizer, não vai lá pedir coisas, vai discutir de igual para igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nesse sentido que a relação é importante porque oferece uma oportunidade enorme para darmos saltos qualitativos. O Brasil está num estágio de desenvolvimento em que a introdução de novas tecnologias propicia esse salto, e nos EUA existem áreas que não são sensíveis politicamente com as quais o Brasil poderia, através de instituições públicas ou privadas de pesquisa e desenvolvimento, ter uma aproximação maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto do livro é que o sr. insiste na diferenciação do Brasil em relação aos demais latino-americanos. Por quê?&lt;br /&gt;Fizemos na embaixada um trabalho para chamar a atenção deles de que o Brasil aqui na região é um país diferente. Depois que fizeram o Nafta (Acordo de Livre Comércio da América do Norte) com o México, eles queriam fazer a mesma coisa com o Brasil e não foi possível, não é possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil é um país que, quando foi importante, como na Segunda Guerra Mundial, esteve do lado dos EUA. O que os EUA não entendem, ou não entendiam, é que o Brasil defenda seus próprios interesses. Aqui na região os países de uma maneira ou de outra se acomodam à posição americana. O Brasil não. E isso é sempre, não é só com Lula ou Fernando Henrique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exemplo mais dramático disso é no caso do barão do Rio Branco [chanceler de 1902 a 1912, responsável pela demarcação definitiva das fronteiras brasileiras]. O barão do Rio Branco anteviu o crescimento americano e mudou o eixo da política externa da Europa para os EUA. Mas, quando resolveu o problema do Acre, afetou diretamente os interesses dos EUA, cujo Bolivian Syndicate havia arrendado o território à Bolívia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única maneira de os americanos chegarem ao enclave era pelo rio Amazonas. O barão fechou o rio para a navegação internacional. Então o Brasil defende seus interesses, é menos flexível, e isso cria fricções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sr. detalha no livro as negociações da Alca, e diz que a proposta morreu bem antes do governo Lula. Quando foi?&lt;br /&gt;Na época havia a percepção de que foi no governo Lula que o Brasil encrespou com a Alca, mas começou com Fernando Henrique. Quando eles disseram claramente que não queriam discutir dois assuntos que eram de fundamental interesse para o Brasil, regras antidumping e subsídios, que esses assuntos não iam ser tratados na Alca, só na Rodada Doha da OMC (Organização Mundial do Comércio), eu passei a achar que não era viável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer um que não tivesse motivação ideológica a favor dos EUA ou a favor da Alca a qualquer preço, que tivesse uma posição objetiva na defesa do interesse brasileiro, viu que era impossível sair o acordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais são as principais revelações do livro?&lt;br /&gt;Ele traz duas ou três coisas que ninguém sabe. Na primeira reunião com Fernando Henrique Cardoso, em março de 2001, Bush propôs que o Brasil entrasse para o G8. Fernando Henrique ficou surpreso, foi uma coisa insólita. Estávamos sempre falando de Conselho de Segurança e ele vem dizer que a gente tinha que entrar para o G8.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo encontro, Bush quase aceitou a nossa proposta para um acordo comercial 4+1, entre os EUA e os países do Mercosul. Isso abria um caminho paralelo ao projeto original da Alca. Se não fosse a Condoleezza Rice, na época assessora de Segurança Nacional, Bush ia concordar. Ela segurou, disse que seria preciso ouvir antes o chefe do escritório comercial da Casa Branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro também detalha minha proposta de diferenciação, de colocar o Brasil num novo patamar entre os parceiros dos EUA. O Thomas Shannon, atual embaixador no Brasil, e o Richard Hass, na época diretor de Planejamento Político do Departamento de Estado, tiveram a sensibilidade de perceber que o Brasil era diferente do resto da América Latina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha feito para que ocorresse no final do governo Fernando Henrique, mas os americanos guardaram e deram para o Lula. Dos grupos de trabalho criados em junho de 2003 [quando foi firmada a parceria estratégica], poucos avançaram. Mas hoje você tem uma estrutura. Se a gente for fazer uma ação importante do ponto de vista tecnológico ou de cooperação em energia, não precisa criar nada. Os mecanismos estão esperando que haja vontade política dos dois lados para serem levados adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sr. é crítico em relação à retórica do presidente Lula contra os EUA, incluindo na Guerra do Iraque. No entanto, diz que ela não provocou reação explícita americana. Por quê?&lt;br /&gt;Eles não queriam ter mais nenhuma frente de conflito na região. Sempre tiveram uma atitude cautelosa porque viam o Brasil como um país moderador na região, e achavam que no fundo os valores e interesses deles aqui coincidiam com os nossos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de sua identificação com o governo Fernando Henrique, o sr. teve inicialmente uma boa relação com o governo petista. Como foi isso?&lt;br /&gt;Quando eu era embaixador em Londres, houve a eleição de 1998 e o Lula, o Marco Aurélio Garcia e o Jorge Mattoso [ex-presidente da Caixa Econômica] estiveram lá. Todo mundo sabia da minha ligação com Fernando Henrique, mas depois eu soube que eles comentaram ter ficado surpresos com a maneira isenta como os tratei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu estava em Washington e houve a campanha de 2002, eu pedi instruções a Fernando Henrique e propus tratar igual todo mundo que fosse lá. Lula ia em fevereiro, mas cancelou e mandou em maio o José Dirceu, na época presidente do PT. Depois eu vim em novembro para o Brasil, tive contato com eles para preparar a visita de dezembro, o Lula ficou lá em casa duas vezes. Quando eu conversei com ele para sair de Washington, ele me convidou para ficar no governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes anos todos em que eu critiquei muito a política externa, o Lula não passou recibo. Sempre que me vê ele me dá um abraço. A minha crítica foi política, não era uma crítica pessoal ao Celso Amorim ou ao Lula. Era uma visão diferente, estamos numa democracia, cada um tem o direito de defender sua posição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro o sr. defende o acordo para o uso pelos EUA da base espacial de Alcântara, que não passou pelo Congresso. O acordo não é prejudicial ao Brasil?&lt;br /&gt;Havia no acordo quatro ou cinco pontos inaceitáveis para o PT. Eu procurei o Departamento de Estado para negociar os pontos pendentes. Para surpresa de muita gente, consegui negociar quase todos eles. Depois saí e não levaram adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A discussão continua, porque foi assinado com Obama o compromisso de negociar um acordo na mesma linha e não sei como vai ser a atitude do PT. A questão é que é preciso diferenciar o que é transferência de tecnologia do que é salvaguarda tecnológica. As pessoas na época não entendiam ou não quiseram entender a diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso objetivo era consolidar a base de Alcântara como um centro importante de lançamento de satélites comerciais, de comunicação. Para atingi-lo, precisava ter um acordo de salvaguarda tecnológica, porque do contrário nenhuma empresa americana --e os EUA detinham na época 85% do mercado de satélites-- iria lançar de lá. Ou você tinha o acordo ou não tinha a base. Não temos até agora. Fizemos um acordo com a Ucrânia que era exatamente igual ao americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a principal objeção não era ao fato de o acordo proibir o uso do dinheiro do aluguel da base no projeto brasileiro do VLS (veículo lançador de satélites)?&lt;br /&gt;O dinheiro é fungível, você bota no Tesouro. Pode concordar com isso, mas como vai controlar? O que os críticos argumentavam é que não teríamos soberania numa parte do território porque a Alfândega não poderia abrir as caixas. Mas o que estava em discussão na época era a salvaguarda tecnológica, proteger o sigilo da patente de quem fosse lançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sr. destaca no livro a importância da diplomacia pública. Como é hoje a relação com o Congresso dos EUA?&lt;br /&gt;O caucus (grupo de congressistas voltado a tema específico) sobre o Brasil foi criado quando eu estava lá. Aqui pouca gente tem ideia do poder do Congresso americano, na formulação e na decisão das políticas interna e externa. É na prática um regime parlamentar, porque o presidente e os ministros todos têm que ir ao Congresso seguidamente e não fazem nada sem passar pelo Congresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os assessores parlamentares nessa área externa têm muita força, então eu comecei a fazer o churrasco para eles na embaixada, que continua até hoje. Hoje é diferente, depois do Lula e da Dilma. Como eu procuro mostrar no livro, de 2004 para cá mudou a natureza da posição do Brasil no exterior. Antes era uma dificuldade abrir espaço porque, sobretudo depois do 11 de Setembro, ninguém se preocupava com a América Latina, com o Brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-4602411997922952522?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/4602411997922952522/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=4602411997922952522' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/4602411997922952522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/4602411997922952522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2011/09/brasil-eua.html' title='brasil, eua'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-6521023014012899308</id><published>2011-09-14T01:03:00.000-07:00</published><updated>2011-09-14T01:05:52.875-07:00</updated><title type='text'>tikuna e beneditinos</title><content type='html'>"&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/saber/974240-colegios-indigenas-registram-piores-notas-no-enem.shtml"&gt;Um colégio indígena localizado em Santo Antônio do Iça, no extremo oeste do Amazonas, próximo à fronteira com a Colômbia, registrou a pior a nota do país no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) pelo segundo ano seguido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escola estadual Dom Pedro 1º teve média de 359,79 pontos, menos da metade dos 761,7 conquistados pelo colégio carioca São Bento, primeiro no ranking nacional.&lt;/a&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;["Colégios indígenas registram piores notas no Enem"]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-6521023014012899308?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/6521023014012899308/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=6521023014012899308' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/6521023014012899308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/6521023014012899308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2011/09/tikuna-e-beneditinos.html' title='tikuna e beneditinos'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-5624247183437913268</id><published>2011-09-12T14:15:00.000-07:00</published><updated>2011-09-12T14:18:42.166-07:00</updated><title type='text'>paulo josé, paulo maluf</title><content type='html'>da folha online, de ontem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;O murro em ponta de faca do teatro de classe média não convence Paulo José&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LUCAS NEVES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDITOR-ASSISTENTE DA ILUSTRADA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Utile et Dulce". A inscrição em latim, gravada no pórtico do palco que nos anos 1940, em Bagé (RS), deu a Paulo José as boas-vindas ao teatro, viraria talvez a profissão de fé de sua arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Útil e agradável, mobilizadora e prazerosa: é nesse intervalo entre as duas (ou seria no contágio recíproco e infinito?) que repousa a visão do ator e diretor de 74 anos sobre o trabalho que lhe coube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na espaçosa casa do Alto da Gávea, na zona sul carioca, em que recebe a Folha, ele ensaiou trechos das três peças com que corre o país desde 2009. "Murro em Ponta de Faca" é o reencontro com a crônica do exílio tecida por Augusto Boal (1931-2009) que ele já havia dirigido em 1978. Está em cartaz em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Histórias de Amor Líquido", que teatraliza a impermanência dos relacionamentos afetivos --na conceituação do polonês Zygmunt Bauman--, aporta por esses dias no festival Porto Alegre em Cena. E "Um Navio no Espaço Ou Ana Cristina Cesar", em turnê, apanha Paulo em dupla jornada: ator e diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ainda defende um papel na novela global "Morde e Assopra" e se prepara para o lançamento, em outubro, de "O Palhaço", longa de Selton Mello em que interpreta Puro Sangue, pai do clown ensimesmado encarnado pelo diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na entrevista a seguir, cujos destaques estão na edição impressa da Ilustríssima de 11 de setembro, Paulo cutuca a dramaturgia brasileira atual, critica a fixação do cinema por linguagens importadas e fala da doença que o acomete há 18 anos, o mal de Parkinson. Em quase duas horas e meia de conversa, os poucos sintomas visíveis são a perda de fôlego aqui e ali e a lentidão na superação de determinadas sílabas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é a sua primeira lembrança do teatro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira lembrança é de quando fui visitar o colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Bagé (RS), para fazer o exame de admissão ao ginásio. Me levaram para ver vários lugares do colégio: a capela, a sala de estudos, o teatro. Esse foi o que mais me encantou. No pórtico da boca de cena, estava escrito "utile et dulce". Útil e agradável. Nos bastidores, havia um monte de roupa pendurada, e me lembro de uma espada de samurai. Nunca tinha visto nada parecido. Era curva. Eu desembainhei a espada. Era uma coisa preciosa, uma arma. Tinha nove anos. Fiquei fã de teatro. Fazia em casa, no fundo do quintal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas seus pais não queriam que você seguisse o ofício profissionalmente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso foi quando [ser ator] entrou "no lugar de", não só como lazer. Faz arquitetura, faz medicina... mas teatro! "É um bando de desocupados, vagabundos, que nem músicos: ficam na grama, deitados, não trabalham, não fazem nada que preste, só 'entertain' a gente" [imitando a reação dos pais]. Passei a ser um "entertainer".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando mudou essa visão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe foi colecionando capas de revista: "Manchete", "Cruzeiro"... Até que já não cabiam mais no baú. Aí, eles acharam que eu tinha adquirido uma certa continuidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema mais grave [na opinião dos pais] é que você não tem emprego fixo. Ser freelancer ou produtor dos seus próprios trabalhos é aflitivo, te dá insegurança. Então, tinha de ter um diploma. Fui estudar arquitetura, que é meio parecido com arte. Chico Buarque fez arquitetura, Vianninha [o dramaturgo Oduvaldo Vianna Filho] fez arquitetura. Não acabaram o curso, mas fizeram parte. Minha amiga Zezé Polessa, por exemplo, fez medicina durante seis anos. Entregou o diploma ao pai e disse "tchau".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jacó [do soneto "Sete Anos de Pastor Jacó Servia", de Camões] serviu 14 anos, né?, para ter Raquel. [recita]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sete anos de pastor Jacó servia&lt;br /&gt;Labão, pai de Raquel, serrana bela,&lt;br /&gt;Mas não servia ao pai, servia a ela,&lt;br /&gt;E a ela só por prêmio pretendia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias, na esperança de um só dia,&lt;br /&gt;Passava, contentando-se com vê-la;&lt;br /&gt;Porém o pai usando de cautela,&lt;br /&gt;Em lugar de Raquel lhe dava Lia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo o triste pastor que com enganos&lt;br /&gt;Lhe fora assim negada a sua pastora,&lt;br /&gt;Como se a não tivera merecida,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa de servir outros sete anos,&lt;br /&gt;Dizendo: [trecho não recitado pelo ator -- Mais servira, se não fora]&lt;br /&gt;Para tão longo amor tão curta a vida!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis anos, sete na vida da gente não são nada. Quando se chega aos 74 anos... é mais do que se esperava. A gente não tinha se imaginado com 70 anos. [Alguém de] Setenta anos era um velho caquético, caindo aos pedaços. 60, 50, 40, 30, 20. Vinte tá esplêndido. Trinta, mais ou menos. Quarenta, ainda tem vigor físico. Cinquenta já tem cabelo branco, filhos grandes. Com 70, tem netos. Eu tenho dois. Mas até aqui tudo bem, até aqui estamos bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o seu lema é de que não se pode planejar nada, já que tudo vai dar errado de qualquer forma. Como isso se concilia com o otimista irremediável que você diz ser?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que as coisas acontecem: quando se fica disponível, não se fecha nenhuma porta, se fica ao ar livre. As coisas passam e te pegam. A vida é isso: é o que se vai fazendo enquanto se idealiza grandes projetos: fazer um grande filme, uma grande peça, escrever um livro. E se vai vivendo. Depois, você começa a colher frutos, a ver que tem uma boa horta. Pegam o meu currículo e ficam impressionados: são páginas e páginas de peças e filmes feitos. Mas costumo dizer que a maior parte é fracasso. A grande vantagem é que fracassos saem logo de cartaz; e são fracassos porque ninguém viu. E o sucesso te cobre um ano, dois de vida, entra na memória de muita gente. Você viaja o país com aquela peça. Então, com três sucessos na vida, você está feito. Já é um grande artista, apesar dos 20 fracassos. [O ator e diretor Antonio] Abujamra costuma dizer: "Eu já tenho 70 fracassos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adotar esse discurso não é enveredar numa autoindulgência a priori, numa tentativa de se proteger da perspectiva do fracasso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei. O Abujamra, quando faz sucesso, diz assim: "Onde será que eu errei?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haverá quem diga que montar textos de Augusto Boal (como "Murro em Ponta de Faca", que ele dirige agora), Gianfrancesco Guarnieri ou Oduvaldo Vianna Filho hoje é anacrônico, pois alguns teriam caducado com o fracasso da utopia socialista. Há, na decisão de reencenar "Murro...", um quê de saudosismo --não só político mas também de um certo espírito de teatro de grupo representado pelo Arena dos anos 50 e 60?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é saudosismo. Não acho que esses autores estejam ultrapassados. Existe toda uma geração de teatro que sabia escrever. Como os políticos sabiam escrever, vide a carta-testamento de Getúlio [Vargas]. [Carlos] Lacerda, nosso inimigo, sabia falar; podia ficar 24 horas na frente de um microfone na rádio esculhambando os outros políticos. Depois, vem uma fase de teatro da irracionalidade, muito mais corporal, físico do que da palavra. Hoje, se está retomando a palavra. Mas [os dramaturgos contemporâneos] ainda tratam demais da sua realidade, como se fosse muito interessante a realidade de um jovem de classe média. Estão voltados para o próprio umbigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tem de haver necessariamente um discurso sociopolítico de fundo para validar o teatro? Não é possível falar de política a partir da visão de mundo de um jovem de classe média?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou falando de política, não. Tô falando de qualidade literária em si. Está em cartaz "Na Selva das Cidades", do [Bertolt] Brecht. Você assiste e fica encantado com a descoberta da palavra. Os personagens, quando se expõem, têm de ter bom texto. Nosso texto é muito reticente, muito coloquial: "E aí, cara, qual é?". É tatibitate, falta fôlego. Você vê que as peças são em geral curtas, têm só dois ou três atores. É difícil você ver em cena o que tivemos nos anos 50 e 60, em montagens como "Pequenos Burgueses", do Górki, "Galileu Galilei", do Brecht, ou "O Rei da Vela" [de Oswald de Andrade].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insisto: isso não tem a ver com um contexto específico daquela época, de agitação cultural antecedendo uma convulsão política e o surgimento de um movimento de resistência à ditadura? Esse cenário não facilita a criação desse teatro que você busca, mais retumbante? Não estamos em outra época? Seria possível fazer esse teatro hoje?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem dúvida de que é possível, sim. Acho que nós caminhamos para isso, para sair do pequeno gabinete da classe média. A temática da classe média é muito chata, o teatro foi invadido por ela. Não consigo fazer uma peça que agrade muito ao público. Não que seja contra isso, contra a gratificação. Mas você não pode abrir mão de certos valores, de certos princípios seus. A boa escrita é fundamental. Você não pode começar a ler o texto e encontrar vários erros, maus tratos à língua. Isso tem bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem uma futilidade temática também... O teatro é feito de grandeza... e pode voltar a tê-la. Agora, o que se está descobrindo aqui são os musicais americanos, né? Existe um público potencial para esse tipo de espetáculo, que se delicia com as criações do [diretor e dramaturgo] Charles Möeller. São espetáculos em que se investe muito, que têm eloquência. É preciso também fazer isso em teatro dramático. Tenho vontade de montar um "Galileu Galilei" ou um "Círculo de Giz Caucasiano" [de Brecht].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, você tem patrocínio, mas é muito pulverizado, migalhas, um pouquinho para cada um. É preciso um investimento pesado. O nosso cinema já tem uma diversidade de temas, de gêneros, de tendências. Acho que está indo bem. No teatro, há muito talento, mas poucos cultores desse talento. Você tem o Antunes Filho, há anos perseguindo uma ideia de teatro. No Rio, tem o Aderbal [Freire-Filho], o Kike [Enrique] Diaz. Pessoas interessadas em discutir teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um fenômeno que se reproduz na música. A música popular está muito pobrinha. Caetano, Gil, Milton são os nomes que aparecem sempre à frente. Meu Deus, já estão com mais de 60 anos... não houve renovação. Alguma coisa ruim aconteceu aí no meio do caminho. Houve uma ou duas gerações que foram cortadas, capadas, custaram a sair das garagens. Hoje, há um movimento bom começando, mas ainda incipiente. E vive-se a crise das gravadoras, o crescimento da internet. Está um rebuliço, porque não se pagam mais direitos. O que é controvertido, porque uma obra que faz muito sucesso passa a ser pública, cai em domínio público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thomas Mann ganhou o Nobel de Literatura. O prêmio era de US$ 1 milhão. Ele não recebeu. Fez uma carta dizendo que "A Montanha Mágica" não pertencia mais a ele. Uma obra que é lida por milhões de pessoas em todo o mundo, em 60, 70 traduções, é de domínio público. São todos donos da obra, cada um constrói a sua montanha mágica. Há uma multiplicação. Ele só detonou aquilo, foi a espoleta. As grandes obras são de domínio público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você diz que, quando foi dirigir o Grupo Galpão (em 2003), ficou ressabiado porque sua bibliografia teatral parava no fim dos anos 70. Mas logo viu, em suas próprias palavras, que "não tinha acontecido muita coisa" nesse intervalo. O que dizer então do besteirol da virada dos anos 80, da geração de encenadores (Gerald Thomas, Moacyr Góes, Ulysses Cruz) que se afirma nesse período, da confirmação do pós-dramático (apropriação de formas da dança, da performance e das artes plásticas) como matriz de renovação do teatro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O besteirol era muito engraçado, divertido. Mas apenas isso. Não sobrou nada. Não dá para erigir um monumento a ele. O Ulysses foi parar na televisão. Tá lá feliz da vida, fazendo "Criança Esperança". O Moacyr Góes foi fazer filmes para o [produtor] Diler [Trindade], com o padre Marcelo Rossi ["Maria, Mãe do Filho de Deus" e "Irmãos de Fé"]. Muito engraçado isso. Não tem nada que tenha ficado mais do que o teatro dos anos 60. Num país como o nosso, existe pouca memória. Vivemos períodos de anestesia. "O Rei da Vela" é de meados dos anos 30. Foi proibido quase que na estreia. Volta a ser montado nos anos 60. Fica 30 anos engavetado. Depois, ele só será reencenado nos anos 90. Ficam buracos. Quem se dedicar a escrever uma história do teatro brasileiro terá grande dificuldade. A Sociedade Brasileira de Autores Teatrais não tem uma biblioteca. Eu mandei para o Serviço Nacional de Teatro mais de 200 textos datilografados, que sumiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha experiência com gente jovem é às vezes meio assustadora, pela quantidade de coisas que eles ignoram. Até hoje, não veio nada que substituísse um Stanislávski como teorização do teatro, sistematização do conhecimento. Ele dedicou a vida a isso, à observação voltada à criação de um método. Me convidam para fazer palestras. Me surpreendo com as perguntas. Não existe nenhuma agressividade por conta da diferença de idade; seria normal que o jovem fosse iconoclasta. A gente, quando era novo, achava o TBC [Teatro Brasileiro de Comédia] um horror, uma imitação do teatro europeu. A gente polemizava, brigava. Agora, tem um negócio que é chato, constrangedor, que é a admiração. Eu vivo desmistificando os anos 60, o heroísmo, o peito aberto da luta contra o inimigo. Que nada! Éramos uns infelizes. Não tinha outro jeito senão correr da polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que você citou a teoria teatral, muito se fala hoje no alemão Hans Thies Lehmann, considerado talvez o grande sistematizador do teatro pós-dramático, essa linha que convoca outras artes para a cena e é praticada por nomes como o Enrique Diaz, que você elogia. É possível mesmo dizer que não há novos caminhos sendo trilhados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem dúvida de que sim, há novidades. Existem formas muito mais interessantes hoje de encarar o teatro, ligadas à origem dele. Nos anos 50 e 60, ele tinha um contorno definido: era aquilo, e só aquilo. Era o palco italiano [plateia de frente para a boca de cena], o público assistindo no escuro a um drama humano, separado dele pela quarta parede imaginária. Acho muito aborrecido o teatro que busca ser puramente realista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha montado o "Murro" em 1978. Era um manifesto em favor da anistia. Agora, o exílio passa a ser outro: um isolamento de tudo. Na peça, fala-se de um cara que não tem cidadania, não tem identidade. Hoje, quem é cidadão, com direitos plenos? O povo é maltratado, vive sendo ludibriado. Não há um exercício pleno da cidadania. É uma forma de exílio: você fica alienado de uma sociedade que deveria lhe incluir. Sinto falta de pensadores da vida, que você lê e fica exultante. Nossas leituras de adolescente eram Sartre, Camus. Tinham sustância. Se conhece muito pouco do pensamento contemporâneo, né? Isso é mau para o teatro, porque se reflete pouco no palco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teatro se afastou das ciências sociais, da discussão de temas mais profundos, para se aproximar das artes irmãs? Parece que houve uma mudança de foco: saem a sociologia e a filosofia, entram a performance, a dança e as artes visuais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociologia foi uma praga. Passou a ser um balizador do teatro. A sociologia, como profissão, foi desregulamentada. Como emprego, é uma chatice. Muitas coisas acabaram para bem. Por exemplo, tem coisa mais chata do que certos teóricos da semiótica? Era terrível. Porque as pessoas passavam a entender mal, viam aquilo como um instrumento para investigação e análise de alguma coisa. Passavam a tomar aquilo como um fim. A Thérèse Morin, mulher do Edgar, tem trabalhos espantosos sobre o riso. É uma análise semiológica das piadas. No humor, tem sempre um desequilíbrio, uma peça fora do lugar, que causa estranheza. É tão sem graça dissecar uma piada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você diz que aprendeu a atuar de modo minimalista, impressionista com o cineasta Joaquim Pedro de Andrade [que o dirigiu em "O Padre e a Moça" e "Macunaíma"]. Hoje, parece haver uma negação desse despojamento. Prioriza-se um certo exibicionismo da parte dos intérpretes, que raspam a cabeça, se submetem a laboratórios duríssimos, perdem e ganham dezenas de quilos para "entrar no personagem"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso se deve ao "star system". O "star" é uma mediação entre o ator e o personagem. Não é nem uma coisa, nem outra. John Wayne, por exemplo, era um "star". Era sempre igual a John Wayne, o "star", não a pessoa. O Wayne pessoa passou 12 anos com câncer e dizia que só trabalhava para se curar do tédio da vida. Mas isso não transparecia no "star", sempre um caubói. A televisão faz muito isso, faz uma mistura terrível entre ator e personagem. As revistas manchetam as situações dos personagens como se fossem dos atores. É tão estranho isso. O ator é um nada. É o que se faz daquele corpo, em torno dele que cria uma mitificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No teatro, por mais famoso que seja, o ator, ao entrar em cena, tem estatura humana. Entra sempre inseguro. Sempre há o risco iminente da catástrofe. Você pode esquecer o que tinha para dizer, um objeto pode cair em cima de você. Depois de ver "Vitor ou Vitoria" na Broadway, com a Julie Andrews, saí por uma rua lateral e vi a saída dos artistas. Estava lá ela dando autógrafo e perguntando se tinham gostado. Achei tão curioso. O teatro é muito bom para o ator por conta disso: ou vai, ou racha. Não tem conversa. A TV e o cinema mitificam muito: você aparece aumentado, com uma cara enorme na tela. Fica poderoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já se referiu às pornochanchadas que dominaram o cinema nacional dos anos 70 como "produções medíocres, com muita mulher pelada, sexo quase explícito, que agradam ao público médio". Vista à distância, essa fase não representou talvez um embrião de indústria cinematográfica, uma aposta em títulos de forte apelo popular para fidelizar a audiência _algo que o cinema brasileiro ainda não conquistou completamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A qualidade nasce da quantidade, não tem dúvida. Para que isso aconteça, é preciso que haja uma indústria. O que não me impede de achar os filmes [dessa fase] muito vagabundos. O ponto de partida já é ruim. Supõe-se que o povo queira ver determinadas coisas. O que define o cinema é ser autoral, como música, literatura. Só fiz filmes de autor. O resultado varia, mas se vai sempre com a melhor das intenções. Não se vai já vendido. Nunca fiz filme comercial, não sei o que é isso. Filme de massa. Ser popular não é defeito. É desejável, mas sem abrir mão de certos valores artísticos. O período das chanchadas da Atlântida era maravilhoso. Eram artistas populares, né?. Iam ao encontro do que o povo queria. Era fã, ia na primeira sessão. A TV matou. Era um cinema musical, as músicas do Carnaval eram lançadas no cinema, em novembro, dezembro do ano anterior. Aí, [os artistas] começaram a aparecer na televisão. Você via a cara do Ivon Curi, das irmãs Batista, da Marlene.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você disse certa vez concordar com quem torce o nariz para a produção cinematográfica brasileira atual. Depois de listar exceções, observou que "em geral, não é para ir mesmo [ver títulos nacionais]". O que falta aos filmes brasileiros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas estão viciadas em uma certa linguagem de cinema americano. O [consultor] Syd Field é o mestre do roteiro, do "como fazer um filme igual a muitos outros que você já assistiu". Tem o primeiro ponto de virada aos 17 minutos, o outro aos 43. É tudo medido, é impressionante. Isso já criou um padrão, um hábito. Quando um filme não cabe nessa fôrma, as pessoas ficam muito perturbadas, não conseguem entrar nele. O que tem menos redundância é hermético. Se o receptor não entende, a culpa é sua. Mas se você tem alguma autoridade, o cara que está vendo é que é burro por não entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente está preso a um timing, a um cinema todo cortado. Se você compara com o cinema iraniano... um cara pega um carro para ir de um ponto a outro, e você segue todo o percurso, em tempo real. Aí falam: "Que coisa chata o cinema iraniano". Não acho. É só ter outro approach, não esperar esse dirigismo dado pela edição. Dizer que os filmes do cinema novo não eram populares é uma inverdade. "Deus e o Diabo na Terra do Sol" é um filme popular. Não há quem não entenda aquilo: é uma fábula primária, simples. Agora, é uma linguagem à qual não se está acostumado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece também que, nos anos 60, a semelhança entre o que acontece na tela e a vida do espectador era desagradável. [Muita gente fala] "Eu quero um cinema de evasão, com pessoas bonitas, bem vestidas, cenários maravilhosos." "Deus e o Diabo..." só tem gente pobre, fodida. Essa identificação é desagradável. Americano tem isso, né? O filme do [Hector] Babenco, "Ironweed" (1987), foi execrado porque pega os Estados Unido da recessão. Se você pisa muito em miséria, más condições de vida, o americano odeia. Odeia se ver. Aqui, recebemos esse cinema americano de forma colonizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem vontade de dirigir para cinema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não o suficiente para eu pegar R$ 4 milhões, R$ 5 milhões para um projeto meu. Parece que ninguém precisa ver filme brasileiro. Você fica procurando mercado, tentando impingir aquele filme que você fez. As pessoas ficam te olhando de soslaio. Sofri muito com isso. Nos anos 60, com "Macunaíma", eu e o Joaquim [diretor] visitamos vários exibidores para botar o filme no cinema. Acabava a sessão, acendia-se a luz, ficava aquele silêncio. O Joaquim perguntava: "E aí, o que vocês acham?" E ouvíamos: "Filme brasileiro, sabe como é, né? É difícil, é difícil." O exibidor não tem um trunfo na manga, está dependendo do cinema americano. Não tem data. Teria de ser um filme de pegada, que animasse o cara. E tem também a questão da crítica. Você é o primeiro a escrever sobre aquele produto. O cinema estrangeiro já vem com um pacote de informações, com resenhas da "Variety"... você senta na redação para fazer a sua crítica já sabendo daquilo. No cinema brasileiro, você tem de descobrir valores ou não, fica mais inseguro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há uma visão paternalista da crítica em relação ao cinema brasileiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, há um pouco. Há jornalistas que torcem pelo cinema brasileiro, que fazem perfis de diretores, atores, roteiristas, vão a todos os festivais, estão nas pré-estreias. Têm tanta intimidade conosco que fica difícil fazerem críticas distanciadas. O cara vira um aficionado, um militante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você falou há pouco sobre patrocínio. Qual a sua visão sobre a Lei Rouanet, o principal mecanismo de financiamento à cultura no país, e sobre o debate atual em torno da necessidade de repensá-la?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se confunde o uso com o abuso. É que se abriu uma brecha para você ganhar seu dinheiro na captação. Se você tiver um projeto de R$ 5 milhões e prever um pagamento de 10% para você, já são R$ 500 mil. E é um campo aberto para o oportunismo, porque há lobistas, pessoas que trabalham com a contabilidade de grandes empresas que sabem com antecedência qual vai ser o lucro daquele ano e fazem a intermediação com o agente cultural. Cobram 10%, 20% por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não dá para condenar o uso por conta do abuso. Há distorções pelo fato de, no cinema, por exemplo, a lei priorizar a produção, esquecendo-se da outra ponta, a da distribuição, a da chegada ao mercado. É preciso discutir maneiras de beneficiar o cinema brasileiro na ponta da exibição, com isenção de impostos. Há muito desamparo aí. O cara não precisa fazer bilheteria, então não precisa nem que o filme seja exibido. "Já ganhei o meu, então agora quero fazer outro projeto para ganhar mais dinheiro." Mas não significa que sejam todos uns ladrões. O governo vê com desconfiança: acha que, por princípio, queremos pegar dinheiro, mamar nas tetas do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como você avalia a gestão de Ana de Holanda à frente do Ministério da Cultura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não saberia te dizer, talvez por estar um pouco fora da política. Mas o primeiro ano de governo [de] é botar a casa em ordem. Ela não quer fazer uma política continuísta. Então, leva um ano de reorganização, para ouvir as pessoas. Não sei ainda qual é a política cultural do governo. O PT nos vê um pouco como burgueses, né?, que querem viver bem, com fartura. Não somos preferenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ana tenta mudar essa visão de luta de classes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, sim, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente diz que ela assumiu sem conhecer a pauta do MinC...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PT achava que a Dilma seria pau mandado do Lula. E ela tem muita personalidade. Tanto que agora há um certo afastamento. A lista de escândalos é uma coisa incrível. Não se imagina que as pessoas traiam tanto suas convicções por causa de grana. Com o PT aconteceu uma espécie de assalto ao governo. "Vamos nos locupletar, agora chegou nossa vez de tirar a barriga da miséria." Botar dinheiro na cueca... porra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo da Dilma tem uma cara diferente, tem outros aliados. Então, o MinC procurou pegar caras novas. A Ana de Hollanda foi uma pressão interna lá do pessoal do [Antonio] Grassi [atual presidente da Funarte]. O Grassi tinha caído em desgraça, mas foi reabilitado. E aí desgraçou o ex-ministro Juca Ferreira, que, independentemente do que estivesse fazendo no ministério, seguia uma ideia de mudança, de parar para repensar. Havia reclamação de que ele era muito autoritário, de que não ouvia ninguém nas reuniões que fazia com a classe. Dava o parecer dele, independentemente da ressonância que pudessem ter outros pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você votou no PT nas últimas eleições?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me lembro. Não, não votei em ninguém. Tenho mais de 70 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Lula, você votou? Em 2002 ou 2006?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Votei, votei. O Lula é um homem interessante, que reúne os defeitos da América Latina e suas qualidades também, de continente novo, emergente. Ao mesmo tempo, tem ligações com a Venezuela, espúrias. Tem uma coisa que é sempre simpática para nós, que é [a ligação com] o velho comandante, el comandante Fidel Castro, el viejo maestro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando agora um pouco sobre o Parkinson. Que adaptações são necessárias na escolha dos personagens que vai encarnar e em sua movimentação de cena por causa da doença?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estou bem melhor agora do que há três, quatro anos. Porque fiz uma cirurgia de instalação de uma espécie de marca-passo cerebral, que é pouco conhecida no Brasil, por ser cara. É considerada experimental. O seguro nem paga a cirurgia. Tive a sorte de a Globo bancar uma boa parte. Não paguei nada. Custa uns R$ 200 mil. A frequência elétrica emitida pelo dispositivo inibe os movimentos involuntários, acaba com os tremores e com a rigidez muscular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas pessoas com Parkinson são maltratadas, pouco assistidas. A medicação é cara. O governo tem obrigação de dar de graça. Mas há obstáculos. Às vezes, você vai ao posto de saúde e não tem o remédio. E na farmácia, custa R$ 600, R$ 700 um vidrinho. [Com a operação] Diminuí a medicação, os efeitos colaterais. A medicação forte faz com que comecem a aparecer uns efeitos colaterais que você queria evitar. Você fica mais parkisoniano do que era. Tem um efeito sensacional. É claro que não posso fazer o papel de um corredor, de um fundista. Mas a idade de qualquer forma não me permitiria isso. Mas papéis que demandem pouco exercício, movimento dá para fazer bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a doença, o fato de eu estar em cena é ótimo. O ator quase não tem Parkinson. O personagem é mais forte do que o ator. Tem uma concentração de energia que te coloca em cena direito. O que te deixa inseguro é ter texto novo, ter de criar texto. Se você já tem, pelo menos em linhas gerais, a condução do personagem, está só repetindo: já viu, já andou ali. É fácil, fica fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cena, você recorre a apoios, fica mais tempo sentado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, tenho de ficar sentado, porque me canso muito ficando de pé. E é preferível, sim, ter apoio para o braço [mostra o corrimão de ferro que mandou instalar na lateral do tablado de madeira doméstico em que ensaia suas peças].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é lidar com a reação das pessoas ao Parkinson? Algumas, no afã de agradar, devem ser tomadas por um zelo excessivo, vitimizante, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem um negócio que é irritante: ser tratado como criança pelas enfermeiras do hospital. "Chegou a sopinha, vovô vai tomar a sopinha dele agora!". Porra, caralho, que sopinha o quê! Tem muito isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você chega a se irritar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas pessoas dizem assim: "Nossas estimas de melhoras, viu?" Que melhoras, porra, eu tenho uma doença degenerativa! E nas lojas, com aqueles detectores de metal na porta, tenho de pedir para desligarem o aparelho antes de entrar, porque senão pode desconectar meu marca-passo. Às vezes, a negociação demora. Teve um cara que veio me atender, enquanto desligavam o detector, e disse: "Nossa, mas que doença terrível o senhor tem! Que barbaridade! Tenho uma pena do senhor. Eu me matava, não aguentava ficar assim".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando foi que a doença mais atrapalhou o exercício da profissão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fazia muita locução. Comecei a ir a estúdios para gravar anúncios, documentários. E tinha dificuldade. Muitas vezes, passei o constrangimento de o diretor dizer: "Vamos deixar para outra vez, não está dando certo". Ficava encabuladíssimo. Sou mais lento, né? Vou trabalhando palavra por palavra. Aí fiz o seguinte: montei um estúdio em casa. Porque aí, se não estou bem, não faço nada naquele dia, ou faço bem devagar. A doença tem muitas variações, altos e baixos. E também não fico angustiado de estar usando o estúdio de outro, né? Isso dá uma aflição, é horrível. Fiz o [filme] "Quincas Berro d'Água". O Sergio Machado [diretor] queria que eu fizesse, mas sabia que estava doente. Minha mulher [Kika Lopes], que era a figurinista, disse que eu estava bem. "Como assim, está bem?", respondeu o Sergio. Aí ele veio falar comigo. Corre a notícia no meio de que você não pode fazer nada, está acabado. Com "O Palhaço", foi a mesma coisa. A Vânia [Cattani, produtora] ficou dando volta, estava reticente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você acompanha os estudos relacionados ao mal de Parkinson, os testes de tratamentos alternativos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Estão aparecendo muitas coisas novas. No ano que vem, deve haver novidades. São medicações que te deixam quase normal. Ninguém se preocupa com a cura do Parkinson. Os laboratórios querem manter você um doente legal, mas pagando sempre, dependente deles. Há grandes avanços. Até algumas décadas atrás, a expectativa de vida [geral, no mundo] era muito mais baixa, então havia menos casos de Parkinson. Hoje, há casos de pessoas com 80, 90 anos e que têm a doença. Tem muito milionário americano que faz doações para laboratórios. É toda uma rede armada da qual você não pode escapar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pesquisas com células-tronco, visando à cura efetiva do Parkinson, estão muito atrasadas. O Bill Clinton [quando presidente dos EUA] tinha feito um projeto especial para desenvolver pesquisas sobre a doença. Mas logo entrou o Bush e reverteu tudo. O dinheiro acabou. Doença era problema dos laboratórios, o governo não tinha se de meter com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Dr. Paulo em ritmo de aventura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAULO WERNECK&lt;br /&gt;EDITOR DA ILUSTRÍSSIMA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chrysler desliza macio pela avenida Tiradentes, sobe lépido pela alça de um viaduto e ganha a Marginal do Tietê. "Esta Marginal eu fiz, esta ponte eu fiz, esta adutora, a Guaraú-Mooca, eu fiz" -a voz no banco de trás é indefectível. A viagem até São José dos Campos vai durar poucos mais de uma hora, e enquanto dá a entrevista à Folha, Paulo Salim Maluf, 80 anos completados e comemorados ontem, na Sala São Paulo, narra em primeira pessoa a paisagem que se vê pela janela do carrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deputado federal dedicou a manhã ensolarada de sábado para um evento político: a filiação do vereador Alexandre da Farmácia ao Partido Progressista. Alexandre é sua aposta para a corrida eleitoral do ano que vem na maior cidade do Vale do Paraíba. O partido está sendo "reestruturado" no interior, informa Jesse Ribeiro, seu assessor há décadas, e Maluf tem percorrido o interior para o "corpo a corpo" com correligionários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TEMPO MÍTICO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Maluf traz uma dupla sensação de atualidade e anacronismo, de que há na política um tempo mítico, que retorna sempre ao mesmo ponto. E não apenas no Brasil: Moscou teve como prefeito o "Maluf russo" Iúri Luzhkov, que governou por duas décadas até o ano passado e planejou pontes submersas; Nova York teve o "Maluf americano", Fiorello LaGuardia, entre 1934 e 1945.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maluf não tem efetivo peso político nem aliados visíveis no primeiro plano do poder, impedido de sair do país (é procurado pela Interpol); seu mandato lhe dá a segurança do foro privilegiado no Brasil, mas ele está ausente das grandes discussões do país. Mas ele parecia mais atual do que nunca na manhã de 6 de agosto, ao ler sobre a morte de seis homens que estariam se preparando para explodir caixas eletrônicos em Parada de Taipas, na zona norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na versão da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), "tropa de elite" paulista, os PMs agiram cumprindo seu dever, durante um tiroteio. Os seis foram abatidos no dia 5, com tiros na cabeça, indício de execução sumária. Semanas depois, surgiu a hipótese de a Rota ter preparado uma emboscada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Com a Rota ninguém brinca", diz ele, brandindo a edição da Folha que mostrava um PM a observar os cadáveres que jaziam dentro de um carro. "Veja os jornais de hoje. A Rota veio e acabou com a brincadeira. Os direitos humanos, quando um bandido é assassinado, culpam a sociedade que não deu ao bandido condições de ele se educar, não deu emprego. Mas nunca esses tais direitos humanos foram ver se a família do soldado estava amparada, se a viúva tinha como educar os filhos, sabe?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se os policiais tiverem mesmo virado para a parede as câmeras de segurança do supermercado onde o crime ia acontecer, conforme a versão que já circulava naquele dia? "A mídia quer vender jornal. Então a mídia procura esse detalhe: virou a câmera. Eles foram ou não foram explodir os caixas eletrônicos? Quer dizer, o culpado é quem virou a câmera? O culpado é o mordomo?", diz Maluf, mais atual do que nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LUA DE MEL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até chegar a São José, Maluf vai narrar com precisão o seu percurso de 15 mil quilômetros de carro durante a lua de mel com Sylvia, em 1955 -cinco meses que começaram numa tourada em Madri ("Saí de lá escandalizado e ferido pela brutalidade do espetáculo, e aí fui para o hotel Ritz"). "Na verdade, a lua de mel foi um roteiro de visitas a fábricas." Os nubentes visitaram linhas de produção na Inglaterra, na França, na Alemanha, na Suécia, na Áustria, na Itália, para aprender tecnologia para as empresas da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Câmara de Vereadores de São José, foi recebido com festa pelos correligionários da região e por um Alexandre da Farmácia visivelmente emocionado. No palanque, Maluf comentou a crise mundial: "A gente olha para a crise da Grécia, da Itália, e o que sobra? As obras. O Coliseu, a Acrópole". E repete o que parece ser seu novo bordão: "As pessoas veem os tropeços que eu dei, mas não conhecem as cachaças que eu tomei".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FESTA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clima de festa se repetiria dias depois, no voo que Maluf chama de "a esperança dos suplentes" -não são poucos os parlamentares que decolam de Congonhas rumo a Brasília nas manhãs de terça, início da semana parlamentar. Num saguão de aeroporto lotado, ele sai distribuindo "obregados" a esmo e é alvo de curiosidade, pedidos para posar para fotos e imitações por parte de passageiros e da tripulação do avião. Nenhuma hostilidade. Maluf parece pertencer ao campo da estética, não mais da política. Prova disso é seu gosto em aparecer no "CQC", programa satírico da TV Bandeirantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No avião, puxa um exemplar da revista "The Economist" que mantém constantemente debaixo do braço e usa para ilustrar suas teses. É visível seu empenho em se mostrar a par da pauta política do país, sempre apresentando-se como um precursor das questões contemporâneas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Na minha vida particular eu plantei não 1 milhão de árvores, nem 2 milhões, nem 3 milhões, nem 10 milhões. Eu plantei 100 milhões de árvores no Estado de São Paulo, nas propriedades da minha empresa, a Eucatex, o nome vem de eucalipto. Eu contribuí contra o aquecimento global mais do que todos os conservacionistas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a Parada Gay de São Paulo e os direitos dos homossexuais, é lacônico: "Eu não participaria. Eu gosto é de mulher".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a campanha de Fernando Henrique Cardoso pela descriminalização da maconha: "Sou contra". Já fumou maconha? "Não." Já lhe ofereceram? "Já." O que respondeu? "Não digo, mas tem a ver com a irmã e a mãe de quem me ofereceu."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a primavera árabe: "Meu pai veio para o Brasil numa revolta árabe, em 1910, na luta pela democracia contra o império Turco-Otomano".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem intenção de concorrer à Prefeitura de São Paulo? Ele faz mistério, embora pareça claro que não tem musculatura política para chegar ao segundo turno. Faz, no entanto, uma análise odontológica sobre sua adversária dileta, Marta Suplicy, que naqueles dias tentava emplacar sua candidatura pelo PT: "A Marta é candidata. Quando ela me cumprimentou, dava para ver os 28 dentes dela".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é verdade que Maluf conseguiu implantar medidas progressistas em sua gestão na prefeitura, como o cinto de segurança, ele foi a São José sem o cinto no banco traseiro. Disse desconhecer a lei que o obriga a usá-lo. E deu soquinhos no banco dianteiro do Chrysler, mostrando estar protegido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maluf é um amante do automobilismo, sendo frequentes as suas idas a Interlagos com os netos, para dar umas voltas de Porsche no autódromo. "Dou um pau na gurizada, mas não abuso. Em Interlagos a pista fica abaixo de dois minutos, mas eu faço em dois minutos e 15, não abuso. Só dou cinco ou seis voltas porque cada jogo de pneus desses Porsches envenenados custam R$ 7.500. Economizo o breque e o pneu."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PIRATARIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro tema contemporâneo, a pirataria e os direitos autorais, vem à baila quando Maluf me entrega um CD em cuja capa ele próprio aparece de fraque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se do "Concerto para Seis Pianos e Orquestra" de Hexameron, tocado pela Orquestra Sinfônica Brasileira em Campos do Jordão, em 1979. Os seis solistas foram Antonio Guedes Barbosa, Arthur Moreira Lima, Jacque s Klein, João Carlos Martins, Nelson Freire -e Paulo Salim Maluf. "Quantos prefeitos, governadores, presidentes da República tocaram com Nelson Freire?", pergunta, orgulhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pianista é muito vaidoso, não gosta de tocar na companhia de outros pianistas", diz. "Só tocaram comigo porque eu era governador." Gaba-se de sua performance: "Fui o único a tocar sem partitura", diz. "Estudei durante seis meses. Fui perfeito." A renda do LP foi doada "às crianças do Vale do Ribeira".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos depois, Maluf mandou prensar centenas de CDs com a gravação, para distribuir a seus contatos. "Esse CD custou R$ 2 porque mandei fazer na minha produtora", explica. "Se fosse comprar numa loja, custaria R$ 15. Por quê? Quem é o pirata?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez porque na loja sejam cobrados impostos e direitos autorais? "Eu defendo o consumidor final", diz. Então alguém poderá quebrar patentes da Eucatex e fabricar seus produtos sem pagar royalties? "Se for capaz de produzir, pode. Meu lema é: quem pode, pode, quem não pode, se sacode."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa parede de seu apartamento funcional em Brasília, há a reprodução da capa de uma revista que o mostra em sua primeira comunhão, com o título "O menino que virou Maluf".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do almoço e antes da visita do ministro Guido Mantega ao Congresso, ele assiste, no "Jornal Hoje", à prisão de funcionários do Ministério do Turismo pela Polícia Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Isso vai pegar a Marta", vibrava, referindo-se à sua adversária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua boca, eram bem visíveis seus 28 dentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-5624247183437913268?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/5624247183437913268/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=5624247183437913268' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/5624247183437913268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/5624247183437913268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2011/09/paulo-jose.html' title='paulo josé, paulo maluf'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-4551935453627980464</id><published>2011-06-19T10:56:00.000-07:00</published><updated>2011-06-19T10:57:42.203-07:00</updated><title type='text'>entrevista do cientista político e historiador José Murilo de Carvalho na folha online</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Há risco de desconstruir mitos, personalidades e patronos com a divulgação de documentos hoje mantidos sob sigilo? Ou esses mitos já foram todos desconstruídos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há riscos, é mais uma razão para abrir os arquivos. Mitos têm que ser destruídos em nome da maturidade democrática. Renan dizia que nações se criam à base de esquecimento, ocultação e mesmo mentira histórica. Mas hoje não se trata mais de construir a nação. Ela já existe. E para mantê-la, hoje, é necessário construir a sociedade democrática. Isso inclui o direito de informação sobre a própria história. A política do sigilo, do segredo, da ocultação, inviabiliza uma escrita confiável dessa história. Perde o historiador, perde o cidadão, perde o país.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-4551935453627980464?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/4551935453627980464/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=4551935453627980464' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/4551935453627980464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/4551935453627980464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2011/06/entrevista-do-cientista-politico-e.html' title='entrevista do cientista político e historiador José Murilo de Carvalho na folha online'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-5511353683146680769</id><published>2011-01-16T11:48:00.000-08:00</published><updated>2011-01-16T11:49:18.876-08:00</updated><title type='text'>JANIO DE FREITAS  Muito natural</title><content type='html'>16/01/2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÀS VEZES, ACONTECE. A natureza desaba fora do lugar e estende os seus desastres a vales e colinas onde as condições prometiam tudo o que atrai as boas construções desejadas pelo poder aquisitivo. Quando acontece assim, a natureza contraria também o consenso que modelou, com o barro de cinco séculos, o nosso jeito brasileiro.&lt;br /&gt;É a esse consenso, muito mais do que à natureza e ao acaso, que se deve a persistência dos desastres nas áreas de moradias frágeis, sobre terras sempre prontas a escorrer sob o chão batido e a encobrir os tetos e as vidas igualmente improvisados. É ao consenso, e não à mera "irresponsabilidade das ocupações permitidas de áreas de risco", que se deve o encontro fácil e consentido entre as moradias pobres e a desgraça de desastres.&lt;br /&gt;É certo que prevenir as calamidades da pobreza não dá voto. Mas há lógica em não o fazer. O governante que consente na ocupação de áreas de risco não teria por que voltar-se, em seguida, para a prevenção dos desastres previstos no risco. Seus motivos para o descaso são os mesmos que o poupam de interessar-se por esgotos e saneamento geral das áreas pobres, água tratada, auxílio à saúde, e outras sobras das zonas urbanas de boas classes.&lt;br /&gt;O descaso com o modo de vida da pobreza é parte da nossa história de povo e de país. Os aglomerados de moradias por "ocupação de áreas de risco", e também os de menores ou outros riscos, são continuadores dos aglomerados de ex-escravos. A libertação não significou o fim da visão racista, não incluiu o reconhecimento reparador da pobreza como dever do Estado, não incutiu sentido humano na aventura a que o ex-escravo seria entregue pela libertação. Já era, então, o descaso de hoje.&lt;br /&gt;Um dos parágrafos duvidosos da historiografia atribui o surgimento do nome "favela" -palavra graciosa de injusto destino- ao aglomerado de barracos, no Rio, dos soldados vindos de Canudos e largados ao relento pelo Exército. Favela, como era chamada (se era) uma fava comum (se havia) na região da guerra. A favela criada no morro da Providência, onde, faz pouco, um tenente do Exército e sua patrulha prenderam três rapazes, vindos de uma festa. Os três cadáveres foram encontrados em um vazadouro de lixo longe do morro. Muito próprio da Providência e dos personagens.&lt;br /&gt;O descaso com a ocupação de áreas de risco, favelas ou lá que denominação se dê, hoje pode ser explicado pelo baixo lucro eleitoral de medidas preventivas e saneadoras. Se a explicação é atual, o descaso é mais que secular. Aceito como parte da vida brasileira, sem reação alguma, jamais. Não houve catástrofe que mudasse a aceitação, sempre fortalecida pelos sentimentos de classe.&lt;br /&gt;Está claro que não se estranhou, por exemplo, a reivindicação brasileira de fazer a Copa e a Olimpíada, ao custo de dezenas ainda incalculáveis de bilhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SINAIS&lt;br /&gt;Nenhuma demagogia, muita objetividade, decisões adequadas, uma entrevista coletiva sucinta e suficiente: a estreia de Dilma Rousseff, em sua ida a áreas da catástrofe no Rio de Janeiro, foi muito promissora. Trouxe o que se pode desejar de uma Presidência em tais circunstâncias.&lt;br /&gt;A primeira reunião ministerial, ao que dali passou para cá, seguiu os modos da viagem ao Rio. Os primeiros sinais são de algo novo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-5511353683146680769?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/5511353683146680769/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=5511353683146680769' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/5511353683146680769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/5511353683146680769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2011/01/janio-de-freitas-muito-natural.html' title='JANIO DE FREITAS  Muito natural'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-6948866659833282474</id><published>2010-12-19T17:52:00.000-08:00</published><updated>2010-12-19T17:55:43.029-08:00</updated><title type='text'>internet</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cerco a Assange deixa jornalismo vulnerável, afirma especialista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escritor americano Glenn Greenwald diz que há risco de mais processos contra jornalistas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colunista do Salon.com, ele diz que o WikiLeaks não pode ser processado porque não pertence a nenhum país específico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JANAINA LAGE&lt;br /&gt;DO RIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor e advogado constitucionalista norte-americano Glenn Greenwald afirma que, caso os EUA consigam processar o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, jornalistas ficarão mais vulneráveis a ações judiciais.&lt;br /&gt;Colunista da revista digital Salon.com, Greenwald tem sido uma das vozes de defesa do WikiLeaks na imprensa americana.&lt;br /&gt;Para ele, não há base legal para processar o site porque é uma organização dissociada de qualquer Estado e só existe na internet.&lt;br /&gt;Jornais norte-americanos já citaram como possíveis bases legais para um processo contra Assange a lei de espionagem, de 1917, e a lei de fraude e abuso de computadores, de 1986.&lt;br /&gt;O escritor concedeu entrevista à Folha após palestra no Iesp-UERJ (Instituto de Estudos Sociais e Políticos).&lt;br /&gt;Greenwald vive no Rio de Janeiro há quase seis anos. A seguir, trechos da entrevista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Folha - O que os documentos vazados pelo WikiLeaks revelam sobre a diplomacia americana?&lt;br /&gt;Glenn Greenwald - Não existe uma diplomacia americana à parte dos demais objetivos do governo. Os diplomatas são usados para espionar outros países e para levantar dados de inteligência da mesma forma que a CIA seria usada.&lt;br /&gt;O papel da diplomacia é evitar guerras, mas muitos documentos mostram tudo menos isso. Há diplomatas tentando convencer outros países a deixar que os EUA participem de ações militares em seus territórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada, a Força Aérea dos EUA bloqueou o acesso às páginas de veículos que publicam vazamentos. A polêmica em torno do WikiLeaks pode trazer de volta a discussão sobre censura na internet?&lt;br /&gt;Isso vai justificar na cabeça de muita gente que seja criado algum tipo de repressão ou censura na internet, o que é um retrocesso. As pesquisas com o público americano mostram que a maioria acredita que o WikiLeaks causou mais danos do que benefícios e que Assange deve ser encarcerado.&lt;br /&gt;Os governos sempre querem controlar a internet. A razão pela qual não podem fazer isso é a oposição pública. O compromisso do WikiLeaks com a transparência pode aumentar o apoio público ao controle da internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o sr. compara os governos de Barack Obama e George W. Bush em relação à liberdade de imprensa?&lt;br /&gt;Quando Obama concorreu à Presidência, criticava Bush por sua guerra contra a transparência. A realidade é que não só ele continuou a maioria destas políticas como, em alguns casos, elas até pioraram.&lt;br /&gt;O governo Bush ameaçou mover ações contra jornalistas que publicaram informações secretas e processar pessoas do governo responsáveis pelos vazamentos, mas quase nunca fez isso. O governo Obama já trouxe cinco diferentes ações contra pessoas do governo que vazaram informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sr. citou um artigo do professor Jay Rosen, da New York University, que afirma que parte da repercussão do WikiLeaks é resultado da morte do jornalismo americano...&lt;br /&gt;Depois do 11 de Setembro, a grande imprensa se tornou completamente identificada com o governo.&lt;br /&gt;Eles cobriram a Guerra do Iraque embarcados com o Exército e começaram a ver o mundo pela perspectiva do governo.&lt;br /&gt;A maior desgraça é que nosso governo levou o país a uma das mais terríveis guerras dos últimos cem anos baseado integralmente em mentiras, e a classe jornalística não se deu ao trabalho de submeter as informações a qualquer escrutínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais as consequências de um eventual processo dos EUA contra Assange?&lt;br /&gt;Isso vai tornar os processos contra jornalistas muito mais prováveis. Se você criar uma teoria legal que permita um processo contra o WikiLeaks, isso dará poder ao governo de processar jornalistas por revelar seus segredos.&lt;br /&gt;Revelar segredos de governo representa o corpo e também a alma do jornalismo investigativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que o sr. afirma que o WikiLeaks não está sujeito às leis americanas?&lt;br /&gt;O WikiLeaks não é brasileiro ou americano. É uma organização sem Estado, não pertence a nenhum país e não existe fisicamente em lugar algum, apenas na internet. Não há mecanismo para definir qual lei se aplica a ele. Não se pode levá-lo à Justiça e obrigá-lo a revelar suas fontes. A maioria das pessoas não consegue pensar dissociada do Estado.&lt;br /&gt;Parte do caráter único do WikiLeaks vem do fato de Assange ter sido criado de forma transnacional.&lt;br /&gt;Ele se mudou centenas de vezes e foi criado de forma a não confiar ou seguir nenhuma autoridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que a "Time" elegeu Mark Zuckerberg personalidade do ano quando os leitores escolheram Assange?&lt;br /&gt;Muitas pessoas usam o Facebook e Mark Zuckerberg ganha muito dinheiro com isso, mas se ele não existisse, nada iria mudar. A "Time" já elegeu Adolf Hitler e Joseph Stalin como personalidades.&lt;br /&gt;Quando as pessoas perguntam zangadas: "Mas como vocês fizeram isso"? Eles sempre dizem que não é a opção de que gostamos, mas a que teve maior impacto.&lt;br /&gt;Em 2001 a pessoa de maior impacto foi Osama bin Laden, mas eles tiveram muito medo e escolheram Rudolph Giuliani [ex-prefeito de Nova York]. Agora, é claro que Assange tem mais impacto do que Zuckerberg.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do guardian:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.guardian.co.uk/technology/blog/2010/dec/17/yahoo-closing-problems"&gt;Yahoo [not?] closing down Delicious; but why won't Carol use the F-word?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;e&lt;a href="http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2010/dec/17/anonymous-wikileaks-protest-amazon-mastercard"&gt;&lt;br /&gt;The Anonymous WikiLeaks protests are a mass demo against control&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-6948866659833282474?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/6948866659833282474/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=6948866659833282474' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/6948866659833282474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/6948866659833282474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/12/internet.html' title='internet'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-2037443167400780157</id><published>2010-11-28T07:46:00.000-08:00</published><updated>2010-11-28T07:51:02.630-08:00</updated><title type='text'>americanos</title><content type='html'>Tiene que venir él, un oriundo de las colonias, a enseñarles a jugar su propio juego? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28/11/2010 - 07h14&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;'PT mudou a ponto de ficar quase irreconhecível', diz cientista política&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UIRÁ MACHADO&lt;br /&gt;DE SÃO PAULO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cientista política Wendy Hunter, professora da Universidade de Austin, Texas (EUA), acaba de escrever um livro sobre as transformações por que passou o PT entre 1989 e 2009. Para ela, o partido "mudou a ponto de ficar quase irreconhecível".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de diferenças que ela chama de mais óbvias, como a moderação ideológica do PT e as alianças que o partido atualmente faz ("inimagináveis há 20 anos"), Hunter menciona a própria candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República, uma "novata" na legenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhe a Folha Poder no Twitter&lt;br /&gt;Comente reportagens em nossa página no Facebook&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Hunter, o presidente Lula teve papel central na condução das mudanças, mas ela não vê as alas radicais conquistando mais espaço no governo Dilma: "O PT está bem firme nas mãos dos moderados".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir, trechos da entrevista concedida por e-mail.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - A sra. acaba de publicar um livro em que estuda as transformações por que passou o PT desde 1989. Quais as principais mudanças?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wendy Hunter - O PT mudou a ponto de ficar quase irreconhecível em relação ao que era na década de 1980.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos primeiros e mais óbvios aspectos diz respeito à moderação ideológica do partido, que pode ser percebida não apenas nos seus programas mas também em suas políticas de governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expansão eleitoral do PT em todas as esferas de governo foi extraordinária. O PT cresceu lenta e consistentemente. Este último ponto é importante porque muitos partidos de esquerda na América Latina tiveram um crescimento espetacular seguido de uma queda tão rápida quanto a ascensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As alianças que o PT faz hoje seriam inimagináveis há 20 anos. A flexibilização do compromisso de fazer alianças apenas com partidos de esquerda foi impressionante, mesmo num país conhecido pelas coligações oportunistas. Tome como exemplo os dois últimos vice-presidentes: José Alencar (PL) e Michel Temer (PMDB).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, a atual posição do PT em relação ao PMDB, em comparação com a distância que outrora mantinha, mostra bem o quanto um processo de "normalização" ocorreu com o partido. Basta lembrar que a história teria sido diferente se os 4,7% obtidos por Ulysses Guimarães em 1989 tivessem ido para Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A eleição de Dilma Rousseff também faz parte desse "pacote" de mudanças?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, é um ponto importante a ser levado em consideração o tipo de candidato que o PT lança atualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O simples fato de que a candidata à Presidência neste ano foi alguém que ingressou no partido há pouco tempo --dez anos-- é testemunha dessas mudanças. Além disso, há diversos candidatos que não vieram do sindicalismo ou dos movimentos sociais, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes, regras internas determinavam que os candidatos deveriam ou ser fundadores do PT ou ter participado das redes sociais do partido. Isso mudou muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula foi a principal figura do PT durante todo esse tempo. Qual sua participação nesse processo de transformação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula teve um papel central na administração e na promoção de mudanças no PT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transformações programáticas que partidos fazem --por exemplo, o afastamento do socialismo e a aproximação do mercado-- precisam encontrar apoio não só no eleitorado mas também dentro da própria legenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula foi figura crucial ao encorajar o partido a ouvir mais o eleitorado e suas aspirações, sobretudo após a derrota de 1994 para Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e as muitas mudanças econômicas positivas que ocorreram na era FHC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, Lula foi sensível às lutas e às dinâmicas internas do PT e soube conduzi-las de forma a apoiar um caminho moderado. Felipe González, na Espanha, e Nelson Mandela, na África do Sul, podem ser vistos de forma semelhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que papel ele deve ter como ex-presidente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não creio que ele vá simplesmente se aposentar e ficar calado. Tampouco acredito que vá se envolver com assuntos menores da administração e do novo governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que Lula terá um papel crucial na mediação dos conflitos que podem surgir entre o partido e o governo Dilma. Lula tem muito mais força pessoal do que Dilma, e a relação que ele tem com o PT e suas várias correntes é muito mais profunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é importante destacar que Dilma terá a sua cota de desafios políticos à frente. O fato de que a oposição controla tantos Estados --alguns muito importantes-- será uma fonte de desafios. Teremos que ver como ela lidará com essa oposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabíamos muito mais sobre Lula e seu estilo de negociação política antes de ele chegar ao poder do que sabemos agora sobre Dilma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que podemos esperar do PT durante o governo Dilma? As tendências mais radicais ganharão mais espaço?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que o PT está bem firme nas mãos dos moderados. Se olharmos as eleições internas do partido, veremos que não parece haver muito apoio às opções radicais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de que as figuras históricas ligadas aos antigos valores e plataformas do PT não vençam nessas disputas internas sugere que boa parte da base tornou-se moderada junto com os líderes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os movimentos sociais historicamente associados ao PT também parecem bastante desmobilizados. Por exemplo, há sinais de que, com a penetração de programas de assistência social, como o Bolsa Família, organizações como o MST já não conseguem conquistar adeptos como conseguiam antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, as evidências sugerem que o PT está "em boas mãos" na máquina do Estado. Dilma, com suas tendências estatizantes, provavelmente não reduzirá o tamanho do Estado, o que encolheria os postos do partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PT cresceu muito e hoje é a maior bancada da Câmara. O PT será o próximo PMDB?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acho que o PT vá se tornar um partido de sustenção no sentido que tem sido o PMDB: fraco ideologicamente, aberto a fazer alianças com qualquer um e com grandes diferenças entre seus políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que o PT ainda mantém diferenciais o suficiente para não regredir para algo desse gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que o governo Dilma deverá seguir a lógica do presidencialismo de coalizão em alguma medida, ainda mais que o primeiro governo Lula, mas diria que haverá muitos nomes do PT entre os próximos ministros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o vigoroso apoio do governo Lula nos Estados menos desenvolvidos e seu relativo enfraquecimento nas áreas mais desenvolvidas --em parte resultado dos padrões de gasto dos governos Lula-- certamente sugerem uma inversão na base de apoio histórica do PT e um movimento para se tornar um partido mais parecido com o PMDB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sra. concorda com quem diz que o PT se tornou um partido cuja principal preocupação é a manutenção do poder?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não iria tão longe. Todos os partidos precisam se manter no poder e sobreviver politicamente para atingir outros objetivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, o PT certamente abandonou muito de sua velha ênfase no "governo ético" para jogar o jogo duro da política no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é preciso considerar também um outro aspecto, o qual coloca pelo menos Lula --se não o partido-- em uma perspectiva mais positiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o PT e o governo Lula têm sido criticados por se desviarem de seus compromissos históricos com os mais pobres e marginalizados, eles têm implementado políticas que de fato levaram a uma significante redução da pobreza, com avanços no cenário da desigualdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, desse ponto de vista, eles fizeram uma diferença positiva em direção as suas metas iniciais, ainda que não exatamente por meio das políticas que defendiam no passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua avaliação, as transformações ocorridas no PT foram positivas ou negativas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco de cada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um lado, o sistema político perde por não ter um partido que se apegue à bandeira de um governo mais ético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece preocupante que a eleição de Dilma tenha se baseado tanto no uso da máquina por um presidente da República que é do mesmo partido. E atitudes do PT em eventos-chave, como a absolvição de José Sarney, não são positivas no que diz respeito a um governo melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, a transformação do PT se deu junto com e contribuiu para a consolidação da democracia no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PT no poder --o que, por si só, só poderia acontecer como resultado de sua transformação, ou normalização (a aceitação pelo PT tanto do mercado quanto da lógica da política brasileira)-- continuou e aprofundou tendências de redução da pobreza e da desigualdade social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto é: talvez um governo de esquerda mais radical pudesse ter feito mais nessas dimensões, mas as conquistas da esquerda moderada, como as de Michelle Bachelet [ex-presidente do Chile] e Lula, pelo menos serão mais sustentáveis devido à solidez maior da base fiscal e do apoio político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como as mudanças por que passou o PT "conversam" com as transformações ocorridas na sociedade brasileira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes é necessário dar um passo atrás para pensar as eleições de 1989 em comparação com as atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na disputa entre Lula e Fernando Collor de Mello, os principais meios de comunicação claramente anunciavam uma catástrofe caso Lula vencesse. Os militares mantiverem os olhos bem abertos naquela eleição. Os mercados financeiros estavam "apavorados".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo, a atmosfera era muito polarizada entre duas figuras cujos partidos não tinham muitas cadeiras no Congresso Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, atores externos à disputa ficam afastados. Por exemplo, a Globo não tem papel central na tentativa de determinar o resultado. Os militares se mantêm completamente ausentes. Após 2002, a comunidade financeira já não ameaça tirar o dinheiro do país caso a esquerda vença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo, a democracia brasileira se consolidou nos últimos 20 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os três principais candidatos deste ano foram pessoas sérias com sólidos currículos e plataformas políticas críveis. O mesmo não pode ser dito a respeito de muitos outros países. O Brasil realmente pode ficar orgulhoso de quão longe chegou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na década de 1980, quem acreditaria que o PT teria o governador da Bahia ou que o candidato à Presidência pelo partido teria um apoio tão maciço no Maranhão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela época, analistas, brasileiros e estrangeiros, escreviam livros sobre a persistência do poder dos militares e da direita. As máquinas oligárquicas de Antonio Carlos Magalhães e outros políticos nordestinos davam a impressão de que permaneceriam por um longo período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a nova geração de cientistas políticos está ocupada escrevendo livros sobre o declínio do clientelismo nesses lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, é claro que o PT se adaptou para caber na lógica da política brasileira, mas quem duvidar de que mudanças significativas podem acontecer deveria pensar uma segunda vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-2037443167400780157?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/2037443167400780157/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=2037443167400780157' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/2037443167400780157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/2037443167400780157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/11/americanos.html' title='americanos'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-6616908257134516569</id><published>2010-10-11T19:58:00.000-07:00</published><updated>2010-10-11T20:00:41.793-07:00</updated><title type='text'>tanto lá como aqui</title><content type='html'>da folha, do guardian&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;06/10/2010 - 11h46&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fósseis brasileiros leiloados pela Sotheby's saíram do país ilegalmente, diz governo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GIULIANA MIRANDA&lt;br /&gt;DE SÃO PAULO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casa de leilões Sotheby's negociou ontem, em Paris, 11 lotes de fósseis brasileiros que, de acordo com o órgão do governo federal que autoriza as extrações, saíram de forma ilegal do país. Além de insetos, peixes e plantas, o conjunto tinha um valioso crânio completo do pterossauro Ludodactylus sibbicki, o único conhecido com cristas e dentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueletos de dinossauros vão a leilão em Paris&lt;br /&gt;Ancestral gigante de pinguim encontrado no Peru não usava "black-tie"&lt;br /&gt;Fóssil do maior fêmur de dinossauro é descoberto na Espanha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as peças são da chapada do Araripe (CE), um complexo paleontológico reconhecido pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não há como esse material ter saído legalmente do Brasil. Nós não autorizamos", disse Walter Lins Arcoverde, diretor de fiscalização do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arcoverde está investigando como as peças saíram do Brasil. Ele enviou ofícios à Interpol (polícia internacional) e à embaixada da França pedindo esclarecimentos. O DNPM quer achar uma maneira de repatriar as peças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 1942, a lei brasileira determina que o órgão precisa autorizar a saída do país de qualquer fóssil com interesse científico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NÃO DECLARADO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A origem das peças brasileiras não consta no catálogo oficial do leilão e nem no site do evento. O material se resume a propagandear a "beleza única" dos fósseis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurada pela reportagem da Folha, a responsável pela filial francesa da Sotheby's não se manifestou sobre a origem do acervo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Sotheby's no Brasil disse não ter informações específicas sobre as peças, mas afirmou que, provavelmente, elas fazem parte de alguma coleção muito antiga e, por isso, pode ser mais difícil identificar sua origem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para especialistas, afirmar que os fósseis foram encontrados antes da promulgação da lei é apenas uma desculpa para dar "aparência de legalidade" ao contrabando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O pterossauro leiloado só foi descrito na década de 1970. Ninguém teria encontrado um fóssil inédito tão bem conservado e, simplesmente, "guardado no armário" para vender 70 anos depois", disse Felipe Monteiro, mestrando da Universidade Federal do Ceará, que participa de projetos no Araripe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Alexander Kellner, especialista em pterossauros do Museu Nacional da UFRJ, os fósseis foram encontrados na chamada formação Crato, que só começou a ser explorada muito depois da regulamentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Infelizmente, a saída de fósseis é um problema antigo. O Brasil perde verdadeiros tesouros. Agora, para estudar uma espécie nacional, os pesquisadores precisam ir para o exterior", afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo ele, os contrabandistas têm "certeza da impunidade" no Brasil. "Falta fiscalização e, principalmente, faltam verbas para que os pesquisadores brasileiros desenterrem essas relíquias. Precisamos de mais incentivos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com valor estimado entre 50 mil e 70 euros (algo em torno de R$ 115 mil e R$ 161 mil), o crânio do pterossauro não aparece na lista dos itens arrematados no leilão. Outros sete fósseis brasileiros também não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso, de acordo com a própria Sotheby's, não significa que eles não tenham sido comprados. De acordo com a representação no Brasil, existe a possibilidade de negociações após o leilão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Roman helmet sold for £2m&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Metal detectorist who found it in Crosby Garrett, Cumbria, now a millionaire as UK museum priced out by anonymous buyer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In just three minutes at a Christie's auction, the most hauntingly beautiful face to emerge from the British soil in more than a century slid out of the grasp of the museum desperate to acquire it when the Roman helmet was sold to an anonymous telephone bidder for £2m [see footnote] – dramatically higher than the highest pre-sale estimate of £300,000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The man who found it last May, using a metal detector on farmland on the outskirts of the Cumbrian hamlet of Crosby Garrett, a currently unemployed graduate in his early 20s from the north-east, will share the price with the landowner, but is now a millionaire.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tullie House museum in Carlisle managed to stay in the bidding up to £1.7m, a staggering sum for a small museum raised in gifts and grant promises through frantic fundraising in the last month. Three more bids of £100,000 each lost it the treasure.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"I'm still shaking," Andrew Mackay, senior curator at the museum, said moments later. "Cumbria has had a few bad knocks recently, and this fundraising campaign was a good news story for the area, so this is a real blow. People will be terribly disappointed – we had thousands of pounds coming in every day, and children literally emptying their piggy banks.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"We are now very, very anxious to talk to the buyer to see where we go next."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The stunning Roman cavalry helmet, dating from the late first or early second century AD, a piece of public swagger for parades and festivals never meant to be worn in combat, is only the third ever found complete in Britain, the first since 1905, and by far the most beautiful.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It has transfixed thousands of visitors in the past week, when it went on display for the first time at Christie's in South Kensington. People have stood gazing into the dreamy youthful face, the mouth slightly parted, the eyes with their delicate cut-out pupils. Christie's sources report that, uniquely, many viewers had asked where they could donate to the campaign to keep it in a British museum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christie's could not reveal whether the buyer is British or overseas – a Californian phone bidder, presumed to be the Getty museum, dropped out at £800,000 – but the museum's best hope is that it is either a UK buyer willing to loan, or if it has been bought overseas that the government will impose an export bar to allow time to raise the money to match the sale price.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Only a handful of helmets such quality have been found anywhere across the former Roman empire, and potential buyers from all over the world registered interest.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The finder and his father had searched the same fields for years, with the permission of the landowner, and never found anything more exciting than a few coins and some bits of broken horse harness: he continued going there, he has explained, because he liked the views.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When he found the helmet face down in the clay, the silvered face intact but the Phrygian cap and its jaunty little griffin topknot crushed into many pieces, he first thought it was a Victorian ornament.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;His good fortune has exposed a gaping hole in Britain's protection for archaeological heritage finds, and is bound to lead to calls for reform of the Treasure Act.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If the helmet had fallen within the legal definition of treasure, the finder and landowner would have been awarded compensation at the market price, and it would probably already be on display in the Tullie House galleries.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;However, only objects with a large composition of gold or silver, such as the spectacular Staffordshire hoard of Anglo Saxon gold which was acquired last year by a coalition of local museums, or prehistoric hoards of bronze such as the find earlier this year of a vast clay pot in Frome holding 52,000 mainly low-value coins, fall within the law. A single bronze object, however astonishing, is not legally treasure.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The finder was not even legally obliged to report the helmet, although he chose to do so under the voluntary portable antiquities scheme (Pas) for reporting archaeological finds, and he was fully entitled to turn down the suggestion of a negotiated sale to the museum, and instead send it straight to auction.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"It's so frigging annoying," said Sally Worrell, the Pas finds officer who first saw the mask. "I'm gutted to be honest – it's so frustrating to have worked so long on this and then not see it go to the museum."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roger Bland, head of the Pas, based at the British Museum, whose Roman experts have fully backed Tullie House's attempt to acquire it, agreed. "It does expose a real gap in the treasure law – a review was promised three years ago, and if it had been carried out, this outcome could have been avoided."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The report of the find does mean the find spot is recorded and full archaeological excavation to uncover the riddle of how such a stunning object ended up in a nondescript field miles from the nearest Roman site may still follow.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• This footnote was added on 8 October 2010. £2m is the saleroom 'hammer price', ie the final bid that secures the sale. The overall price will include the buyer's premium of around 15% to give a total figure of approximately £2.3m.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-6616908257134516569?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/6616908257134516569/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=6616908257134516569' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/6616908257134516569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/6616908257134516569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/10/tanto-la-como-aqui.html' title='tanto lá como aqui'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-636302089424433864</id><published>2010-09-29T13:32:00.000-07:00</published><updated>2010-09-29T13:34:02.441-07:00</updated><title type='text'>faz sentido</title><content type='html'>que josé padilha participe da conexão com manhattan (da mônica bergamo de hoje):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PADILHA NA URNA&lt;br /&gt;José Padilha, diretor de "Tropa de Elite 2", irá comentar as eleições neste domingo, ao vivo, no "Manhattan Connection", do GNT. Ele também falará do longa que estreia no dia 8 e sobre segurança pública e milícia, temas de "Tropa".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-636302089424433864?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/636302089424433864/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=636302089424433864' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/636302089424433864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/636302089424433864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/09/faz-sentido.html' title='faz sentido'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-978592515071759321</id><published>2010-09-26T10:36:00.001-07:00</published><updated>2010-09-26T10:37:38.550-07:00</updated><title type='text'>bens culturais</title><content type='html'>inventaram uma &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/804495-sp-abriga-14-das-15-cidades-mais-desenvolvidas-do-pais.shtml"&gt;outra modalidade de avaliar qualidade&lt;/a&gt; de vida sem considerar acesso a bens culturais. rumo a um país de tábuas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-978592515071759321?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/978592515071759321/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=978592515071759321' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/978592515071759321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/978592515071759321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/09/bens-culturais.html' title='bens culturais'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-5341226949033483874</id><published>2010-09-25T19:55:00.000-07:00</published><updated>2010-09-25T19:58:10.341-07:00</updated><title type='text'>três textos da folha de são paulo, 25 de setembro</title><content type='html'>1.&lt;br /&gt;FERNANDO DE BARROS E SILVA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;As palavras e as coisas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÃO PAULO - "As atitudes de Lula são de um fascista, do verdadeiro autoritarismo"; "Lula age como um fascista". São frases que soam mal, sobretudo na boca de dois ex-ministros da Justiça, advogados ilustres com trajetória no campo democrático. José Carlos Dias e Miguel Reale Jr. conhecem as palavras. Banalizando o mal, terão de inventar uma nova língua quando quiserem nomear o fascismo de verdade.&lt;br /&gt;O "Manifesto em Defesa da Democracia", lançado quarta-feira no largo São Francisco, reuniu figuras respeitáveis da antiga sociedade civil, várias delas entusiastas do que Lula representava na época da fundação do PT. Mudaram todos -não necessariamente para melhor.&lt;br /&gt;Retomo a pergunta que fez Janio de Freitas anteontem, num grande artigo: haverá, no país, "marcha para o autoritarismo pelo fato de que Lula, nos estertores do seu mandato, rebaixa a função presidencial à de marqueteiro e cabo eleitoral?". É óbvio, diz Janio, "que o papel assumido por Lula macula a disputa. Mas o que mais suscita reação, parece claro, não é o papel em si, que a lei nem cuidou de restringir: é que Lula o assume do alto de uma popularidade devastadora, que cai sobre os adversários".&lt;br /&gt;Há um paradoxo na ação de Lula: seu governo expandiu direitos no país, mas o presidente não perde a chance de avacalhar a democracia, com atitudes que vão da desconsideração jocosa pela liturgia do cargo até a fronteira da boçalidade -por exemplo, ao defender que um partido seja extirpado.&lt;br /&gt;Que diferença, de resto, há entre as velhas carcaças do DEM e o clã Sarney, a não ser o fato de que este virou cupincha de luxo do lulismo?&lt;br /&gt;Porém, para não vestir a fantasia de udenistas de segunda mão, os democratas da oposição precisam discernir entre o acaudilhamento da Presidência e as "atitudes de um fascista", coisa que Lula nunca foi. Isso vale inclusive para desmistificar os anões fascistóides que se servem da força de Lula para pregar contra a imprensa livre no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.&lt;br /&gt;CLAUDIO WEBER ABRAMO&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Macunaíma veste a toga&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bacharelismo tão bem retratado por Mário de Andrade encontra no STF sua expressão mais acabada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário apresentado pelo agora ex-candidato Joaquim Roriz ao STF contra decisão do TSE que negou seu registro de candidatura ao governo do Distrito Federal com base na chamada "lei da ficha limpa" foi didático para entender por que o Judiciário brasileiro é tão ruim.&lt;br /&gt;O fato de Roriz ter renunciado à candidatura, com isso esvaziando a questão, não desfaz o espetáculo a que se assistiu.&lt;br /&gt;Há tempos todos os ministros sabiam que haveria empate e que a questão não seria resolvida. Apesar disso, empurraram o assunto com a barriga. Roriz (assim como todos os que se encontrem em situação semelhante) poderia concorrer.&lt;br /&gt;Quando, afinal, o STF voltasse à questão, alguns desses políticos teriam sido eleitos. Não faltaria quem, no próprio STF, viesse argumentar que a corte não pode se superpor à "voz das urnas".&lt;br /&gt;Se, a partir daí o eventual leitor deduzir que tudo não passa de teatro, acertará. O STF, como todo o Judiciário brasileiro, navega num dilúvio de palavras ociosas.&lt;br /&gt;O jogo de cena começa, é claro, com os advogados. No caso de Roriz, juntaram numa mesma peça um bricabraque de alegações desconexas, na tática do que grudar grudou.&lt;br /&gt;O que se extrai do palavrório indigente, das menções às "lições dos mestres", dos adjetivos encomiásticos empregados para se referirem uns aos outros, das intermináveis referências aos mesmos precedentes redigidos medievalmente, o que se extrai, dizia, são alegações no geral indigentes, às quais os ministros atribuíram respeitabilidade despropositada e aduziram suas próprias folhudices.&lt;br /&gt;O fato de a maior parte dos argumentos não fazer sentido (o da presunção de inocência, o da renúncia como "ato jurídico perfeito" etc.) não impediu que cada ministro se estendesse (embora uns menos do que outros, cabendo salvar as duas ministras) em laboriosas explicações sobre por que o nonsense expresso pelos advogados era nonsense. Que um o fizesse, tudo bem. Os demais, contudo, poderiam referir-se ao primeiro e pau na máquina.&lt;br /&gt;Mas não: os ministros são viciados naquele linguajar insuportável que, entre eles, passa por sapiência -em certos casos, brandido por quem exibe evidente dificuldade de leitura.&lt;br /&gt;O bacharelismo tão bem retratado por Mário de Andrade na "Carta pras Icamiabas", enviada por Macunaíma à sua aldeia de origem, encontra no STF sua expressão mais acabada.&lt;br /&gt;A doença não é apenas retórica, mas antes conceitual. O fiasco se alimentou da ideia esdrúxula, primeiro apresentada por Dias Toffoli e depois desenvolvida por Gilmar Mendes, de que "processo eleitoral" não seria algo que começa num momento e termina em outro, mas algo intangível, vago, inefável.&lt;br /&gt;Na hermenêutica toffolo-mendesiana, "processo" não procede, existe atemporalmente. A partir disso, é claro que a inferência leva à inaplicabilidade da lei às eleições deste ano.&lt;br /&gt;Não são necessárias 14 horas para desenvolver tal arremedo de raciocínio. E, caso os ministros de fato se preocupassem em discutir coisa com coisa, não seriam necessários mais do que alguns minutos para destruí-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.&lt;br /&gt;OPINIÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mais realistas do que o rei, curadores decidem censurar instalação "eleitoral"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MÍNIMO QUE SE ESPERAVA DA CURADORIA ERA UMA DEFESA DA ARTE COMO TERRITÓRIO DE LIBERDADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARCOS AUGUSTO GONÇALVES&lt;br /&gt;EDITOR DE OPINIÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de anunciar que a 29ª Bienal valorizaria as relações entre arte e política (o que se tornou um clichê no circuito das grandes exposições), a curadoria da mostra revelou-se perfeitamente pusilânime nessa matéria ao reagir ao incômodo causado pelo trabalho do argentino Roberto Jacoby.&lt;br /&gt;O artista montou em seu espaço uma espécie de oficina eleitoral, na qual um grupo de pessoas produzia peças que propagandeavam a candidata Dilma Rousseff.&lt;br /&gt;Aviso logo: não pretendo votar na postulante petista; gosto de arte, gosto até certo ponto de política, mas muito raramente gosto dos dois juntos. Considero a proposta de Jacoby um equívoco entre outros do gênero "político" presentes nessa Bienal.&lt;br /&gt;Posto isso, é chocante que os responsáveis pela mostra tenham censurado a obra escudando-se num parecer preliminar de um tribunal secundário, que manifestava a possibilidade, a meu ver estapafúrdia, de se enquadrar o trabalho de Jacoby na legislação eleitoral.&lt;br /&gt;O mínimo que se poderia esperar é que os curadores assumissem a defesa radical do espaço artístico como território de ampla liberdade. Nesse contexto, o intencional caráter político-partidário da intervenção do artista tem que ser avaliado por critérios culturais e estéticos, jamais por dispositivos de uma lei eleitoral -em muitos aspectos, aliás, discutível.&lt;br /&gt;Mas não. A curadoria, talvez atendendo a pressões típicas desses períodos, apressou-se em ser mais realista do que o rei. Depois de fazer uma consulta ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo decidiu se antecipar a uma decisão que talvez a obrigasse a suprimir a obra por infringir a lei eleitoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PERPLEXIDADE&lt;br /&gt;Que política é essa que a Bienal e os curadores Agnaldo Farias e Moacir dos Anjos estão propondo? Alguém com um pouco mais de espinha sustentaria até as últimas consequências o direito do artista de prosseguir com seu trabalho.&lt;br /&gt;A Justiça que se pronunciasse e a polícia que fosse fazer o serviço que os curadores decidiram diligentemente prestar ao obscurantismo. Alegaram que poderiam ser presos... Ora, que enfrentassem a investida, que defendessem uma causa, que criassem um fato verdadeiramente político!&lt;br /&gt;Para piorar a situação, querem culpar a vítima. Voltam-se contra o artista. Seja na petição que fizeram ao TRE, seja nas declarações à imprensa, acusam Jacoby de tê-los ludibriado. A dupla Anjos e Farias (que convidou Jacoby) adotou o famoso bordão "eu não sabia" ao referir-se ao conteúdo da instalação -o que, na hipótese mais benévola, é um atestado de incompetência.&lt;br /&gt;Farias declarou à Folha que os curadores ficaram "perplexos" diante da instalação do argentino. Estranho. De minha parte, fiquei perplexo diante de tanta frouxidão de princípios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-5341226949033483874?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/5341226949033483874/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=5341226949033483874' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/5341226949033483874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/5341226949033483874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/09/tres-textos-da-folha-de-sao-paulo-25-de.html' title='três textos da folha de são paulo, 25 de setembro'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-867002550942422615</id><published>2010-09-23T16:23:00.000-07:00</published><updated>2010-09-23T16:28:35.066-07:00</updated><title type='text'>radicalismos</title><content type='html'>adrià &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/comida/802978-ferran-adria-fala-do-espaco-de-criatividade-que-substituira-o-el-bulli.shtml"&gt;e o novo roquenrol&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;antes, &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/803288-bienal-de-sao-paulo-cobre-com-papel-retratos-de-serra-e-dilma.shtml"&gt;do lado de dentro do muro&lt;/a&gt;, era tudo ficção (ou arte). era inclusive o que diziam a favor do gil vicente. enfim, algo importante deve ter mudado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e &lt;a href="http://www.nytimes.com/2010/09/22/technology/22iht-godard.html?_r=3&amp;ref=global-home"&gt;o grande godard&lt;/a&gt; ataca novamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-867002550942422615?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/867002550942422615/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=867002550942422615' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/867002550942422615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/867002550942422615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/09/radicalismos.html' title='radicalismos'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-8685059810669170636</id><published>2010-09-19T21:38:00.000-07:00</published><updated>2010-09-19T21:54:40.388-07:00</updated><title type='text'>os prazeres da leviandade</title><content type='html'>1.&lt;br /&gt;da folha, sábado, uma entrevista de laurentino gomes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;O mercado editorial no Brasil ainda é muito amador?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sim, por não conseguir criar fórmulas para ampliar o público leitor. É preciso fazer livros com linguagem mais acessível! É um erro dizer que o problema da falta de leitura no Brasil é apenas devido à falta de renda e escolaridade. A formação de leitores começa por "Harry Potter" [de J.K. Rowling] e "Crepúsculo" [de Stephenie Meyer], não pela literatura "nobre". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(comentário: começa com harry potter e crepúsculo quando se quer. nunca é demais lembrar a experiência francesa - de bazin, se a memória não engana - em que grandes filmes - ladrões de bicicleta, por exemplo - eram exibidos para crianças, com absoluto sucesso. de resto, a ideia de que a leitura - ou o desenvolvimento de qualquer sensibilidade - deve começar no medíocre é tão mentirosa quanto a de que um vício leva a outro - fosse verdade, os fumantes seriam infalivelmente usuários de crack e todos os ouvintes de, digamos, britney spears acabariam exultantes ouvindo beethoven.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/799899-capitao-nascimento-pode-morrer-em-tropa-de-elite-2.shtml"&gt;entrevista de josé padilha&lt;/a&gt; reúne um grande conjunto de obviedades sobre política, cinema e representação, e, convictamente, defende o personalismo (por conseguinte o heroísmo pessoal), que, travestido de cordialismo, ajuda a minar de dentro as instituições no brasil.&lt;br /&gt;e é preciso que alguém avise a esse senhor que ele não faz nem nunca fez um filme político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.&lt;br /&gt;essa, também na folha do último sábado, merece a íntegra:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;OAB pede para Bienal de SP retirar obra polêmica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Série "Inimigos" retrata artista atentando contra a vida de figuras públicas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ordem dos Advogados ameaça processar instituição caso quadros de Gil Vicente sejam mantidos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GUSTAVO FIORATTI&lt;br /&gt;COLABORAÇÃO PARA A FOLHA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo divulgou ontem nota pública pedindo para que os trabalhos do artista pernambucano Gil Vicente sejam excluídos da Bienal de São Paulo, que abre no próximo dia 25.&lt;br /&gt;Os dez desenhos da série "Inimigos" retratam o próprio artista atentando contra a vida de figuras públicas. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o papa Bento 16 e o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, por exemplo, aparecem sob a mira de uma pistola. O presidente Lula, por sua vez, com uma faca na garganta.&lt;br /&gt;"Essas obras fazem apologia à violência e ao crime, revelam o desprezo do autor pelas figuras humanas e demonstram um desrespeito contra as instituições públicas", diz o presidente da OAB/SP, Luiz Flávio Borges D'Urso. "Se elas não forem retiradas, a curadoria da Bienal corre o risco de estar cometendo crime."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RISCO DE PROCESSO&lt;br /&gt;Segundo D'Urso, o pedido ainda não é judicial. Mas, caso a curadoria da Bienal decida manter as obras, a OAB deve encaminhar solicitação de abertura de processo pelo Ministério Público.&lt;br /&gt;Agnaldo Farias, um dos curadores desta edição da mostra, diz que as obras não serão retiradas. Segundo ele, a OAB-SP está incentivando um ato de censura.&lt;br /&gt;"Esse trabalho é uma ficção, ela vem do imaginário. Na dramaturgia, também há inúmeros casos de representação de atentados contra instituições públicas. A OAB de São Paulo vai pedir para que esses autores não sejam mais exibidos também?", questiona Farias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OPINIÃO TACANHA&lt;br /&gt;"A representação artística deve ter limites. Se as figuras retratadas não fossem reconhecíveis, aí sim poderíamos tratá-las na esfera da ficção", rebate D'Urso.&lt;br /&gt;O criminalista Alberto Zacharias Toron considera "tacanha" a opinião do presidente da OAB. "Falar em incitação ao crime é de uma grande incompreensão sobre o papel da arte", argumenta o advogado, doutor em direito penal pela USP, ex-diretor do conselho federal da própria OAB.&lt;br /&gt;Segundo Toron, a liberdade de expressão do artista é garantida pela constituição do país.&lt;br /&gt;Segundo o autor das obras, que tem 2 m por 1,5 m e são feitas com carvão, elas não foram pensadas para incitar a violência.&lt;br /&gt;"Eu não mataria ninguém, nem quero que outras pessoas façam isso. A violência que eu retrato parte do próprio mundo político contra um país inteiro", explica Vicente.&lt;br /&gt;O trabalho, reitera o artista, fala diretamente sobre uma insatisfação. "Nada muda na mão de políticos. O país continua cheio de miseráveis. A morte que eu apoio dessas pessoas é simbólica."&lt;br /&gt;Gil Vicente diz que não comparece às urnas desde que iniciou a criação da série "Inimigos", em 2005. "Eu tenho consciência de que ter esperança nessas figuras é bobagem. Não vou mais cair nessa", afirma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-8685059810669170636?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/8685059810669170636/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=8685059810669170636' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/8685059810669170636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/8685059810669170636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/09/os-prazeres-da-leviandade.html' title='os prazeres da leviandade'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-3059473739265288959</id><published>2010-09-16T14:42:00.000-07:00</published><updated>2010-09-16T14:44:48.110-07:00</updated><title type='text'>a criminalidade sobe</title><content type='html'>cada dia um pouco mais: &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/799669-estudos-sobre-aids-esquecem-subtipos-de-hiv-de-paises-pobres.shtml"&gt;Estudos sobre Aids esquecem subtipos de HIV de países pobres&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e a frança, de novo, &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/mundo/799768-sarkozy-e-presidente-da-comissao-europeia-discutem-por-causa-de-ciganos-diz-premie-bulgaro.shtml"&gt;entre a europa e a vergonha&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-3059473739265288959?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/3059473739265288959/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=3059473739265288959' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/3059473739265288959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/3059473739265288959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/09/criminalidade-sobe.html' title='a criminalidade sobe'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-1674262846235219068</id><published>2010-08-24T04:18:00.001-07:00</published><updated>2010-08-24T04:18:57.420-07:00</updated><title type='text'>fsp, 23 de agosto</title><content type='html'>VLADIMIR SAFATLE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O colapso do PSDB&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caráter errático da campanha é o último capítulo da dissolução ideológica do partido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HÁ ALGO de melancólico na trajetória do PSDB. Talvez aqueles que, como eu, votaram no partido em seu início, lembrem do momento em que a então deputada conservadora Sandra Cavalcanti teve seu pedido de filiação negado. Motivo: divergência ideológica.&lt;br /&gt;De fato, o PSDB nasceu, entre outras coisas, de uma tentativa de clarificação ideológica de uma parcela de históricos do MDB mais afeitos às temáticas da socialdemocracia européia.&lt;br /&gt;Basta lembrarmos dos votos e discussões de um de seus líderes, Mario Covas, na constituinte. Boa parte deles iam na direção do fortalecimento dos sindicatos e da capacidade gerencial do Estado. Uma perspectiva contra a qual seu próprio partido voltou-se anos depois.&lt;br /&gt;A história do PSDB parece ser a história do paulatino distanciamento desse impulso inicial. Ao chegarem ao poder federal, os partidos socialdemocratas que lhe serviram de modelo (como os trabalhistas ingleses e o SPD alemão) haviam começado um processo irreversível de desmonte das conquistas sociais que eles mesmos realizaram décadas atrás. Um desmonte que foi acompanhado pela absorção de suas agendas políticas por temáticas vindas da direita, como a segurança, a imigração, a diminuição da capacidade de intervenção do estado, entre outros.&lt;br /&gt;Este movimento foi reproduzido pelo governo de Fernando Henrique Cardoso.&lt;br /&gt;Assim, víamos uma geração de políticos que citavam, de dia, Marx, Gramsci, Celso Furtado e, à noite, procuravam levar a cabo o "desmonte do estado getulista", "a quebra da sanha corporativa dos sindicatos", ou "a defesa do Estado de direito contra os terroristas do MST".&lt;br /&gt;O resultado não foi muito diferente do que ocorreu com os partidos socialdemocratas europeus. Fracassos eleitorais se avolumaram, resultantes, principalmente, de uma esquizofrenia que os faziam ir cada vez mais à direita e, vez por outra, sentir nostalgia de traços ainda não totalmente extirpados de discursos classicamente socialdemocratas. No caso alemão, o SPD acabou prensado entre uma direita clara (CDU, FDP) e uma esquerda renovada (Die Linke).&lt;br /&gt;No caso brasileiro, esta eleição demonstra tal lógica elevada ao paroxismo. Assistimos agora ao candidato do PSDB ensaiar, cada vez mais, um figurino de Carlos Lacerda bandeirante; com seu discurso pautado pela denúncia do aumento galopante da insegurança, do narcotráfico, do angelismo do governo com o terrorismo internacional das Farcs e, agora, o risco surreal de "chavismo" contra nossa democracia. Um figurino que não deixa de dar lugar, vez por outra, a uma defesa de que é de esquerda, de que recebeu palavras carinhosas de Leonel Brizola, de que vê em Lula alguém "acima do bem e do mal" etc.&lt;br /&gt;Nesse sentido, o caráter errático de sua campanha não é apenas um traço de seu caráter ou um problema de cálculo de marketing.&lt;br /&gt;Trata-se do capítulo final da dissolução ideológica de uma sigla que só teria alguma chance se tivesse ensaiado algo que o PS francês tenta hoje: reorientação programática a partir de um discurso mais voltado à esquerda e (algo que nunca um tucano terá a coragem de fazer) autocrítica em relação a erros do passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VLADIMIR SAFATLE é professor no departamento de filosofia da USP&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-1674262846235219068?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/1674262846235219068/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=1674262846235219068' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/1674262846235219068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/1674262846235219068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/08/fsp-23-de-agosto.html' title='fsp, 23 de agosto'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-7871147975320478099</id><published>2010-08-13T06:27:00.000-07:00</published><updated>2010-08-13T06:28:49.318-07:00</updated><title type='text'>são são paulo, meu amor</title><content type='html'>13/08/2010 - 07h51&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Moradores de Higienópolis, em SP, se mobilizam contra estação de metrô&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JAMES CIMINO&lt;br /&gt;DE SÃO PAULO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grupo de moradores de Higienópolis (bairro nobre da região central de São Paulo) iniciou um movimento com o objetivo de impedir a construção da estação Angélica da futura Linha 6 - Laranja do metrô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colégio Arquidiocesano deve dar área para o metrô&lt;br /&gt;Metrô adia entrega de proposta para licitação da linha 5&lt;br /&gt;Após falha, metrô manda equipamentos novos para análise&lt;br /&gt;Para barrar pombos, Metrô vai "fechar" estação Santana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova estação deve ocupar o espaço onde hoje há o supermercado Pão de Açúcar, na esquina da avenida Angélica com a rua Sergipe. A obra prevê desapropriações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo-assinado elaborado pela Associação Defenda Higienópolis e espalhado por diversos condomínios da região contesta o projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal alegação é a de que, num raio de 600 metros do local, já existem mais quatro estações e que a construção deveria ser feita na praça Charles Miller, para atender aos estudantes da Faap e aos frequentadores do estádio do Pacaembu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo documento, os moradores manifestam a preocupação de que a obra aumente o fluxo de pessoas na região "especialmente em dias de jogos e shows" e de "ocorrências indesejáveis".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro receio, diz o documento, é que a estação vire um atrativo para camelôs. Para o engenheiro civil Mario Carvalho, síndico do edifício Palmares e um dos criadores do manifesto, a contrariedade à obra é de natureza técnica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu não sou contra o metrô passar pelo bairro. Mas essa estação fica a menos de um quilômetro da estação Higienópolis. A proximidade inclusive aumenta custos de manutenção dos trens devido ao arranque e à frenagem em curto espaço de tempo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carvalho critica ainda o slogan proposto pelo Metrô à nova linha. "Eles chamam essa linha de 'universitária', mas ela passa pela PUC, pelo Mackenzie, mas não passa pela Faap. A estação tinha que ser no Pacaembu."&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Pessoas caminham onde deve ser construida estação do metrô; moradores de Higienópolis protestam&lt;br /&gt;Pessoas caminham onde deve ser construida estação do metrô; moradores de Higienópolis protestam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"GENTE DIFERENCIADA"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto escolhe produtos na tradicional Bacco's Vinhos da rua Sergipe, cujo imóvel pode ser desapropriado pelo Metrô, a psicóloga Guiomar Ferreira, 55, que trabalha e mora no bairro há 25 anos, diz ser contrária à obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu não uso metrô e não usaria. Isso vai acabar com a tradição do bairro. Você já viu o tipo de gente que fica ao redor das estações do metrô? Drogados, mendigos, uma gente diferenciada..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A engenheira civil Liana Fernandes, 55, cuja filha mora no bairro, retruca a psicóloga: "Pois eu acho ótimo. Mais ônibus e mais metrô significam menos carros e valoriza os imóveis."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um bilhete único na mão, a publicitária Isadora Abrantes, 24, diz que a região precisa de transporte. "As pessoas contrárias à obra são antigas e conservadoras. As torcidas já passam por aqui sem metrô. A única coisa que sou contra é desapropriar o Pão de Açúcar. Tinha que desapropriar o McDonald's."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Cássia Fellet, ex-presidente da Associação de Moradores e Amigos do Pacaembu, Perdizes e Higienópolis, as críticas à futura estação não são consenso no bairro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É um grupo pequeno de pessoas que podem ser desapropriadas. Elas não têm representatividade", diz. E mesmo solidária aos vizinhos, Fellet diz que o interesse público deve ser prioridade: "Higienópolis precisa do metrô e São Paulo precisa de transporte público".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-7871147975320478099?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/7871147975320478099/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=7871147975320478099' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/7871147975320478099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/7871147975320478099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/08/sao-sao-paulo-meu-amor.html' title='são são paulo, meu amor'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-2605745073768454326</id><published>2010-07-31T08:35:00.000-07:00</published><updated>2010-07-31T08:36:56.032-07:00</updated><title type='text'>clóvis rossi</title><content type='html'>29/07/2010 - 15h48&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Investigação ou espetáculo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não perder o hábito, permita-me, caro leitor, remar contra a maré de louvação ao vazamento dos papéis da guerra do Afeganistão - 92 mil documentos capturados pelo sítio "Wikileaks" mas levados à fama pelo fato de terem sido repassados à três ícones da mídia tradicional. Foram, como você sabe, o britânico "The Guardian", o "New York Times" velho de guerra e a revista alemã "Der Spiegel".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro problema, a meu ver o mais grave: "Os relatórios do Wikileaks não são verificáveis e poderiam ser informação falsa da inteligência afegã", diz editorial do "Guardian", no mesmo dia em que publicava os relatórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antigamente, antes de que o "fast journalism" se tornasse uma praga, nenhum jornal sério publicaria algo que não pudesse ser devidamente checado. Na pior das hipóteses, ante a possibilidade de tomar um "furo" em fato de relevância, o jornalismo sério advertia que a versão que difundia não pudera ser contrastada com uma fonte independente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, não, Atira-se primeiro e só depois se pergunta quem vem lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parêntesis para entender a observação do "Guardian" sobre a inteligência afegã: o governo do Afeganistão está absolutamente convencido de que todos os problemas do país nascem e crescem no vizinho Paquistão. Quem me disse foi o próprio presidente Hamid Karzai, em uma conversa em Davos há dois anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, a inteligência afegã teria interesse em demonstrar que sua contraparte paquistanesa colabora com o Talebã, conforme consta dos papeis que vazaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecha parêntesis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo grave problema, constatado por Joshua Foust, da respeitadíssima Columbia Journalism Review, editada pela escola de jornalismo da Columbia, de Nova York:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É só dar um clique aleatório nos Diários de Guerra da Wikileaks para ver revelados os nomes das fontes afegãs: Simon Hermes, chefe da Missão de Assistência da ONU no Afeganistão; Mohammed Moubin, que trabalhou com a equipe de reconstrução da Província Paktika em 2006; e Gul Said, assessor da mesma equipe".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O criador da Wikileaks deu muitas entrevistas para jurar que os nomes das fontes haviam sido completamente protegidos. Logo, mentiu, como completa Foust:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparecem "nome após nome de 'colaboradores' com os militares dos EUA, nome após nome de pessoas cujas vidas estão agora em perigo direto. (...) Muitas das operações detalhadas nos vazamentos ainda estão em andamento e muitas das pessoas envolvidas ainda estão lá, torcendo para que estes vazamentos não os transformem em alvos de assassinos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um comportamento no mínimo discutível. Ainda mais que, como diz o presidente Barack Obama, "nenhum desses documentos revela nada que não tivesse sido informado e que não tenha sido publicamente debatido".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode até achar que Obama está querendo minimizar algo inconveniente para o governo. Mas no sítio "Mother Jones", que não é "chapa branca", Adam Weinstein diz basicamente a mesma coisa: "A maioria das informações são porcas e parafusos táticos, descontextualizadas e em grande medida inúteis".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito: os documentos que tratam das relações Brasil/EUA, também constantes do pacote, chegam a ser risíveis, de tão primários e inúteis. Confira em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft2807201003.htm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o meu gosto, fica a nítida sensação de que, no caso, tratou-se muito mais de "jornalismo espetáculo" do que de "jornalismo investigativo". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/colunas/clovisrossi/774675-investigacao-ou-espetaculo.shtml"&gt;link.&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-2605745073768454326?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/2605745073768454326/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=2605745073768454326' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/2605745073768454326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/2605745073768454326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/07/clovis-rossi.html' title='clóvis rossi'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-4768441052131905285</id><published>2010-07-27T13:22:00.000-07:00</published><updated>2010-07-27T13:23:11.918-07:00</updated><title type='text'>cenas brasileiras</title><content type='html'>cena carioca: dia desses, de noite, um rapaz da zona sul do rio de janeiro (essa estreita faixa que vai do maciço da tijuca até o mar), melhor representante do estilo e modo de vida de sua elite econômica, morreu atropelado enquanto andava de esqueite num túnel fechado. o atropelador era um jovem morador da barra da tijuca (vindo de uma família em franca acepção econômica, segundo os jornais, originária de quintino, bairro da zona norte do rio, que já deu ao mundo o jogador zico), essa emulação bizarra de miami com toques de brasília, que provavelmente andava em alta velocidade sabe-se lá por qual motivo. a polícia, depois do suborno, liberou o rapaz.&lt;br /&gt;somados os delitos das 3 partes, o seu modus operandi e o resultado midiático-político da coisa, temos uma quase perfeita cena carioca; faltou, como coadjuvante eterno, um morador de alguma favela exercendo a sua parte na tripla contravenção, suprassumo da típica interação entre os personagens da cidade e do seu suicídio político: o ato repetido e feroz de transformar a autoridade ou o espaço público em alimento pros seus benefícios – em nível econômico, em nível político ou só em diversão.&lt;br /&gt;a aparentemente indolor contravenção da zona sul, o vício do carro como instrumento de poder, a deformação institucional da polícia, a sanha urubuzesca do freak show midiático e o oportunismo político são a melhor representação da cidade do rio de janeiro, seus impasses, sua deterioração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cena paulistana: a folha de são paulo publica uma matéria sobre obras de arte em espaços públicos adotadas por empresas (os custos de manutenção, de restauração, etc). os empresários se queixam do alto custo e da falta de benefícios, por conta da lei municipal que limita a publicidade em são paulo, além do risco da manutenção (a necessidade periódica de reparos); o representante da prefeitura, secretário municipal de cultura, não abre o debate e entuba os custos. diz a matéria: “Segundo a Secretaria da Cultura, muitas obras são conservadas só com limpeza sistemática. "Outras, pelas dimensões, condições de exposição às intempéries e material, exigem cuidados especiais" e "grandes cifras".” &lt;br /&gt;nesse jogo, nenhum dos personagens defende o interesse público. inclusive porque, no fim, o jornal lista as esculturas adotadas, e não, muito mais importante, as por adotar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-4768441052131905285?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/4768441052131905285/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=4768441052131905285' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/4768441052131905285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/4768441052131905285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/07/cenas-brasileiras.html' title='cenas brasileiras'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-5707110783802536979</id><published>2010-07-23T07:52:00.000-07:00</published><updated>2010-07-23T07:53:34.955-07:00</updated><title type='text'>ban ki-moon</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.guardian.co.uk/world/2010/jul/22/ban-ki-moon-secretary-general-un"&gt;o homem invisível&lt;/a&gt;, no guardian.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-5707110783802536979?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/5707110783802536979/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=5707110783802536979' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/5707110783802536979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/5707110783802536979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/07/ban-ki-moon.html' title='ban ki-moon'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-7521082126886918365</id><published>2010-07-23T07:24:00.000-07:00</published><updated>2010-07-23T07:36:22.528-07:00</updated><title type='text'>suécia e tutu</title><content type='html'>o la repubblica noticiou ontem que na suécia o partido pirata anunciou o oferecimento de um serviço de conexão à internet pirata: "os endereços de IP não serão conservados, nem o provedor permitirá ao governo sueco monitorá-los. (...) [N]enhum registro do que acontece através do servidor Provider Pirata."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.repubblica.it/tecnologia/2010/07/21/news/svezia_il_web_arriva_il_provider_pirata-5735995/"&gt;aqui&lt;/a&gt; a notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e ontem, também, notícia em todos os lugares: desmond tutu vai se aposentar. "Instead of growing old gracefully, at home with my family, reading and writing and praying and thinking, too much of my time has been spent at airports and in hotels. The time has now come to slow down, to sip rooibos tea with my beloved wife in the afternoons, to watch cricket, to travel to visit my children and grandchildren, rather than to conferences and conventions and university campuses. (...) As Madiba [Mandela] said on his retirement: Don't call me, I'll call you." &lt;br /&gt;como dizia o outro, justo; justíssimo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-7521082126886918365?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/7521082126886918365/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=7521082126886918365' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/7521082126886918365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/7521082126886918365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/07/suecia-e-tutu.html' title='suécia e tutu'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-4058434087099563271</id><published>2010-07-05T07:24:00.000-07:00</published><updated>2010-07-05T07:25:25.822-07:00</updated><title type='text'>3 momentos da folha de segunda</title><content type='html'>1.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;FERNANDO RODRIGUES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Campanha analógica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRASÍLIA - Exceto pela febre no Twitter e pelas declarações desastradas de alguns políticos, a internet terá um papel limitado no atual processo eleitoral brasileiro.&lt;br /&gt;Há várias razões para esse atraso. Embora cerca de 70 milhões de pessoas já tenham acesso à rede mundial de computadores, a conexão da maioria é de baixa qualidade. A banda larga no Brasil é estreita. Um aspecto, entretanto, parece ser o responsável principal para o país ainda ter uma eleição "desconectada": o excesso de burocracia e a falta de tecnologia para facilitar doações por meio da web.&lt;br /&gt;Ao longo de seus quase dois anos de campanha, Barack Obama montou uma rede de 3 milhões de doadores. Recebeu cerca de 6 milhões de doações em valores até US$ 100. Como comparação, em 2006, Lula teve 1.634 doadores.&lt;br /&gt;No Brasil, a campanha oficial começa apenas hoje, dia 5 de julho, quando estarão registradas todas as candidaturas. Os políticos só têm três meses para montar suas redes de colaboradores.&lt;br /&gt;Vários estão tentando. Nenhum ainda teve sucesso. Nos EUA, o doador vai ao site do candidato de sua preferência, avista uma página com os ícones das principais bandeiras de cartões de crédito, clica na opção desejada, informa o valor e envia o dinheiro pela web. A conta vem na fatura do cartão. A operação dura cerca de um minuto.&lt;br /&gt;No Brasil, os partidos escorregaram num mata-burro: a lei determina que todas as doações eleitorais tenham um recibo, identificando quem deu o dinheiro, com os dados completos, inclusive o CPF. Esse é o problema: o CPF.&lt;br /&gt;As administradoras de cartões de crédito tiraram o corpo fora. Quem tem o CPF do cliente são os bancos. Agora, os partidos terão de abrir contas em todos os principais bancos que fornecem cartões se quiserem massificar a estratégia. Mas a chance de haver uma clicocracia a la Obama por aqui é mínima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.&lt;br /&gt;Mata refeita pode trazer mais lucro, afirma USP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Experimento no interior paulista vai testar recomposição de reserva legal Ideia é criar floresta que possa produzir madeira com mais rentabilidade que pastagem; estudo afeta debate sobre lei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filipe Redondo/Folhapress&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O ecólogo Sérgius Gandolfi, da USP de&lt;br /&gt;Piracicaba, em trecho de mata que ajudou&lt;br /&gt;a recompor no interior de São Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CLAUDIO ANGELO&lt;br /&gt;ENVIADO ESPECIAL A IRACEMÁPOLIS (SP)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ecólogo Sérgius Gandolfi caminha na floresta e para diante de um jequitibá de 15 metros de altura. São pouco mais de 16h, mas já começa a escurecer sob aquele trecho de mata atlântica em Iracemápolis, interior paulista.&lt;br /&gt;Gandolfi aponta o chão, onde brotam "filhas" do jequitibá e de outras árvores. "Isso mostra que a floresta está funcionando", diz.&lt;br /&gt;O que é uma grande notícia: afinal, há apenas 23 anos, aquilo que hoje é mata fechada era um canavial.&lt;br /&gt;A mata ali é resultado de replantio numa área de preservação permanente (APP).&lt;br /&gt;Essa e outras experiências de reposição de mata nativa em áreas devastadas estão no foco de uma polêmica nacional nesta semana.&lt;br /&gt;Hoje, em Brasília, o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) deve apresentar a uma comissão especial da Câmara a versão final de seu projeto de reforma no Código Florestal, a lei de 1965 que protege as florestas do país.&lt;br /&gt;O projeto de Rebelo visa adequar a maior parte dos agricultores do Brasil à lei.&lt;br /&gt;Para isso, deve reduzir a proteção às APPs (margens de rio, encostas, várzeas e topos de morro) e dispensar cerca de 90% dos proprietários de terra de replantar florestas na reserva legal -fração de uma propriedade que deve ser mantida como mata.&lt;br /&gt;A anistia a desmatamentos já feitos na reserva legal é uma antiga bandeira dos ruralistas. "É um custo com o qual nós não podemos arcar e tem eficiência questionável do ponto de vista biológico", argumenta o pecuarista Assuero Veronez, da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFAZENDA&lt;br /&gt;Sérgius Gandolfi e seus colegas do Lerf (Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal) da USP de Piracicaba querem provar o contrário.&lt;br /&gt;Segundo eles, é possível repor ao menos parte dos 43 milhões de hectares de reserva legal estipulados pelo código atual. E dá até para fazer dinheiro com isso.&lt;br /&gt;A ideia está sendo testada em uma área de 300 hectares da fazenda Guariroba, em Campinas. Ali, eles plantaram há quatro anos uma floresta que, esperam os cientistas, será a primeira reserva legal para proteção da biodiversidade e produção de madeira da mata atlântica.&lt;br /&gt;O Lerf criou um método que permite "recriar florestas tropicais com alta diversidade em qualquer lugar".&lt;br /&gt;O truque: plantar pelo menos 80 espécies, numa ordem tal que árvores nobres, como jequitibás e cedros, possam crescer à sombra de plantas de desenvolvimento rápido, como quaresmeiras.&lt;br /&gt;Não é barato. Implantar uma reserva custa de R$ 10 mil a R$ 12 mil por hectare em dois anos. A cana rende R$ 500 por hectare/ano.&lt;br /&gt;"Você precisa de 20 anos da renda da cana para poder pagar um hectare de floresta", diz Giselda Durigan, pesquisadora do Instituto Florestal e uma das maiores autoridades do país em restauração. Ela é cética em relação à reposição de reserva legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MERCADO FUTURO&lt;br /&gt;Os pesquisadores do Lerf apostam em tirar essa diferença transformando as reservas legais em polos produtores de madeira.&lt;br /&gt;Após dez anos, seria possível cortar as árvores pioneiras para fazer lenha e carvão vegetal. Após 20 a 30 anos, viria a exploração das árvores nobres. Nesse período, o produtor que refizesse a mata poderia ganhar até R$ 500 por hectare/ano com a produção de madeira.&lt;br /&gt;"É duas vezes mais do que a renda de uma pastagem", diz Ricardo Rodrigues, coordenador do Lerf.&lt;br /&gt;No quadragésimo ano, com as árvores nobres da propriedade já maduras, a renda subiria para quase R$ 2.000 por ano no pior cenário, e R$ 3.500 no melhor.&lt;br /&gt;"A reserva legal pode ser um grande negócio", diz Gandolfi. Ele lembra que os Estados do Sudeste hoje são os maiores consumidores de madeira nativa, que vem quase toda da Amazônia. Produzir tal madeira em São Paulo valeria a pena.&lt;br /&gt;E nem é preciso brigar com lavouras rentáveis como a cana e a laranja. Segundo o grupo, há na mata atlântica 7 milhões de hectares de áreas de baixa aptidão agrícola que poderiam ser aproveitadas.&lt;br /&gt;"Nas áreas mais agricultáveis do Estado de São Paulo você tem aproveitamento de 70% da propriedade no máximo", diz André Nave, do Lerf. "O resto são trechos de baixa aptidão, com reflorestamento de exóticas [plantas que não são nativas do país, como o eucalipto] ou áreas abandonadas, que poderiam voltar a ser reserva legal."&lt;br /&gt;Durigan compara a perspectiva de lucrar com a reserva legal à venda de indulgências pela Igreja Católica: pague agora, receba no Além. "No livro está tudo muito bonitinho, mas não sei se na prática funcionaria. Depende de uma série de providências, depende do mercado."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. &lt;br /&gt;[folha/ny times]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Humorista vira prefeito na Islândia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por SALLY McGRANE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REYKJAVÍK, Islândia - O Melhor Partido da Islândia, fundado em dezembro pelo humorista Jon Gnarr para satirizar o sistema político do país, promoveu uma campanha que foi uma grande piada.&lt;br /&gt;Será que foi mesmo?&lt;br /&gt;No mês passado, na esteira deprimida do colapso financeiro do país, o Melhor Partido emergiu como vencedor nas eleições para a Prefeitura de Reykjavík, com 34,7% dos votos, e Gnarr tornou-se o quarto prefeito em quatro anos da cidade que abriga mais de um terço dos 320 mil habitantes da ilha.&lt;br /&gt;Em seu discurso de vitória, Gnarr procurou acalmar os temores dos outros 65,3% dos eleitores. "Ninguém precisa ter medo do Melhor Partido", disse, "porque é o melhor partido. Se não fosse, seria chamado o Pior Partido ou o Mau Partido. Nunca trabalharíamos com um partido desse tipo".&lt;br /&gt;Tendo seu partido conquistado 6 das 15 vagas da Câmara Municipal, Gnarr precisava formar coalizões, mas excluiu qualquer partido cujos membros não tivessem assistido às cinco temporadas da série "A Escuta" ("The Wire").&lt;br /&gt;Gnarr, 43, é mais conhecido na Islândia por ter representado um personagem de TV e cinema chamado Georg Bjarnfredarson, marxista mal-humorado, careca, de meia-idade e educado na Suécia, cuja infância foi estragada por sua mãe feminista.&lt;br /&gt;Sua carreira pode lhe ter dado visibilidade, mas poucos na Islândia têm dúvidas quanto ao que o levou ao poder, de fato. "Foi o voto de protesto", disse o professor de ciência política Gunnar Helgi Kristinsson.&lt;br /&gt;Em 2008, num dos primeiros sinais dos problemas financeiros da Europa, os bancos islandeses faliram, mergulhando o país na crise. Em abril, os eleitores se revoltaram com a divulgação de um relatório que detalhou negligência, clientelismo e incompetência nos mais altos escalões do governo.&lt;br /&gt;Para Kristinsson, o povo estava disposto a votar em qualquer um que não fosse da velha guarda.&lt;br /&gt;O Melhor Partido, cujos membros incluem músicos de punk rock, formou uma coalizão com a Aliança Social Democrata, de centro-esquerda (apesar de Gnarr desconfiar que os líderes do partido tivessem escolhido um subalterno para assistir a "A Escuta" e tomar notas).&lt;br /&gt;"O fato de algo ser engraçado não quer dizer que não seja sério", disse Gnarr, cuja experiência em relações exteriores inclui um programa de rádio no qual ele fazia telefonemas de trote à Casa Branca, à CIA, ao FBI e a delegacias de Nova York.&lt;br /&gt;Gnarr disse que a ideia de fundar o Melhor Partido nasceu da confusão moral e da insatisfação profunda após o colapso bancário.&lt;br /&gt;No ano passado, ele inaugurou o site do partido e começou a escrever artigos "políticos" surreais. "Recebi reações altamente positivas", contou, "e comecei a perceber a necessidade disto -de um sopro de ar fresco, de uma nova interação".&lt;br /&gt;Numa reunião recente sobre o Orçamento, Gnarr falou pouco. Quando o fez, levou os presentes às gargalhadas. Apesar disso, seus amigos descrevem sua passagem para a política como um despertar espiritual. Gnarr concordou.&lt;br /&gt;"De todos os projetos em que já me envolvi, este é o que vem me dando maior satisfação."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-4058434087099563271?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/4058434087099563271/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=4058434087099563271' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/4058434087099563271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/4058434087099563271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/07/3-momentos-da-folha-de-segunda.html' title='3 momentos da folha de segunda'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-2060273485895954415</id><published>2010-06-28T16:50:00.000-07:00</published><updated>2010-06-28T16:51:31.018-07:00</updated><title type='text'>coitados</title><content type='html'>27/06/2010-20h01&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;EUA não podem pagar mais pela prosperidade mundial, diz Obama&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DA FRANCE PRESSE, EM TORONTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Estados Unidos não podem e não querem pagar mais para garantir a prosperidade mundial, disse à imprensa, este domingo, o presidente americano, Barack Obama, que assiste à cúpula do G20 (grupo dos países industrializados e emergentes), em Toronto (Canadá).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Depois de anos de ter se endividado demais, os americanos não podem se endividar --e não o faremos--, pedindo emprestado para assegurar a prosperidade do mundo", afirmou o presidente Obama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IMPOSTO BANCÁRIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O G20 abriu as portas à criação de um imposto bancário, embora tenha admitido "outras opções" para evitar que a carga da crise financeira recaia exclusivamente nos Estados, segundo a declaração divulgada ao final da cúpula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Concordamos em que o setor financeiro deve contribuir de forma substancial e equitativa para assumir a carga relacionada com as intervenções do governo (...) para restabelecer o sistema financeiro", diz o documento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários governos se mobilizaram para resgatar seus bancos, ameaçados de quebra, após o agravamento da crise mundial, no fim de 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-2060273485895954415?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/2060273485895954415/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=2060273485895954415' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/2060273485895954415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/2060273485895954415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/06/coitados.html' title='coitados'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-3269430685123713301</id><published>2010-06-23T18:56:00.000-07:00</published><updated>2010-06-23T18:57:16.396-07:00</updated><title type='text'>Inegável alívio trazido pelo Rodoanel é temporário</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;SERGIO EJZENBERG&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;ESPECIAL PARA A FOLHA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fluxo de caminhões na Bandeirantes, depois da inauguração do trecho sul do Rodoanel, revelou queda abrupta e esperada, atingindo 40% na primeira semana.&lt;br /&gt;Porém, uma parte desses caminhões voltou à avenida.&lt;br /&gt;Preocupante ao primeiro olhar, o fenômeno deve ser atribuído à acomodação dos condutores às novas condições de tráfego. O Rodoanel atraiu grande parte dos caminhões antes congestionados na Bandeirantes, deixando essa via livre e, portanto, uma opção interessante.&lt;br /&gt;Os motoristas de caminhão, a depender do destino, passaram a comparar vantagens e desvantagens da Bandeirantes e do Rodoanel (pedágio, rodízio, extensão adicional, fluidez, tempo de percurso, conforto). E alguns voltaram à Bandeirantes.&lt;br /&gt;Os caminhões a mais resultam desse fenômeno de acomodação -e não do crescimento do fluxo.&lt;br /&gt;Não há risco de congestionamento iminente da Bandeirantes -algo que deverá ser mais lento, devido ao aumento da atividade econômica e do crescimento da frota.&lt;br /&gt;O próprio Rodoanel, com seu inegável alívio, estará saturado em pouco mais de um ano, segundo projeção do economista Ciro Biderman, professor da FGV.&lt;br /&gt;Haverá também, em um futuro próximo, um agravamento da mobilidade na cidade e na Grande SP. Isso porque o Rodoanel estimula exploração imobiliária no entorno, ampliando a mancha urbana e aumentando o deslocamento ao centro expandido, onde a maioria da população trabalha.&lt;br /&gt;Apenas o trecho sul custou o equivalente a 20 km de metrô, podendo-se assim estimar que o Rodoanel custe o equivalente a 80 km de metrô, bem mais do que os 65 km de que a cidade dispõe.&lt;br /&gt;Juntando esses quilômetros não construídos de metrô com quilômetros gastos em túneis, viadutos e alargamento de vias nos últimos 30 anos (e que não resolveram a mobilidade), podemos estimar que deixamos de construir 200 km de metrô.&lt;br /&gt;Isso sem considerar o orçamento do "trem bala" São Paulo-Rio (equivalente a 170 km de metrô) e veículos leves sobre trilhos/pneus planejados (para que leves, se a demanda é pesada?).&lt;br /&gt;A mobilidade humana em SP, com o volume carregado de impostos, deveria ser melhor. Não falta dinheiro. Falta foco no problema: metrô no centro expandido, integrado a trens de subúrbio e corredores de ônibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SERGIO EJZENBERG é engenheiro e mestre em transportes pela Poli-USP&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-3269430685123713301?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/3269430685123713301/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=3269430685123713301' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/3269430685123713301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/3269430685123713301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/06/inegavel-alivio-trazido-pelo-rodoanel-e.html' title='Inegável alívio trazido pelo Rodoanel é temporário'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-7265556352741275704</id><published>2010-06-05T18:00:00.000-07:00</published><updated>2010-06-05T18:01:55.185-07:00</updated><title type='text'>condor</title><content type='html'>da folha online&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Justiça argentina inicia julgamento sobre prisão-símbolo da Operação Condor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GUSTAVO HENNEMANN&lt;br /&gt;DE BUENOS AIRES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Justiça argentina começou a julgar ontem três militares e três civis acusados de comandar o centro clandestino de detenção e tortura Automotores Orletti, instalado pelo serviço de inteligência do último regime militar do país (1976-1983). Disfarçado de oficina mecânica, o local foi cativeiro de argentinos, uruguaios, bolivianos e cubanos e é considerado símbolo da Operação Condor --articulação repressiva entre as ditaduras sul-americanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ministério Público atribui crimes contra a humanidade ao general do Exército reformado Eduardo Rodolfo Cabanillas, atualmente preso, ao coronel Rubén Visuara e ao comodoro da Força Aérea Néstor Guillamondegui. Os réus civis são Raúl Guglielminetti, Eduardo Ruffo e Honorio Ruiz, ex-agentes do órgão de inteligência argentino e do Exército. Os três já estão presos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há previsão para o término do julgamento, mas estima-se que demore meses. Tantos os militares como os civis responderão por 65 casos de sequestro, tortura e assassinato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vítima mais conhecida do Automotores Orletti é Marcelo Gelman, filho do poeta e jornalista argentino Juan Gelman. O corpo dele foi encontrado em 1976 no fundo de um rio, dentro de um tanque de concreto. Sua mulher foi levada grávida a outro centro de detenção clandestino, no Uruguai, e nunca foi encontrada. A filha do casal nasceu em cativeiro e foi entregue pelos militares a uma família uruguaia. Em 2000, a menina foi restituída à família pela Associação Avós da Praça de Maio, que se dedica a recuperar filhos de desaparecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As entidades de direitos humanos estimam que o aparato repressor do Estado argentino matou mais de 30 mil pessoas durante a última ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os processos judiciais contra militares e agentes acusados de crimes ocorridos na época foram retomados depois de o governo do presidente Néstor Kirchner revogar a lei de anistia em 2005.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-7265556352741275704?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/7265556352741275704/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=7265556352741275704' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/7265556352741275704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/7265556352741275704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/06/condor.html' title='condor'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-3412642747862982147</id><published>2010-06-02T18:28:00.000-07:00</published><updated>2010-06-02T18:29:33.202-07:00</updated><title type='text'>País precisa construir 25 bibliotecas por dia para cumprir nova lei</title><content type='html'>Municípios e estados terão muito trabalho para cumprir a lei sancionada na semana passada que determina que toda a escola deve ter uma biblioteca. O maior desafio está nos estabelecimentos do ensino fundamental: será necessário construir 25 bibliotecas por dia até 2020, prazo limite para adequação à medida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diagnóstico é de um estudo realizado pelo movimento Todos pela Educação, com base em dados do Censo da Educação Básica de 2008. "Essa dificuldade é decorrente da falta de visão do Brasil sobre a importância da biblioteca. No mundo todo as bibliotecas são doadas por mantenedores que têm uma alegria imensa de poder doar um acervo", compara Luis Norberto, do Comitê Gestor do Todos pela Educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O déficit de bibliotecas no ensino fundamental é de 93 mil. Desse total, 89,7 mil são escolas públicas e 3,9 mil, estabelecimentos privados de ensino. Na educação infantil, apenas 30% dos colégios têm acervo e será necessário criar 21 bibliotecas por dia para cumprir o que determina a nova lei. A melhor situação é a do ensino médio, etapa em que o número de escolas sem biblioteca é de 3.471.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Norberto defende que, além da ação dos gestores, será necessário o envolvimento de toda a sociedade no desafio. "A lei é uma direção, mas ela não faz nada. Nós, sociedade, é que devemos fazê-la funcionar. A tarefa não é só dos gestores, imagine se cada empresário doasse um acervo para uma escola, em dois anos o problema estava resolvido", diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na comparação entre as redes de ensino, a situação é pior nos colégios municipais, que contam com menos bibliotecas do que as escolas estaduais. O estudo do Todos pela Educação chama a atenção para outro fator que pode dificultar o cumprimento da lei: faltarão profissionais qualificados para trabalhar nesses espaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A legislação estabelece que as bibliotecas devem ser administradas por especialistas da área --os bibliotecários. Mas, segundo levantamento da entidade, hoje há um total de 21,6 mil profissionais habilitados, enquanto o país conta com aproximadamente 200 mil escolas de educação básica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Norberto, com a entrada obrigatória das crianças na educação infantil aos 4 anos, estabelecida por lei no ano passado, e a implantação das bibliotecas, os alunos vão aprender a ler mais cedo. "É uma mudança radical e positiva. Daqui a dez anos, as crianças vão estar alfabetizadas aos 8 anos, é um futuro muito melhor", afirma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(da agência brasil, veiculado pela folha online)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-3412642747862982147?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/3412642747862982147/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=3412642747862982147' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/3412642747862982147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/3412642747862982147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/06/pais-precisa-construir-25-bibliotecas.html' title='País precisa construir 25 bibliotecas por dia para cumprir nova lei'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-523152047035053167</id><published>2010-06-02T02:48:00.000-07:00</published><updated>2010-06-02T02:51:02.749-07:00</updated><title type='text'>museu carioca</title><content type='html'>&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/744010-teleferico-deve-ligar-morro-a-novo-museu-de-arte-no-rio.shtml"&gt;mais um projeto de museu&lt;/a&gt; no esforço de revitalizar a zona portuária carioca - vai se chamar &lt;span style="font-style:italic;"&gt;mar&lt;/span&gt;, e terá como colaboradores "que definem o conteúdo" (uma pseudo curadoria, supõe-se) vik muniz e gringo cardia. é a cara do rio de janeiro - tudo que a cidade precisava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-523152047035053167?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/523152047035053167/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=523152047035053167' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/523152047035053167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/523152047035053167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/06/museu-carioca.html' title='museu carioca'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-6391189738542104242</id><published>2010-05-23T14:55:00.000-07:00</published><updated>2010-05-23T14:56:09.051-07:00</updated><title type='text'>mi buenos aires querido</title><content type='html'>(da nova folha.com, seção ilustríssima, o que quer que isso seja)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23/05/2010 - 03h46&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Diário de Buenos Aires: A Revolução dos Livros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DAMIÁN TABAROVSKY&lt;br /&gt;ESPECIAL PARA A FOLHA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ESCRITOR EZEQUIEL MARTÍNEZ ESTRADA (1895-1964) DISSE UMA FRASE TERRÍVEL: "Na Argentina, primeiro inventaram o Exército, depois o povo". Tem algo de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Revolução de Maio --que na terça-feira, 25, completa 200 anos-- levou à independência do país: um grupinho de pessoas reunidas na "Plaza" (nas pinturas da época, elas aparecem com guarda-chuvas, em Buenos Aires sempre chove no outono), reclamando a nacionalização do comércio, e quase mais nada além disso. Em seguida, veio a criação do Exército, para sair pelas Províncias impondo a revolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Martínez Estrada escreveu essa frase nos anos 1930, mas agora, em maio de 2010, Buenos Aires prepara festejos que ninguém festeja, uma celebração que ninguém celebra, uma comemoração que ninguém comemora. Festejamos o bicentenário de quê? Ainda não sabemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faltam esforços do governo, ou melhor, dos governos --o da nação, peronista de esquerda; o da cidade, liberal de direita--, para nos entusiasmar com desfiles e recitais. Nas livrarias, vemos as pilhas de livros sobre os heróis pátrios (ninguém compra); na TV, programas sobre nossa origem (ninguém assiste).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, chove. Sempre chove no outono (o rádio toca tango, mas escrevo esta nota ao som de Tony Bennett cantando "Steppin'out With My Baby").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, é claro, existem as livrarias (Buenos Aires, a grande cidade latino-americana das livrarias). Os livros. Os bons livros da literatura argentina. Em cima da minha mesa tenho três do mesmo autor, Luis Chitarroni, publicados há pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São dois ensaios --"Ejercicios de Incertidumbre" [Exercícios de Incerteza] e "Mil Tazas de Té" [Mil Xícaras de Chá]-- e um romance --"Peripecias del No. Diario de una Novela Inconclusa" [Peripécias do Não. Diário de um Romance Inconcluso]. Um dos romances mais radicais, vanguardistas e eruditos dos últimos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chitarroni nasceu em Buenos Aires, em 1958. Depois de um primeiro romance ("El Carapálida"), seu silêncio durou mais de uma década. Sua erudição excessiva parecia um peso. (Na foto estampada na obra, ele é visto com alguns livros debaixo do braço.) Chitarroni sempre é visto com livros debaixo do braço. E, de repente, apareceu "Peripecias del No" [Peripécias do Não].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O romance gira em torno de uma pergunta clássica da literatura argentina: o que significa escrever? Ou, melhor dizendo: como escrever sobre a impossibilidade de escrever? Como dar a esse "não" um caráter de peripécia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chitarroni resolve isso de um jeito punk: um punk erudito, claro, mas que traz o mesmo empenho de demolir convicções, pontos de referência, lugares-comuns. Como se os temas borgianos da erudição, da tradição e da consagração tivessem passado por uma máquina trituradora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aconteceu quando o romance foi lançado? Quase nada. (Nesse meio-tempo, terminou o disco de Tony Bennett e agora escuto Barbara, "Ma plus Belle Histoire d'Amour... C'est Vous".) E então o tempo passou. Não muito, mas o suficiente para que se voltasse a se estabelecer a tensão entre a literatura e o mercado (o ritmo da literatura é sempre lento demais para o mercado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase um ano depois, a ensaísta Beatriz Sarlo escreveu um artigo sobre o livro num suplemento cultural. Uma revista literária publicou um excelente ensaio do escritor e tradutor Matías Serra Bradford. E começou a circular pela cidade um rumor de romance cult.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O romance, ininteligível, feito de retalhos, fragmentos, restos de sentido, começou a ser mencionado por jovens escritores na seção "o que você está lendo?" do suplemento cultural do jornal "Perfil". E acho que o livro está sendo traduzido para o inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um sucesso? Claro que não: se a literatura de Chitarroni nos ensina alguma coisa, é que a literatura sempre fracassa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"PERIPECIAS DEL NO", DE LUIS CHITARRONI, acaba de sair pela Interzona, uma das editoras independentes mais interessantes da última década. Nos anos 90, em plena onda neoliberal, a concentração econômica atingiu também a edição de livros: as multinacionais desembarcaram comprando velhas editoras argentinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio à desgraça, dois empreendimentos --Beatriz Viterbo, em Rosario, e Paradiso, em Buenos Aires-- reinventaram a edição independente. Adriana Hidalgo não demorou a juntar-se a eles. E quando a cidade parecia afundar depois da monumental crise de 2001 (desvalorização de 300%, quatro presidentes em uma semana, dezenas de mortos), surgiu uma, depois duas, logo três, mais de dez editoras independentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem elas, hoje seria outra, seria pior. Quase tudo o que de melhor se publicou na Argentina, aconteceu aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O BICENTENÁRIO É UM FRACASSO? Não é o caso de ir festejar na avenida "9 de Julio", com uma bandeirinha celeste e branca --pelo menos não para mim. Este ano, um filme argentino ganhou o Oscar --"O Segredo dos seus Olhos", de Juan José Campanella--, o país é o convidado de honra da Feira de Livros de Frankfurt e, como sempre, ameaça ganhar a Copa do Mundo de futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Argentina potência! No Museu de Arte Latino-Americana acontece um ciclo de film noir francês: em Buenos Aires está sempre acontecendo algum ciclo de cinema francês. Que filme vai passar no dia 25 de maio, o Dia da Independência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procuro no jornal, mas nesse dia o museu não abre. É feriado nacional. Melhor ficar em casa, enquanto Buenos Aires volta a ser, por um dia, a capital de um império que nunca existiu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-6391189738542104242?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/6391189738542104242/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=6391189738542104242' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/6391189738542104242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/6391189738542104242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/05/mi-buenos-aires-querido.html' title='mi buenos aires querido'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-4195860728823563895</id><published>2010-05-20T04:41:00.001-07:00</published><updated>2010-05-20T04:41:57.360-07:00</updated><title type='text'>cena rural</title><content type='html'>CAMPO MINADO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;LÍDER SEM-TERRA É MORTO EM PERNAMBUCO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O trabalhador rural Zito José Gomes, líder de um acampamento controlado pela Fetraf (Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar), foi assassinado, em Pombos (65 km de Recife), com um tiro na cabeça disparado por um homem não identificado. Ele caminhava sobre uma passarela na BR-232. Segundo a Fetraf, o crime pode estar ligado à campanha dos acampados pela desapropriação das terras de uma usina de cana-de-açúcar desativada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-4195860728823563895?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/4195860728823563895/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=4195860728823563895' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/4195860728823563895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/4195860728823563895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/05/cena-rural.html' title='cena rural'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-7643095605228132381</id><published>2010-05-20T04:20:00.000-07:00</published><updated>2010-05-20T04:21:39.741-07:00</updated><title type='text'>a cultura e sayad</title><content type='html'>da folha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15/05/2010 - 09h15&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"Vi pouco a TV Cultura", diz João Sayad, novo presidente da emissora&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LAURA MATTOS&lt;br /&gt;da Reportagem Local&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Esse é o Vila Sésamo", disse à Folha João Sayad, 64, novo presidente da TV Cultura, ao ver foto do "Cocoricó", principal programa da emissora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não sabe, "Vila Sésamo" tem também uma versão produzida pela Cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da confusão, Sayad, que antes de ver a foto não sabia se "Cocoricó" era desenho ou programa de bonecos, admitiu pouco ver a TV Cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não fiz a lição de casa. Preciso ver mais." Argumentou que "isso pode ser uma vantagem". "Posso ser mais aberto."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto, o único plano mais concreto que tem para programação é uma premiação dos piores da TV aberta. "Podemos eleger a pior novela, o pior programa de auditório. É uma forma de discutir televisão."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ex-secretário de Estado da Cultura de São Paulo, Sayad afirmou que irá se concentrar em problemas jurídicos e financeiros da instituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a entrevista com a Folha, na quinta-feira, ele se despediu do prédio da secretaria. Em junho, assume a emissora. Leia trechos da entrevista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHA - O que houve na eleição da Cultura? Soube que o sr. havia ligado para Paulo Markun [então presidente] dizendo que ele seria candidato único, mas, após uma semana, anunciou que o sr. iria concorrer.&lt;br /&gt;JOÃO SAYAD - Foi muito desgastante. Fiquei chateado de ter criado esse desgaste ou ser parte desse processo. Sou amigo do Markun, é um profissional respeitado, prefiro não tocar nisso. Já passou. As coisas em política, a nível pessoal, podem ser muito tensionantes. O ideal para mim é passar para frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHA - O que o sr. acha de o presidente da TV Cultura ser sempre alguém indicado pelo governador?&lt;br /&gt;SAYAD - É contradição de toda organização autônoma que depende de verba do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHA - A contradição seria atenuada se o repasse estatal caísse?&lt;br /&gt;SAYAD - Imagina se o presidente da Cultura vai querer que o repasse diminua! A fundação tem uma receita de R$ 200 milhões, e vem do Estado R$ 85 milhões. É muito importante. Se o conselho quer mais autonomia, isso precisa ser tratado juridicamente. É uma fundação pública de direito privado, ambiguidade com custos altos na Justiça trabalhista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHA - O sr. acha que a TV deveria ser mais independente do Estado?&lt;br /&gt;SAYAD - Deveria ter autonomia maior, mas não consentida, e sim definida na organização jurídica e financeira. Discutirei com juristas e conselho a organização jurídica, que cria dificuldades nas relações trabalhistas. Dissídios são fixados, mas têm de ser aceitos pelo Codec [Conselho de Defesa dos Capitais], que fixa a política salarial do governo. Se não forem, a Cultura não pode pagar, isso vai para a Justiça. É um passivo trabalhista que cresce e atrapalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHA - Há medo de demissões.&lt;br /&gt;SAYAD - É uma preocupação que tem todo o meu respeito. Falam em números entre 1.700 e 2.100 funcionários. Os representantes dos sindicatos acham que há inchaço, o que é surpreendente. É um problema a ser analisado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHA - Quando estava no governo, o sr. criou o contrato de controle à TV Cultura. Como vê isso agora?&lt;br /&gt;SAYAD - A Cultura precisa se comprometer com o conselho e com um dos maiores financiadores dela [o governo] com um programa de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHA - O sr. critica o jornalismo.&lt;br /&gt;SAYAD - O jornalismo tem que ser bom. A Cultura persegue a ideia mítica de jornalismo público. Há jornalismo privado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHA - O sr. diz que discursos de sustentabilidade e cidadania são vazios. Afastará isso da emissora? Acabará, por exemplo, com programas como "Repórter Eco", "Ecoprático"?&lt;br /&gt;SAYAD - Palavras na moda perdem o significado. Não quer dizer que farei programa poluidor. Não conheço esses programas profundamente. Para julgar um programa, antes do estilo ou formato, se trata de ecologia ou não, tem de saber se é bom, tornar claro o critério de avaliação, com atributos como audiência, repercussão, pioneirismo, custo. Dizem que uma das forças da TV é estabilidade da programação. Não pode ser manipulada com urgência e subjetividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHA - O sr. assiste à Cultura?&lt;br /&gt;SAYAD - Tenho agora assistido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHA - O que tem visto?&lt;br /&gt;SAYAD - Uns documentários. Vi pouco. Ainda não fiz a lição de casa, vou ver mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHA - E a programação infantil?&lt;br /&gt;SAYAD - A Cultura tem tradição e talento especial para isso e devemos prosseguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHA - Como fica a questão do "Cocoricó", que, apesar de ser o principal programa, tem uma equipe sem vínculos com a emissora?&lt;br /&gt;SAYAD - O "Cocoricó" é desenho ou de bonecos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHA - Bonecos, é esse aqui [repórter mostra foto do "Cocoricó"].&lt;br /&gt;SAYAD - Esse é "Vila Sésamo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHA - Não, é "Cocoricó".&lt;br /&gt;SAYAD - É a mesma cara. Acho que foi copiado do "Vila Sésamo" [risos]. Bom, sobre a equipe, não posso dar resposta. É um problema que espero começar a entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHA - O fato de o sr. não ser de TV, de não saber se é "Cocoricó" ou "Vila Sésamo", não é um problema?&lt;br /&gt;SAYAD - Pode ser vantagem. Espero reunir bons profissionais. Posso ouvir a todos e ser mais aberto à criatividade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-7643095605228132381?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/7643095605228132381/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=7643095605228132381' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/7643095605228132381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/7643095605228132381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/05/cultura-e-sayad.html' title='a cultura e sayad'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-6483784583054547507</id><published>2010-05-14T11:42:00.000-07:00</published><updated>2010-05-14T11:44:14.010-07:00</updated><title type='text'>ode a gilberto freyre</title><content type='html'>13/05/2010 - 09h00&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Negros ainda são vítimas de escravidão, aponta estudo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANTÔNIO GOIS&lt;br /&gt;da Sucursal do Rio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados 122 anos desde a Lei Áurea, 3 em cada 4 trabalhadores libertados de situações análogas à escravidão hoje são pretos ou pardos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que mostra um estudo do economista Marcelo Paixão, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, feito a partir do cadastro de beneficiados pelo Bolsa Família incluídos no programa após ações de fiscalização que flagraram trabalhadores em situações que, para a ONU, são consideradas formas contemporâneas de escravidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São pessoas trabalhando em situações degradantes, com jornada exaustiva, dívidas com o empregador --que o impedem de largar o posto-- e correndo riscos de serem mortas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paixão, que publica anualmente um Relatório de Desigualdades Raciais (ed. Garamond), diz que foi a primeira vez em que conseguiu investigar a cor ou raça desses trabalhadores, graças à inclusão do grupo no Bolsa Família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os autodeclarados pretos e pardos --que Paixão soma em seu estudo, classificando como negros-- representavam 73% desse grupo, apesar de serem 51% da população total do Brasil. Tal como nas pesquisas do IBGE, é o próprio entrevistado que, a partir de cinco opções (branco, preto, pardo, amarelo ou indígena) define sua cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o economista, "a cor do escravo de ontem se reproduz nos dias de hoje. Os negros e índios, escravos do passado, continuam sendo alvo de situações em que são obrigados a trabalhar sem direito ao próprio salário. É como se a escravidão se mantivesse como memória".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretos e pardos são maioria entre a população mais pobre. Segundo o IBGE, entre os brasileiros que se encontravam entre os 10% mais pobres, 74% se diziam pretos ou pardos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Paixão, ainda que hoje a cor não seja o único fator a determinar que um trabalhador esteja numa condição análoga à escravidão, o dado sugere que ser preto ou pardo eleva consideravelmente a probabilidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-6483784583054547507?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/6483784583054547507/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=6483784583054547507' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/6483784583054547507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/6483784583054547507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/05/ode-gilberto-freyre.html' title='ode a gilberto freyre'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-2535844371623140476</id><published>2010-04-28T11:04:00.001-07:00</published><updated>2010-04-28T11:04:34.402-07:00</updated><title type='text'>28 de abril, fsp</title><content type='html'>FERNANDO DE BARROS E SILVA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;"Neymarland"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÃO PAULO - "Já foi vítima de racismo?" "Nunca. Nem dentro nem fora de campo. Até porque eu não sou preto, né?". Quem responde é Neymar, a nova divindade do futebol brasileiro. Mesmo quem prefere o gênio apolíneo de Paulo Henrique Ganso deve admitir que o Dionísio da Baixada hoje é "o cara".&lt;br /&gt;Não é bem o caso de discutir se Neymar é ou não é preto. Nem, tampouco, de encrencar com a espontaneidade da sua resposta. Há nela muito mais inocência do que veneno. Neymar é só mais um filho pobre e alegre dessa terra desigual e misturada que ficou subitamente famoso por obra e graça de seus pés.&lt;br /&gt;A entrevista a Débora Bergamasco, publicada pela coluna de Sonia Racy no jornal "O Estado de S. Paulo", é reveladora do que vai na cabeça do jovem moicano da Vila.&lt;br /&gt;A parte chata do sucesso? "Não tem parte chata. É sempre legal". Um sonho de consumo? "Queria um carrão". Mas já não comprou um por R$ 140 mil? "Queria um Porsche amarelo e uma Ferrari vermelha na garagem". Tipo de mulher? "Linda". Prefere as loiras? "Sendo linda tá tudo certo".&lt;br /&gt;Alisa os cabelos? "Tem que alisar para o moicano espetar. E também pinto de loiro". Para onde gostaria de viajar? "Para a Disney. Gosto de parque de diversões, de brinquedos radicais". Tirou título de eleitor? "Não, nem queria, mas vou ter que tirar". Sabe quem são os candidatos a presidente? "Não sei, não".&lt;br /&gt;A família de Neymar é evangélica. O pai gerencia os rendimentos do filho e todo mês dá 10% à igreja.&lt;br /&gt;O que pensar disso tudo? Que talvez não seja descabido ver nesse mundo infantilizado de fantasias e clichês de consumo a nossa "Neverland". Há, inclusive, algo da figura etérea de Michael Jackson na arte de Neymar. E, se existe hoje algo como um "brazilian dream", ele poucas vezes esteve tão bem caracterizado como aqui, em "Neymarland".&lt;br /&gt;Há no país 37 milhões de jovens de 16 a 24 anos. Metade deles não estuda. Pergunte o que gostariam de ser ou de ter sido. Quantos deles responderiam "Neymar"?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-2535844371623140476?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/2535844371623140476/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=2535844371623140476' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/2535844371623140476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/2535844371623140476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/04/28-de-abril-fsp.html' title='28 de abril, fsp'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-7963868878961150845</id><published>2010-04-25T11:08:00.000-07:00</published><updated>2010-04-25T11:09:15.027-07:00</updated><title type='text'>(estamos republicando a folha aqui, mas fazer o que?)</title><content type='html'>CLÓVIS ROSSI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ciro e o rebuliço artificial&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÃO PAULO - Só pode ser pela fraqueza até agora do debate eleitoral que causou "frisson" jornalístico a transformação de Ciro Gomes em maionese, conforme a perfeita análise de Vera Magalhães, editora de Brasil desta Folha.&lt;br /&gt;O que quer que Ciro diga ou faça não pode ser tomado pelo seu valor de face. Primeiro, porque tem compulsão pela mentira tola.&lt;br /&gt;Lembra-se da campanha de 2002, quando disse que havia estudado a vida toda em escolas públicas, e era mentira? Segundo, porque já vinha se transformando em maionese nas pesquisas, o que dá pouco peso ao que diga ou faça, ainda que seja verdade.&lt;br /&gt;Lula se acha todo-poderoso?&lt;br /&gt;Sim, se acha. Mas já se achava quando mandou Ciro transferir seu título eleitoral para São Paulo, na perspectiva de ser candidato ao governo, e Ciro obedeceu mansamente. Só agora se lembrou de avisar que a candidatura seria um desrespeito a São Paulo (nem acho que seria, mas ou já era antes ou não pode ser só agora).&lt;br /&gt;Dilma é menos preparada que Serra? Talvez sim, talvez não. Só a prova da maionese, digo do pudim, é que o demonstrará (alusão, para quem não sabe, a um velho ditado inglês segundo o qual só pode se saber se o pudim é bom ou ruim depois de prová-lo).&lt;br /&gt;Mas qual é a autoridade de Ciro para decretar quem é melhor que quem? Na campanha de 2002, Ciro dizia que um eventual governo Lula seria uma aventura. Lula ganhou, e Ciro embarcou na "aventura", transformando-se em ministro.&lt;br /&gt;Nada impede, portanto, que, amanhã ou depois, Ciro Gomes aceite um convite para ser ministro de uma presidenta que ele considera menos preparada. Enfim, o impacto que a desistência de Ciro e o eventual uso na campanha de seu conhecido destempero terão a consistência e o prazo de validade de uma maionese.&lt;br /&gt;Ou seja, um dia ou dois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-7963868878961150845?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/7963868878961150845/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=7963868878961150845' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/7963868878961150845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/7963868878961150845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/04/estamos-republicando-folha-aqui-mas.html' title='(estamos republicando a folha aqui, mas fazer o que?)'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-6910675782019065724</id><published>2010-04-24T14:50:00.001-07:00</published><updated>2010-04-24T14:53:39.404-07:00</updated><title type='text'>95 anos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_u_sVjhAq3Ec/S9NoTWZEhLI/AAAAAAAAAGo/85v5ZFFh5bI/s1600/Bandeira%2Barmenia.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_u_sVjhAq3Ec/S9NoTWZEhLI/AAAAAAAAAGo/85v5ZFFh5bI/s400/Bandeira%2Barmenia.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463825454568080562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;porque é importante não esquecer as nossas guerras&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-6910675782019065724?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/6910675782019065724/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=6910675782019065724' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/6910675782019065724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/6910675782019065724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/04/95-anos.html' title='95 anos'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_u_sVjhAq3Ec/S9NoTWZEhLI/AAAAAAAAAGo/85v5ZFFh5bI/s72-c/Bandeira%2Barmenia.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-344649221207186753</id><published>2010-04-24T14:32:00.000-07:00</published><updated>2010-04-24T14:33:23.027-07:00</updated><title type='text'>lobo antunes</title><content type='html'>um tédio de simplicidade e obviedade, e louvável por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lobo Antunes diz que escritores também têm que ser "showmen"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANA PAULA SOUSA&lt;br /&gt;da Reportagem Local&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;António Lobo Antunes gosta de se dizer metade brasileiro, metade português. É que seu avô nasceu em Belém e eram brasileiros os primeiros livros que tocou. "Na casa do meu avô só havia livro brasileiro do século 19. Aloísio de Azevedo, José de Alencar... Aquilo me assustava imenso, mas eram o que eu lia porque é o que havia."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas levou muito tempo para que sua obra, ao cruzar o oceano, fosse percebida pelo mercado. Os 11 livros de Antunes publicados pela Alfaguara desde 2003 (outras editoras o haviam publicado, mas com menor exposição) venderam, ao todo, cerca de 70 mil exemplares, número idêntico ao do último título de Saramago, "Caim".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os 24 títulos do autor de "Ensaio sobre a Cegueira" somam 1,4 milhões de exemplares. Mas, como ele diz, "arte não é desporto de competição". E grandeza literária nada tem a ver com ordem de grandeza numérica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia a seguir íntegra da entrevista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - "O Arquipélago da Insónia" partiu de onde? Ele nasceu daquela ideia inicial da casa habitada por mortos e fotografias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;António Lobo Antunes - Você não escreve com ideias, você escreve com palavras. Uma vez, o Degas fez um soneto e foi mostrá-lo ao Mallarmé. O Mallarmé disse que os sonetos eram uma merda. E o Degas disse: "Mas eu tinha ideias tão boas". E o outro respondeu: "Pois, mas você não escreve com ideias, você escreve com palavras. São as palavras que geram as palavras. Nos momentos bons, a mão torna-se feliz, torna-se autônoma e caminha sozinha. Parece que estão ditando as coisas para si. Por isso é impossível falar de um livro.&lt;br /&gt; Danilo Verpa/Folha Imagem  &lt;br /&gt;Lobo Antunes lança o livro "O Arquipélago da Insônia"&lt;br /&gt;Lobo Antunes lança o livro "O Arquipélago da Insônia"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Ao ler o livro, eu me senti, em vários momentos, com o coração apertado, emocionada mesmo. Era essa a sensação que o senhor queria causar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antunes - Ao escrever, você está tão ocupado em resolver os problemas que o livro impõe que não tem muito tempo para pensar na reação que o leitor pode ter. Esse já um livro antigo para mim, foi um livro difícil de escrever. Eu escrevo com muita dificuldade, muito lentamente e não sei muito bem o que os livros são, de onde eles vêm. Acho que os livros deviam ser publicados sem nome de autor. Quando leio um livro que gosto, a sensação que tenho é de que o livro foi escrito só para mim. Nem os empresto porque os outros exemplares dizem coisas diferentes, ou seja, começa a existir uma relação pessoal entre mim e o livro. Parece que o autor está me está dizendo coisas que eu conheço, mas não sei exprimir em palavras. Então, é um pouco como um sonho. É qualquer coisa de palpável e de imaterial, como a vida, no fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Ao mesmo tempo em que fala de sonho, de emoção, o senhor escreve quase como se fosse um engenheiro, no sentido da técnica precisa, muito elaborada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antunes - Quando você diz isso, está quase citando João Cabral [de Melo Neto], não é? O problema é que, a cada livro que você escreve, é como se fosse o primeiro. A experiência não serve de nada, a experiência é como os flutuadores dos hidroaviões, que não servem para nada quando você está no ar. Quando está no ar, você está completamente sozinho e então entende que não sabe de literatura. E há outro problema ainda: como transformar em palavras coisas que são anteriores às palavras, emoções, impulsos? Você, quando escreve, está tentando cumprir qualquer coisa impossível, que é transformar em coisas ditas coisas que não se podem dizer, que você apenas pode sentir. Esta é a sensação tenho sempre. Eu só começo um livro quando tenho a certeza de não ser capaz de escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Mas então surgem aquelas vozes todas... Nesse sentido, podemos considerá-lo um escritor inspirado em James Joyce?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antunes - Eu gosto de Joyce, mas me irrita porque é um pouco a proeza pela proeza, o truque técnico pelo truque técnico. Um livro tem que ser, sobretudo, eficaz. Mas, bem, já que você falou em Joyce, talvez seja importante lembrar o leitor brasileiro de que a melhor tradução que conheço do "Ulisses" é a do Antonio Houaiss, sem dúvida alguma. É uma obra maravilhosa. E eu tenho o direito de falar porque sou 50% brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Seu avô nasceu aqui, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antunes - Sim, meu pai teve que escolher entre Brasil e Portugal. A mim me custa que os brasileiros não deem importância aos escritores que têm. Quando estive aí, falei tanto de Paulo Mendes Campos, eu aprendi muito com a leitura dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha Mas o senhor acha que há mesmo coisas assim importantes na literatura contemporânea brasileira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antunes - Olha, não sei... Mas, no século 19 havia 30 gênios escrevendo ao mesmo tempo. Só na Rússia, havia Tolstoi, Dostoievsky, Gogol, Turgeniev. Na Inglaterra, as irmãs Bronte, que são logo três, mais Dickens. Na América, Walt Whitman, Melville. Em França, toda aquela gente. Isso foi a idade de ouro do livro. Agora se você encontrar cinco bons escritores no mundo inteiro já não é nada mau. Você começa lendo e começa logo com vontade de corrigir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - O senhor acompanha a literatura contemporânea?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antunes - Gosto muito de Virgílio, de Ovídeo, Horácio. O que aqueles homens escreveram não tem uma prega, uma ruga, é de uma modernidade surpreendente. Mas, por exemplo, os grandes poetas da nossa língua, no século 20, são os brasileiros. Cabral, Drummond, Jorge da Lima, que acho que ninguém lê, o Mário Quintana dos últimos poemas. E mesmo Vinícius é muito melhor poeta do que as pessoas dizem. Há um que descobri há pouco tempo, chamado Manoel de Barros, de quem gostei muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Sua literatura é muito influenciada pelo poesia, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antunes - Não sei, isso eu não sei dizer para você. Eu escrevo aquilo que eu posso, não aquilo que eu quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Mas é um grande leitor de Fernando Pessoa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antunes - Não, não. Como é que um homem que nunca trepou pode ser bom escritor? A mim me aborrece. Não é um escritor que eu admire, como admiro Camões, por exemplo. Eu acho meio chato. Mas dizer isso é herético porque Pessoa foi um bocado santificado e o mundo está cheio de viúvos de Pessoa, mulheres e homens. Não é um escritor que me entusiasme muito. Quando João Cabral esteve aqui como cônsul do Porto ele causou um escândalo enorme ao dizer que preferia Cesário Verde a Pessoa. Entendo o que ele queria dizer com isso. Álvaro de Campos é Walt Whitman, o heterônimo me faz lembrar quadra popular de cravo de papel, Ricardo Reis é todo imitado de Horácio. Sabe qual é o poema da língua portuguesa que eu prefiro no século 20? "O Desaparecimento de Luísa Porto", de Drummond. Esse poema é um milagre. Ele tem a mão tão segura naquela poema. Talvez isso tenha que ver com o fato de eu ter crescido com o meu pai lendo poesia para nós. Nós éramos muitos irmãos e, quando estávamos doentes, meu pai vinha e lia poesia para nós. E os poetas que ele lia eram Bandeira, Drummond, por aí fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Ele só lia os brasileiros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antunes - É que na casa do meu avô só havia livros brasileiros do século 19. Aloísio de Azevedo, José de Alencar... Eu me lembro de que aquilo me assustava imenso. Mas eram os únicos livros que eu lia porque é o que havia lá. Meu avô não lia nada, como bom oficial de Cavalaria. Quando ele soube, eu tinha 10 anos, que eu fazia versos, ele me perguntou se eu era bicha. Eu não sabia o que era bicha, mas a cara dele era tão severa que eu disse "não, não, não". Fui então informar-me o que era e fiquei ainda mais confuso. Não entendi bem aquele negócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Fugiu dos livros e virou psquiatra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antunes - Foi mesmo. Mas fui psiquiatra muito pouco tempo. Quando saiu o segundo livro, "Cus de Judas", o Márcio Souza, que eu nem conhecia, entregou-o a um agente americano, para ler. Eu recebi uma carta desse agente, que era agente de Jorge Amado, Ernesto Sabato, Cabrera Infante, dizendo que queria ser meu agente. Achei que estivesse brincando e não respondi. E então ele escreveu segunda carta e eu achei que era chique ter um agente em Nova York. Começou assim. Vieram as traduções, os prêmios...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Mas o senhor gostava da psiquiatria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antunes - Eu era o filho mais velho de um filho mais velho de um filho mais velho. Eram todos médicos e eu tinha que ser médico também. Como meu pai era um democrata, eu disse: "Quero ir para Letras, quero ser escritor". E ele: "Muito bem, meu filho. Estás matriculado para ir para medicina". Não se pode ser mais democrata, não é? Mas acho que ele fez bem porque senão eu teria acabado crítico literário. Eu tinha um coleguinha, no Liceu, que era muito mau na ginástica, era gordo, e eu dizia para ele: "Vais acabar crítico literário". E acabou. Mas a mim a psquiatria assustava muito. Que direito tem um homem de considerar os outros normais ou anormais. E o que é ser normal? O poder médico sempre me assustou muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Mas a medicina também ajuda, não? Algumas pessoas precisam da ajuda de um psquiatra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antunes - Não sei. Você tem tempo para estar deprimida? Eu não tenho. O problema é que as pessoas vivem mal. E não é por ir ao psquiatra que vivem melhor. Repara como, durante a semana, quando estão trabalhando, é tudo muito fácil para as pessoas. E os finais de semana são tenebrosos. Quando as pessoas têm que parar e olhar para elas, ficam assustadas. E a literatura pede esse olhar. A vida é muito cotidiana, como tem que ser, mas teria de ser também inesperada. Mas introduzir o inesperado no cotidiano é muito difícil. Repara como os homens são monótonos: gostam de ir sempre ao mesmo restaurante, de estar sempre com os mesmos amigos, enquanto as mulheres querem coisas novas. Deve ser horrível ter marido... Eles leem jornal e, ao fim de trepar, perguntam: "Foi bom? Foi bom?". Quando é bom, não precisa mesmo perguntar. Os homens são muito egoístas, eu acho. Não estou me excluindo, só juro que não pergunto se foi bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - As pessoas leriam menos por medo de terem de ficar sozinhas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antunes - Talvez, tavelz. Mas é uma solidão ou uma comunhão quando tu estás lendo? Quando estou lendo, e gosto do livro, sinto-me tão acompanhado. Sinto que há um princípio de vasos comunicantes entre mim e o livro. E é uma alegria tão grande encontrar um livro bom....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Muda tudo o que estamos sentindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antunes - Muda. Às vezes, muda a nossa vida, e ajuda-nos a olhar. Você, quando escreve, só tem que mostrar, só tem que dar a ver, não tem que ensinar nada. E não é você que tem que ser inteligente ou o livro. Você lê Nabokov e está sempre vendo Nabokov dizendo para você: "Repara como eu faço isso, olha esta metáfora". Eu, enquanto leitor, não quero sentir o autor me mostrando habilidade nenhuma. Quero que ele me comova, que me dê um conhecimento de mim mesmo, quero viver a alegria de uma frase bem feita. Um livro tem que ser aquilo que eu estava procurando e não achava. Eu estou meio chato, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - O senhor sabe que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antunes - Eu não sei nada, como é que eu sei? Estou falando ao telefone, não sei como é a minha voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Ah, mas o senhor fica à vontade ao falar com brasileiros porque sabe que foi um grande sucesso ao falar dos seus livros em Paraty.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antunes - É porque o jornalista, o Humberto Werneck, era muito bom. Eu estava há muitos anos sem ir ao Brasil porque tinha pensado: "Caramba, preciso deixar um país para o Saramago". Foi um gesto generoso. Vê como sou simpático? Ir a Paraty foi um esforço enorme, mas então eu decidi me divertir. E fiquei surpreendido. Era tanta gente, e eram tão entusiasmadas as pessoas, que tive de sair com seguranças. Não me deixavam sair dali. Achei aquilo um milagre. Estamos sempre dizendo que não há leitores, mas havia milhares de pessoas ali. E aquele encontro foi maravilhoso. Porque o Humberto foi maravilhoso. Uma entrevista depende do entrevistador porque é preciso saber ouvir. E poucos, hoje, têm disposição para ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Isso se vê até numa mesa de bar, quando as pessoas parecem estar sempre à espera de uma deixa para interromper o outro e dar a própria opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antunes - Quando eu era psiquiatra, tinha a sensação de ser uma enorme orelha onde as pessoas iam despejar coisas. Isso também tem que ver com o fato de não termos quem nos ouça. As pessoas estão muito sozinhas. A nossa solidão é muito grande, ninguém ouve ninguém. Não temos tempo para ouvir o outro, pois perdemos a vida a ganhá-la. Chegamos a casa tão cansados que não temos tempo para os outros. Eu acho um milagre que, com internet, tanto tempo em transporte, marido, mulher, cão, gato, criança, as pessoas ainda leiam. Acho que são uns herois. As solicitações são tão grandes. Eu, no Brasil, lia muito menos do que aqui. É melhor viver em Lisboa do que no Rio porque, no Rio, as mulheres são muito mais bonitas que aqui. Eu, em Berlim, escrevia bem. As pessoas e a cidade eram tão duras que eu tinha todo o tempo para escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - E os autores hoje são muito solicitados para coisas que os desviam da literatura, não? Há conferências, jantares, viagens...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antunes - Eu resolvo o assunto de maneira muito simples: aceito só quatro convites por ano. Se começa a sair o tempo todo, você não tem tempo para escrever. Tem que ser uma galinha que protege os seus ovos. A jantares não vou porque as pessoas ficam à espera de que eu diga coisas inteligentes. E esperar isso é como esperar que um acrobata ande na rua dando saltos mortais. Eu sou um homem comum, só que o meu trabalho é fazer livros. Uma vez, um homem encontrou aquela atriz, a Sara Bernhard, em Paris, e perguntou para ela: "A senhora é Sara Bernhard?". E ela: "Vou ser logo à noite". Eu só sou esse tal de Lobo Antunes quando estou escrevendo. E agora estou tentando começar um livro, cheio de medo, como de costume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Você convive com escritores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antunes - Muito pouco, porque alguns só querem falar de livros, é uma chatice. Com Jorge Amado, por exemplo, eu aprendi muito da vida, e não me lembro dele falar de livros comigo. E tinha uma qualidade muito rara: ele é um homem sem inveja. Você não acha que quando as pessoas têm talento elas são menos invejosas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Acho que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antunes - Quando eu estava na Suécia, eu conheci Ingmar Bergman. Todos diziam mal dele. Mas eu nunca o ouvi falar mal de ninguém. E isso eu não entendo. Não é por os outros serem maus que você é melhor. Arte não é desporto de competição. As obras de arte não se devoram entre elas. Quanto mais gente boa houver a fazer bons filmes ou livros, melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Mas hoje aqui no Brasil falam muito bem do senhor, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antunes - Agora sou um chuchu, o que é também uma situação incômoda. Quando começa a haver unanimidade, você se pergunta: o que fiz de errado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - O senhor se pergunta isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antunes - Me pergunto se todo sucesso não é um sucesso adiado. Há muitos artistas e muito poucas obras de arte. Em qualquer bar, em qualquer café há uma série de pintores que não pintam, escritores que não escrevem. É a era da performance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Não é também por isso que tanta gente vai a Paraty ouvir e ver os escritores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antunes - As pessoas não estão interessadas no que você diz, mas em saber como você é. É uma espécie de stand-up comedy. Se, por acaso, você tem o sentido da fórmula, resulta. Se tem dificuldade de expressão verbal, não resulta. É tudo uma floresta de enganos. Hoje, se você só escreve, você não é especialmente interessante. É preciso desmistificar os artistas, que são pessoas comuns, que só existem entre os outros homens e mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Mas é bom para o mercado editorial que os escritores virem estrelas, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antunes - As editoras, quase todas, preocupam-se mais com dinheiro que com livros. Me pagam tanto dinheiro para escrever... E eu escrevia mesmo se não me pagassem nada porque é só o que eu sei fazer na vida.. No fundo, quem publica os melhores livros são as pequenas editoras independentes, que não têm tantos compromissos econômicos, Mas elas têm uma sobrevivência muito difícil porque tudo nas livrarias é pago. Os grandes grupos querem publicar os livros de hoje. E quando o hoje se torna ontem esses livros morreram... O que quer dizer esse silêncio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Desculpe. É que me ocorreu uma coisa. O senhor escreve à mão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antunes - Claro, eu gosto de desenhar as letras. Eu nem sequer sei abrir computador, não tenho celular. Sou mesmo burro. Tenho papel e uma mão. É como bordar. Gosto do gesto de escrever, gosto do cheito do papel... Tá vendo como essa conversa foi uma desilusão para você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Foi ótima. Devem mandar para o senhor depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antunes - Mas eu, normalmente, essas coisas veem e eu nunca olho, coloco na gaveta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Ah, leia esta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antunes - Está bem. Eu vou ler para me zangar. E antes que você se canse de mim, vamos desligar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-344649221207186753?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/344649221207186753/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=344649221207186753' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/344649221207186753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/344649221207186753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/04/lobo-antunes.html' title='lobo antunes'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-3176983258662384263</id><published>2010-04-24T09:23:00.000-07:00</published><updated>2010-04-24T09:24:42.493-07:00</updated><title type='text'>mais ciro</title><content type='html'>de novo da folha. é instrutivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24/04/2010 - 04h10&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ciro Gomes: "Estão querendo enterrar o defunto com ele vivo ainda"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da Reportagem Local&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre duas entrevistas concedidas nesta sexta-feira (23) para a RedeTV! e para o SBT, o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) falou com exclusividade ao repórter Breno Costa, da Folha. Na entrevista, ele diz que, caso o PSB decida efetivamente abdicar da possibilidade de candidatura própria, irá respeitar a decisão do partido e seguir as orientações da legenda em relação a apoios nas eleições presidenciais. Segundo ele, o PSB é feito por gente "boa e decente", mas "um pouco inexperiente em certa dimensão". O deputado não descartou colaborar com o programa de governo de Dilma Rousseff. No entanto, na entrevista, ele volta a afirmar que Serra é mais capaz do que Dilma, por conta da inexperiência eleitoral da candidata do presidente Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia a seguir a íntegra da entrevista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - O PSB já definiu que terça-feira será o dia D de sua pré-candidatura e está claro que eles vão optar por acabar com ela. O senhor já se conforma em não ser candidato à Presidência da República nas eleições deste ano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro Gomes - Eu vou lutar até segunda-feira à noite. Porque considero fundamental para o Brasil, para a democracia brasileira, que o Brasil decida, e não os esquemas de gabinetes em Brasília, confinando as opções até deixar o povo sem alternativa praticamente nenhuma. Eu não quero tomar a Presidência da República de ninguém. Eu quero participar de um debate, trazer uma experiência de 30 anos de vida pública decente, de vivências na área econômica. Mas se o partido entender que não, eu respeitarei. Porque uma democracia se faz não com donos da verdade, se faz com respeito às maiorias. Se a maioria do meu partido entender que não devo ser candidato, eu respeitarei completamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - A essa altura dos acontecimentos, o que o faz não declarar efetivamente que não é mais candidato a presidente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro - Boa-fé, confiança, porque a direção do partido me disse que essa discussão será tomada numa reunião com todos os diretórios estaduais, representados em Brasília. E eu confio, estou entre companheiros. É um partido de gente boa, de gente decente, de gente bem intencionada. Pode ser de gente um pouco inexperiente em certa dimensão. Talvez o momento histórico colocou a encruzilhada complexa demais para o nível de experiência de alguns companheiros, mas são gente boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Até que momento o senhor efetivamente acreditou na sua candidatura em termos pragmáticos politicamente, no sentido de o partido efetivamente abraçar sua candidatura, a ponto de buscar alianças com outros partidos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro - Até o presente momento. Porque com a minha experiência, eu não sou nenhum inocente. Eu sei que a natureza da minha candidatura é rebelde ao dispositivo que a grande estrutura do Brasil marcou. A partir da confrontação paroquial, provinciana da política de São Paulo, muito reciprocamente conveniente para eles, PT e PSDB de São Paulo. Eles querem fazer disso a realidade do Brasil. Eu me insurjo contra isso desde sempre. Acho que tem feito muito mal ao país, eu tenho explicado com detalhes, com nomes, o mal que isso tem feito ao Brasil. Então, não terei vida fácil jamais, pela natureza mesmo da candidatura.&lt;br /&gt;Evidente que não tirei aliança nenhuma, se o meu partido não estava seguro de bancar os riscos inerentes a uma candidatura que se rebela contra tudo que está posto na mídia, no poder econômico, nas oligarquias partidárias. Se não for essa a expressão da vontade da maioria, cabe a mim pedir que o partido incorpore no passo adiante, que é o entendimento com alguém que o partido resolva apoiar, as ideias que eu estou defendendo. Porque o que importa não sou eu, o que importa é o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - O que o senhor acha que levou a essa situação de agora, de na terça-feira o partido declarar que o senhor não é mais candidato?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro - Eu conversei com eles. Olhando a história do Brasil, com essa candidatura o partido só ganha. Porque está provado que quem disputou cresceu. O partido que não disputou definhou. Inclusive, na minha opinião, com razão. Só deveriam sobreviver partidos que tivessem o que dizer para o país. Porque tem feito muito mal ao Brasil essa pulverização de burocracias partidárias que existem para barganhar minutos de televisão, que têm imenso poder no Congresso Nacional, mas nenhuma responsabilidade com a vida da República, com a vida do povo. Vivem chantageando o poder, e o PSB não é isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - No caso de haver a confirmação de o PSB abdicar da candidatura própria, qual será o seu comportamento político a partir daí para as eleições presidenciais? Há possibilidade de apoio a Dilma Rousseff, ou o senhor vai se manter neutro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro - Eu nunca fui neutro na minha vida, nunca deixei de tomar posição. Eu vou seguir a orientação do meu partido, a posição que o partido tomar é aquela que eu seguirei. O nível de entusiasmo, entretanto, vai depender do nível de incorporação das minhas preocupações com o futuro do país, com as diretrizes éticas, programáticas, ideológicas do passo seguinte que o partido der, se eu não for candidato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - O senhor pretende se reunir com a candidata Dilma Rousseff para discutir colaborações suas para o programa de governo dela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro - Sua entrevista está completamente fora de tempo, ou então você está querendo enterrar o defunto com ele vivo ainda. É preciso refrasear as perguntas aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Insisto. Na hipótese da decisão de terça-feira ser desfavorável aos seus anseios, o senhor pretende colaborar com o programa de governo da ex-ministra Dilma Rousseff?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro - Eu acho que é uma falta de delicadeza você tratar como defunto quem está vivo, antes de ser enterrado. Publique isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Durante todo esse tempo em que o senhor tentou viabilizar a sua candidatura, o senhor sempre foi crítico da aliança PT-PMDB. O senhor vai manter o discurso público nesse sentido ou vai se recolher?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro - Eu nunca fui crítico da aliança PT-PMDB. Eu sei que interessa para eles reduzir a minha opinião a essa miudice. Eu não sou crítico de aliança nenhuma. Eu sou crítico da hegemonia moral e intelectual que preside essa aliança. Se você compreende o Brasil, você sabe que precisa ter aliança. A pretexto de que isso é correto e necessário, o que está se fazendo é tráfico de minuto de televisão, é acobertamento de malfeito, manipulação de CPI. E isso não tem nada a ver com governabilidade, tem a ver com frouxidão moral, concessão de espaço público para fisiologia, corrupção e clientelismo. Essa opinião não muda, é uma opinião de vida minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Em entrevista ao portal iG, o senhor declarou que José Serra é mais capaz do que Dilma Rousseff. A sua visão é essa, efetivamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro - Eu não dei nenhuma entrevista para o portal iG.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Independentemente da entrevista, o senhor acredita que José Serra é mais capaz do que a ex-ministra Dilma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro - O que eu digo a todo mundo que me pergunta é que a Dilma é uma pessoa muito melhor do que o Serra, mas infelizmente para nós outros, o Serra é mais preparado do que ela, mais legítimo do que ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - O que confere legitimidade a um candidato?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro - Estrada, serviço prestado, experiência, derrotas, vitórias, compromissos assumidos. Isso é o que confere legitimidade a alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Já que ele prestou serviços ao país, cumpriu compromissos, por que o senhor o vê como uma figura ruim para o país?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro - A vinculação a um projeto de país que prejudicou o Brasil de forma quase criminosa. Ele foi ministro do governo Fernando Henrique durante quase oito anos. Não adianta fazer de conta, manipular, fazer conivência da grande mídia, lavagem cerebral, não adianta. Ele foi ministro do Planejamento no tempo em que se formatou a privataria. Ele foi ministro da Saúde, ele foi o sucessor do Fernando Henrique, ele foi a Dilma do Fernando Henrique. Isso, infelizmente, é o real. Então, na política, você é você e as suas circunstâncias. Eu, por exemplo, era da mesma turma e rompi quando vi o Fernando Henrique fazer o que estava fazendo. Fui para o deserto, fui falar contra, apelar contra, sofri o pão que o diabo amassou, para sustentar a coerência da minha percepção de mundo em relação ao Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - O senhor pretende, se não vier a ser candidato a presidente da República, se candidatar a algum outro cargo eletivo este ano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro - Se eu não for candidato a presidente da República, eu vou me aquietar. Vou sair da política, não sei se definitivamente, mas pelo menos por um longo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Sair da política por um longo tempo significa se ausentar dos debates agora das eleições presidenciais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro - Depende, se eu for candidato a presidente da República, eu não posso me ausentar. Se eu não for, você espera o defunto ser enterrado para você tripudiar em cima, cuspir na cova.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-3176983258662384263?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/3176983258662384263/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=3176983258662384263' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/3176983258662384263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/3176983258662384263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/04/mais-ciro.html' title='mais ciro'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-5201000096084714258</id><published>2010-04-23T21:18:00.000-07:00</published><updated>2010-04-23T21:22:48.081-07:00</updated><title type='text'>sortidos</title><content type='html'>1. o fascismo nosso de cada dia. dou-lhe uma, &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u725318.shtml"&gt;usp&lt;/a&gt;. dou-lhe duas, &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u599698.shtml"&gt;as escolas deste país&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. um comentário adequado (da folha de são paulo, 23 de abril)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;FERNANDO DE BARROS E SILVA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caixas e livros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÃO PAULO - Num dos momentos altos do discurso em que se lançou à Presidência da República, há menos de duas semanas, em Brasília, José Serra evocou a biografia de seu pai, um "modesto comerciante no mercado municipal". Era, segundo a sua definição, "um homem austero, severo, digno". O exemplo paterno, disse o tucano, "me marcou na vida e na compreensão do que significa o amor familiar de um trabalhador: ele carregava caixas de frutas para que um dia eu pudesse carregar caixas de livros".&lt;br /&gt;A última frase teve repercussão instantânea e foi incorporada ao repertório da campanha. Ninguém, no entanto, parece ter notado que há nela algo esquisito, que soa mal.&lt;br /&gt;O mais comum seria dizer "ele carregava caixas de frutas para que eu pudesse carregar livros". Afinal, quem carrega "caixas de livros" são os rapazes da livraria Cultura, da livraria da Vila etc. A não ser quando estão de mudança, intelectuais "carregam" -ou leem- livros.&lt;br /&gt;Sim, é só um detalhe, mas o paralelismo artificial entre as caixas parece ser um belo ato falho. Talvez ele exprima, como um sintoma, a dificuldade real de conexão entre o universo do candidato e o mundo dos carregadores de caixas. É, no fundo, o mesmo desafio que se coloca para Dilma Rousseff, muito mais próxima dos livros de Serra do que das caixas de Lula.&lt;br /&gt;Muita gente deve se lembrar da imagem do presidente flagrada na Bahia por um fotógrafo durante o último Réveillon. A caminho da praia, de chinelos, bermuda e camiseta regata, Lula equilibrava na cabeça o que à distância parece ser uma caixa de isopor. Certamente não levava livros. Talvez algumas frutas. O mais provável, porém, é que carregasse a sua cervejinha. É isso o que logo nos vem à cabeça.&lt;br /&gt;O principal, no entanto, o que nos faz reter na memória aquela cena singela, não é o conteúdo do isopor, mas o que a imagem simboliza, o gesto ao mesmo tempo espontâneo e exemplar, no qual o povo brasileiro se reconhece. E isso nem Serra nem Dilma sabem como imitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. e &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u725322.shtml"&gt;uma boa notícia&lt;/a&gt;, embora tarde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-5201000096084714258?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/5201000096084714258/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=5201000096084714258' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/5201000096084714258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/5201000096084714258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/04/sortidos.html' title='sortidos'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-7260281736281455627</id><published>2010-04-23T12:46:00.000-07:00</published><updated>2010-04-23T12:52:50.626-07:00</updated><title type='text'>50 anos vistos por...</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2010/apr/21/brasilia-50th-anniversary"&gt;o guardian&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Bold Brasilia at 50&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brazil's capital city, celebrating its 50th anniversary today, is a symbol of the rapid rise of the country as a key global player&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simon Reid-Henry&lt;br /&gt;Wednesday 21 April 2010 12.30 BST&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;Brasilia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasilia's cathedral during its construction in the late 1950s. The 50th anniversary of the city is being celebrated today. Photograph: HO/AFP/Getty Images&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It was to be streamlined and brash and to represent the very peak of development in its field. And from above it was to mark out, with two great wing-like panels, the shape of an aircraft at flight. But perhaps most remarkably of all, this creation – what historian Fernand Braudel dubbed, with just a little exaggeration, as "that last wonder of the world which eclipsed all others" – was to be a city.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inaugurated 50 years ago today, the capital city of Brasilia was built from scratch in just 41 months. The city today may resemble a skeleton coast of concrete hulks cast between parks of fraying grass, but upon its inauguration it gleamed like El Dorado itself. It looked like it had been literally lifted off the page, in part because it had: the basic form being sketched out in just a handful of bold strokes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Such purity of design had a function. The man behind it all, President Juscelino Kubitschek, wanted a symbolic city that would recreate the nation itself. And the men he had design it – modernist urban planner Lucio Costa and architect Oscar Niemeyer – took him at his word, removing from their plans anything that might hinder the city's efficient operation. Up to and including traffic lights.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Things didn't work out as Costa and Niemeyer hoped, of course. No sooner were the city's new immigrants – the Brasilienses – in place, than they took to resisting its clinical conformity. But while this may be worth bearing in mind next time you rage at a red light on your own way into work, the real lesson of Brasilia is the speed with which it has emerged as a capital of note on the world stage, and this so soon after it was hacked out of the jungle by hand.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Through democracy and dictatorship, and usually despite them both, Brazilians have for 50 years bent themselves to the task of development. If proof were needed that the phrase "emerging economy" is now somewhat dated, it is surely to be found in the speed at which Brazil pulled out of the recession last year. In that sense, Kubitschek's own hopes for Brasilia – "50 years of progress in five" – have not all been in vain.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This much was clear when, last week, Brasilia hosted the latest meeting of the increasingly powerful Bric group of nations. It was clear then that, while often seen as the least significant member of this group, Brazil has nonetheless become the quiet choreographer of their co-ordinated actions. Brazil may not have Russia's penchant for grandstanding, India's economic dynamism, or China's brute strength. But as the climate conference in Cochabamba this week makes clear, for reasons of history and geography it is no less a key player in some of the most pressing issues of our time.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obama knows this, of course, which is partly why Hillary Clinton recently stopped by in Brasilia – yet another late and largely superficial engagement with Latin America that his administration is surely at some point going to regret. But it was revealing that throughout her stay, the US secretary of state was not allowed to forget the following facts: that Brazil currently sits on the UN security council, that its voting share at the IMF was increased in 2008, and that it is seeking this year, along with Russia, China and India, to bolster that even more.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I would wager, then, that Brasilia's 50th anniversary is more telling than many of the bicentenary celebrations taking place across Latin America this year. When Brazilian foreign minister Celso Amorim said to Hillary Clinton during her visit last month, "We will not simply bow to an evolving consensus if we do not agree," he was in many respects merely projecting outwards the lesson that the Brasilienses taught his own state 50 years ago: that there are limits to how much you can control us. When it comes to Brazil – Bric member or not – this is a lesson the west itself will now increasingly have to learn.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-7260281736281455627?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/7260281736281455627/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=7260281736281455627' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/7260281736281455627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/7260281736281455627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/04/50-anos-vistos-por.html' title='50 anos vistos por...'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-4003622796176314360</id><published>2010-04-22T19:12:00.000-07:00</published><updated>2010-04-22T19:14:36.792-07:00</updated><title type='text'>menino prodígio</title><content type='html'>joão sayad, o prodígio mimado da governança paulista/paulistana, depois de secretário de finanças e secretário de cultura, agora quer dirigir a tv cultura, noticia a infalível monica bergamo. &lt;br /&gt;assim, paulo markun vai botar a viola no saco e procurar quem queira ouvir a sua cantoria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-4003622796176314360?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/4003622796176314360/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=4003622796176314360' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/4003622796176314360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/4003622796176314360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/04/menino-prodigio.html' title='menino prodígio'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-8729329523748643547</id><published>2010-04-21T19:15:00.000-07:00</published><updated>2010-04-21T19:18:37.847-07:00</updated><title type='text'>alguns problemas, algumas sugestões (e uma piada)</title><content type='html'>1. &lt;a href="http://www.canalcontemporaneo.art.br/brasa/archives/002740.html"&gt;entrevista com a secretária de cultura de pernambuco&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/fernandocanzian/ult1470u691171.shtml"&gt;fernando canzian, sobre parques nacionais&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. &lt;a href="http://www.guardian.co.uk/society/sarah-boseley-global-health/2010/feb/09/health-aidanddevelopment"&gt;guardian, sobre as grandes companhias ajudando a salvar o mundo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e mais: &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u692636.shtml"&gt;desregulamentação, a alma do negócio&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-8729329523748643547?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/8729329523748643547/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=8729329523748643547' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/8729329523748643547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/8729329523748643547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/04/alguns-problemas-algumas-sugestoes-e.html' title='alguns problemas, algumas sugestões (e uma piada)'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-7091816624502524892</id><published>2010-04-13T11:23:00.000-07:00</published><updated>2010-04-13T11:26:02.227-07:00</updated><title type='text'>monotonia</title><content type='html'>enquanto o samba continuar com &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u719964.shtml"&gt;músicos dessa categoria&lt;/a&gt;, permaneceremos esperando o socorro antes do suspiro derradeiro (o deboche inclui também a jornalista).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-7091816624502524892?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/7091816624502524892/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=7091816624502524892' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/7091816624502524892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/7091816624502524892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/04/monotonia.html' title='monotonia'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-4180219988254663157</id><published>2010-03-31T10:52:00.000-07:00</published><updated>2010-03-31T10:53:47.735-07:00</updated><title type='text'>Folha de São Paulo, São Paulo, quarta-feira, 31 de março de 2010</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ELIO GASPARI&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trapaça do rastreador da Oi no Velox&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma linguagem empolada e uma pegadinha, a operadora quer reciclar sua freguesia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A OPERADORA Oi anunciou na semana passada o lançamento de uma ferramenta para a internet chamada "Navegador". Trata-se de um rastreador dos caminhos percorridos na rede pelo cliente de seu serviço Velox. A novidade é apresentada aos consumidores de maneira trapaceada, deselegante. (A operação já começou, pequena e felizmente sujeita a correções, no Rio.)&lt;br /&gt;O mimo é oferecido como uma "facilidade", omitindo que é um rastreador. Quando o "Navegador" entra num computador que usa o serviço Velox, os endereços por onde o cliente passa são registrados pelo programa. A Oi garante que o rastreador passa longe de alguns sítios, inclusive dos que pedem senhas. Além disso, assegura que a identidade do cliente será preservada, pois o "Navegador" atribui ao computador rastreado um algoritmo de 24 dígitos que não pode ser decifrado.&lt;br /&gt;O rastreamento interessa à Oi e aos seus parceiros porque permite a segmentação de público para o mercado publicitário. Assim, uma empresa de turismo pode anunciar só para pessoas que pesquisaram preços de pousadas, e todos ganham com isso. É o que faz o Google. Quando uma pessoa entra nas suas páginas, seus interesses são registrados e, a partir daí, selecionam-se os anúncios que lhe serão oferecidos na barra lateral da tela.&lt;br /&gt;Há uma diferença entre o Google e o "Navegador" Oi/Velox. No Google, o sujeito entra se quiser, quando quiser, para usar ferramentas que lhe são oferecidas de graça. Velox e Oi são fornecedoras de um serviço remunerado e vendem o acesso à banda larga a 4,5 milhões de clientes.&lt;br /&gt;A Oi trapaceia na maneira como oferece o "Navegador". O sujeito liga a máquina, aciona o Velox e vê uma tela que lhe apresenta a "facilidade" (em relação a quê?). A lisura recomendaria que a empresa mencionasse, de saída, a função rastreadora do "Navegador".&lt;br /&gt;Até aí, manipulam a comunicação. No lance seguinte, recorrem a uma pegadinha para capturar clientes. Quando a tela do "Navegador" aparece, o mimo é oferecido com o aviso de que ele "já está ativo". A tela do "Navegador" permite que o consumidor desative a ferramenta, mas não é assim que se faz. Uma pessoa não pode ser obrigada a desativar algo que não solicitou.&lt;br /&gt;Pouco custaria à Oi informar, com clareza que o "Navegador" rastreará o freguês, garantido-lhe a privacidade. Em seguida, como fazem as boas casas do ramo, ofereceria duas caixinhas: "Quero" e "Não quero". O freguês escolhe e não há mais o que discutir.&lt;br /&gt;A relação entre um consumidor e sua operadora de internet baseia-se em algum tipo de confiança. Se a "facilidade" manipula o idioma e recorre a uma pegadinha, arrisca-se a estimular a suspeita de que, algum dia, não respeitará sua privacidade.&lt;br /&gt;Nesse lance a Oi está associada à empresa Phorm que, em 2008, meteu-se num escândalo na Inglaterra quando se descobriu que rastreava os clientes da British Telecom sem que eles tivessem sido avisados. Teve que fechar a barraca.&lt;br /&gt;Na empreitada do "Navegador" juntaram-se à Oi e à Phorm alguns dos principais portais de comunicação do país. Lá estão o UOL (empresa do Grupo Folha), o iG, o Terra e "O Estado de S. Paulo". Todos deveriam rastrear melhor a maneira como usam suas marcas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-4180219988254663157?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/4180219988254663157/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=4180219988254663157' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/4180219988254663157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/4180219988254663157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/03/folha-de-sao-paulo-sao-paulo-quarta.html' title='Folha de São Paulo, São Paulo, quarta-feira, 31 de março de 2010'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-3613317465678825965</id><published>2010-03-15T12:09:00.000-07:00</published><updated>2010-03-15T12:12:03.213-07:00</updated><title type='text'>os gregos</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Caça ao tesouro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vazio do Novo Museu da Acrópoles, em Atenas, acirra debate sobre devolução de peças expostas no British Museum, em Londres &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LUCIANA COELHO&lt;br /&gt;ENVIADA ESPECIAL A ATENAS &lt;br /&gt;FERNANDA MENA&lt;br /&gt;EM LONDRES &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O enorme vazio no prédio de vidro estranhamente fincado no bairro turístico de Plaka, em Atenas, grita ao visitante uma mensagem pouco conceitual e muito política: os gregos querem suas peças de volta.&lt;br /&gt;Querem tanto que ergueram ao pé das ruínas da Acrópole a enorme estrutura de metal, concreto e vidro assinada pelo suíço Bernard Tschumi. O efeito é de notório contraste com as casas modestas ao redor.&lt;br /&gt;Os gregos passaram oito anos construindo um novo museu. Gastaram 130 milhões (cerca de R$ 315 milhões) e deixaram dois dos quatro andares praticamente pelados só para dizer que agora, sim, têm onde abrigar a coleção de mármores do Parthenon que lorde Elgin, então o embaixador britânico no Império Otomano, levou para Londres no século 19.&lt;br /&gt;Desde 1816, a coleção que ficou conhecida como mármores de Elgin e que compreende quase todo o Parthenon -o templo que o imperador Péricles mandou erguer para a deusa Atenas no século 5 antes de Cristo- está no British Museum. Atenas ficou com os frisos que ornavam a fachada.&lt;br /&gt;Desde 1980, a Grécia requer o retorno das peças de Londres a Atenas. "Os britânicos sempre disseram que, se nos devolvessem as peças, nós não teríamos espaço apropriado. Hoje nós temos", diz à Folha Dimitrius Pandermalis, presidente do Novo Museu da Acrópoles.&lt;br /&gt;Pandermalis contém o otimismo. "Agora o British Museum diz: "Ah, somos um museu universal, e sem as peças a coleção será incompleta"."&lt;br /&gt;O diretor do British Museum, Neil McGregor, usou uma metáfora, durante uma aula aberta em Londres, para descrever a disputa: "Nós enxergamos nos objetos aquilo que queremos ver". Sobre o caso dos mármores, disse: "Uma nação inteira resolveu abraçar essas peças como algo fundamental para a identidade grega. É um exemplo em que se enxerga aquilo que se quer ver".&lt;br /&gt;O museu de Atenas foi aberto no fim de junho do ano passado e ainda não funciona à plena força. Em oito meses, no entanto, recebeu estimados 1,6 milhão de visitantes.&lt;br /&gt;Os 14 mil m2 reservados para exibição, numa área total de 23 mil m2, são dez vezes o museu anterior. Os argumentos gregos se estendem na arquitetura que impressiona, na curadoria precisa, na escolha pela luz natural, na vista panorâmica da Acrópoles, no sítio de escavação e nas lojas e restaurantes no padrão dos melhores museus dos EUA e da Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Problema visível&lt;br /&gt;A questão virou assunto de governos, numa negociação que mais parece um trabalho de Sísifo. Segundo Pandermalis, há hoje conversas no sentido de uma colaboração com o British Museum.&lt;br /&gt;Como ela ocorreria -se com exibições rotativas ou posse compartilhada- ele não esclarece. "O importante é que vamos debater isso de forma realista, para o bem de ambas as instituições."&lt;br /&gt;Pelos corredores, a questão fica latente. A falta que as peças fazem, entre estátuas clássicas do século 5 a.C. e artefatos rústicos do século 7 a.C., é óbvia com o friso do Parthenon e uma e outra peça flutuando sem os pilares, esculturas e outras partes levadas a Londres. Mas, nos folhetos e placas informativas, nada há a respeito.&lt;br /&gt;"Nosso visitante pode ver o problema muito claramente na disposição das peças, não é preciso ler um texto sobre isso", explica Pandermalis.&lt;br /&gt;Em breve, talvez já no meio do ano, os sítios arqueológicos que por ora só podem ser avistados dos jardins e do hall principal, serão abertos à visitação.&lt;br /&gt;A nuvem no horizonte é a megadívida grega, que botou o país em um regime de austeridade monitorado com coleira curta pela União Europeia. Com ingressos a 3, a maior parte da verba vem do governo grego, que terá de fazer cortes drásticos em seu orçamento pelos próximos três anos.&lt;br /&gt;Pandermalis diz que o arrocho se faz sentir, e, por ora, o museu o tem contornado. Mas espera logo ter lucro suficiente nos restaurantes e lojas para cobrir mais de sua despesa. Antes que a crise bata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(da folha de sp)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-3613317465678825965?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/3613317465678825965/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=3613317465678825965' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/3613317465678825965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/3613317465678825965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/03/os-gregos.html' title='os gregos'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-7683919599243360671</id><published>2010-03-15T12:08:00.000-07:00</published><updated>2010-03-15T12:09:22.335-07:00</updated><title type='text'>ciro gomes, na folha de são paulo</title><content type='html'>15/03/2010 - 02h01 &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PT em São Paulo é um "desastre", diz Ciro &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;MALU DELGADO&lt;br /&gt;enviada especial da Folha ao Rio &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deputado federal e ex-ministro Ciro Gomes (PSB), 52, é popular no Rio de Janeiro. Num táxi, discute com o motorista a filiação de Romário ao PSB e escuta, atento, a recomendação de lançar Zico, "que nem precisaria de campanha". Com a verve nordestina típica e uma a truculência à mídia arrefecida --ou dominada depois de disputar duas campanhas à Presidência--, um Ciro Gomes "mais sereno", como ele se auto-classifica, falou à Folha sobre a sucessão presidencial e em São Paulo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tal serenidade não impede Ciro de ser ácido. Ele admite que sua candidatura ao governo de São Paulo seria artificial. Defende que o PT e o PSB lancem no Estado dois candidatos ao governo. Só mesmo "se o mundo se acabar" e não tiver outro jeito, ele encararia a sucessão paulista. O PSDB paulista, afirma, amarga uma eficiência medíocre e o PT, dispara, "é um desastre" no Estado, por conta da crise de credibilidade após o escândalo do mensalão e do caso dossiê em 2006 --quando petistas negociaram a compra de um dossiê contra políticos do PSDB em meio à sucessão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com 12% das intenções de voto na última pesquisa Datafolha, Ciro se mantém candidato a Presidência e diz que age "em sintonia com Lula e com a direção do PSB". Afirma que só ele teria condições, se eleito, de propor um diálogo entre o PSDB e o PT, a saída política para o país. E faz uma certa profecia: a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, cometerá algum erro na campanha, pois é a mais vulnerável e inexperiente entre os candidatos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final da entrevista, com o gravador já desligado e cercado por correligionários do PSB num hotel no Rio, Ciro confessa que se não for candidato à Presidência e nem disputar o governo de São Paulo, deixará a política. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, os principais trechos da conversa: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - O sr. afirmou na semana passada que São Paulo não precisa do sr. São Paulo precisa de quem? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro Gomes - Fulanizar a política é algo ridículo no Brasil. São Paulo precisa de um projeto porque a eficiência medíocre do PSDB deu o que tinha que dar. Os indicadores de violência estão crescendo, o transporte está colapsando, a educação de São Paulo é uma das piores do país. Agora, como o PT é um desastre, lá em São Paulo especialmente, eles têm essa eficiência medíocre posta em relevo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Por que o sr. considera o PT um desastre em São Paulo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro Gomes - Por tudo o que aconteceu. Eu lamento, mas há uma lista toda, a nominata quase inteira com problema. Estou falando do desastre de confiabilidade, de confiança da população a ponto de o próprio PT, na minha opinião corretamente, pretender lançar um candidato jovem lá, para fazer nome. Os principais quadros do partido [o PT], por essa ou aquela outra, justa ou injustamente, entraram num problema. Não é brincadeira não, rapaz. José Dirceu, Genoino, Mercadante, Marta, João Paulo... Não é brinquedo não. Praticamente isso é a lista inteira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - O PT pretendia lançar o sr. no Estado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro Gomes - Eu fico muito honrado, distinguido com isso, mas veja bem: não é tão artificial essa solução não? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Então se o sr. for candidato ao governo de São Paulo será uma solução artificial? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro Gomes - A minha candidatura naturalmente é artificial. Agora, o que eu posso fazer, eu poderia fazer --e tinha que ser sincero e franco com a população de São Paulo --era dizer: eu não faço rotina aqui, mas acumulei uma experiência de grande sucesso na administração pública, e essa experiência eu me disponho a colocar a serviço de São Paulo. Não é minha pretensão. Todo mundo sabe e eu repito que minha intenção é ser candidato à Presidência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Mencionando um ditado dito pelo sr., "quem quer pegar galinha não diz xô!". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro Gomes - Eu não estou dizendo xô para ninguém. Eu apenas quero ser sincero, porque não posso parecer indeciso --e eu não estou. Nem posso atrapalhar a responsabilidade dos meus companheiros do PT, do PSB, que têm uma candidatura que pretende ser apresentada lá, que é do Paulo Skaf. É tão remota e exótica essa possibilidade que ninguém tem que esperar por mim. Amanhã, se no limite o meu papel for essencial, se não for eu não dá certo, o mundo se acaba, o projeto brasileiro corre risco, e tal, nesta circustância é evidente que eu iria. Mas não creio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - O sr. trabalha por alianças do Paulo Skaf com o PT, por exemplo? O sr. vê possibilidade de uma chapa Aloizio Mercadante e Skaf? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro Gomes - Eu não veto, não atrapalho, não opino contra, mas acho que a melhor opção é o PT ter o seu candidato e nós o nosso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Circulam avaliações no meio político e uma delas é que o sr. está numa orquestração com o presidente Lula, agindo conforme interesses do Planalto para impedir que José Serra cresça. Seus movimentos são feitos em consonância com o presidente? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro Gomes - Todos os movimentos que eu faço são em absoluta consonância com a direção do meu partido, o PSB, e com o presidente Lula. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Interessa ao presidente que o sr. se coloque neste momento candidato à Presidência? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro Gomes - Se interessa a ele ou não eu não sei, mas até o presente momento tudo o que eu fiz está em absoluta sintonia com ele e com a direção do meu partido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - O sr. diz que é o único a ter liberdade para fazer críticas ao governo do presidente Lula, sejam políticas ou econômicas. Esse debate sobre o papel do Estado, com viés anti-privatização, é equivocado? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro Gomes - Não, a questão não é que esteja equivocado. Embora o Serra tenha sido capaz de quebrar patentes no Ministério da Saúde na questão do coquetel anti-aids (...), ele chega em São Paulo privatiza a conta da prefeitura, hospeda num banco privado. E em seguida bota a Nossa Caixa para vender, um dos últimos ativos que São Paulo tem. Em relação à Dilma eu tenho a vivência que ela não tem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Mas qual é a sua posição sobre privatização e o papel do Estado? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro Gomes - Isso tudo é baboseira ideológica. No mundo inteiro a experiência empírica demonstra, inclusive com a crise recente nos EUA, que o Estado não é máximo, nem mínimo, nem grande, nem pequeno. É o necessário. É o seguinte: a lei do menor esforço. Quem faz melhor, mais rápido e mais barato é quem vai fazer. É o Estado fazendo o que for necessário fazer. Às vezes é Estado regulador, às vezes tem que ser empresário. Não quer dizer que temos que cair no estatismo, na ineficiência, abrir mão de mecanismos modernos de privatização, parcerias público-privada, concessões. Não. A economia moderna é mista, mas a responsabilidade pela dinâmica estratégica de um país é do Estado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - O sr. sempre menciona eventuais problemas de governabilidade do futuro presidente, seja ele quem for, dado que ninguém terá o capital político e altíssima popularidade de Lula, que de certa forma faz com que ele transite bem no Congresso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro Gomes - Mais que transitar. Ele suporta, sem perder legitimidade. O que é um fenômeno absolutamente raro. Só ele. Não conheço nenhum outro. Nem Juscelino [Kubitischek]. Se a coalizão for essa, com o protagonismo desta banda do PMDB que manda no país sem dúvida [haverá crise de governabilidade]. O DEM é muito melhor que o PMDB neste instante. Uma questão é um escândalo, no qual todos nós estamos vulneráveis a ter um companheiro que vai entrar numa dessa. Todos nós. Isso é da política. O problema é que no PMDB, não o coletivo, mas a banda hegemônica, faz desta linguagem o seu instrumento central de luta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - E como se governa o Brasil com a atual condição de representatividade e o atual sistema político? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro Gomes - É uma ilusão de ótica que a prostração moral do PT está passando para o país. O problema da situação política da Dilma é que ela fica com a boca travada. Ela não pode falar isso para ninguém. Como o Serra também não pode. Eu posso. Eu posso fazer avançar a bancada do PSB, do PC do B, do PDT, pensando em flancos ideológicos. E posso fortalecer entendimentos com o lado decente e republicano do PMDB e o lado que tem espírito público do PSDB, que é imenso (...) Não tenho problema nenhum em fazer alianças. Imagino governar o Brasil assim: eu encerraria a violenta, paroquial e provinciana radicalização que opõe PSDB e PT. Convocarei um entendimento nacional entre os dois partidos, PT e PSDB, e convocaria todos os outros partidos para influir, me poria como magistrado. Essa é a saída para o país avançar e diminuir a importância de setores clientelistas, fisiológicos, atrasados, corruptos (...) Os brucutus reacionários eles dizem: se for o Serra ou a Dilma tá tudo bem. O que o mercado não quer é o Ciro. O que Wall Street não quer é o Ciro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Fazendo uma revisão história de 2002, o mercado ainda teme sua candidatura? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro Gomes - Teme, mas é injusto. Eu não sou uma invenção. Eu já fui ministro da Fazenda. Eu fui muito bom para a economia brasileira pelos resultados. O país cresceu 5,3%, tivemos superávit primário de 5% do PIB, inflação zero. Agora, tive algumas questões. Fiz a intervenção do Banespa e do Banerj. Fiz a abertura comercial que dissolveu vários cartéis. Tudo bem, a vida é dura. Eu não vou vender a minha alma para ser presidente do Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - O preço que o sr. paga pode ser inclusive ter dificuldades de financiamento da sua campanha, um fantasma que circunda todas as campanhas. Como o sr. financiará a sua? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro Gomes - Nós precisamos resolver essa equação do dinheiro com a política. Na democracia representativa, dinheiro é uma essencialidade. E a nossa moral vigente, a ética católica dominante, meio que abomina isso. E aí como a realidade se impõe, você vai na clandestinidade, e mistura ladrão e safado com empresários que não aceitam doar para a sua campanha, mas aceitam doar anonimamente para o partido. Eu advogo o financiamento público de campanha. Advogo mais: a estatização das campanhas, que é uma ideia que jamais vai passar. O TSE conseguiria padronizar as campanhas, equalizaria as linguagens. Vou fazer uma caricatura, porque é mais complexo, mas teria um estúdio e tudo mundo só gravaria lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - E como o sr. viabilizará sua campanha? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro Gomes - Vou lá pedir dinheiro. É o momento mais desagradável de todos. Nas minhas campanhas eu sempre me protegi. Eu não tenho uma só pessoa. Eu normalmente faço a lista dos contribuintes prováveis e possíveis, e monto uma equipe. E nunca vai um só, normalmente vão dois, fazer em meu nome. Quem financiou 100% minha campanha de deputado federal foi a indústria siderúrgica brasileira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Há forte especulação no meio político em São Paulo em torno da filiação do Paulo Skaf no PSB, de que ele teria entrado no partido para financiar campanhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro Gomes - Isso é uma completa ilusão. Nenhum indivíduo, nenhum, nem o Eike Batista aguenta financiar campanha individualmente. O Skaf está muito longe de ser um Eike Batista. Ele é um pequeno empresário, a rigor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - O PT teria que tomar um cuidado especial com essa questão do financiamento nesta campanha, pelos escândalos recentes? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro Gomes - Tem. Todos nós temos, mas o PT mais que ninguém. Um vetor essencial da história do PT é o moralismo. Aí o pecado do pecador a gente perdoa, mas o pecado do pregador é imperdoável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Neste contexto não é um equívoco político escolher um tesoureiro, o João Vaccari Netto, que esteja supostamente ligado ao caso Bancoop, ainda que não tenha nenhuma prova ou sentença? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro Gomes - Eu não estou suficientemente informado do assunto e acho odiento que alguém pague por uma culpa não demonstrada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - O sr. já sofreu uma oscilação fortíssima nas pesquisas em 2002. Todos os políticos não estão sujeitos a isso? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro Gomes - Sim, isso eu acho. Acho que a Dilma cometerá um erro, porque nenhum de nós escapou. O Lula cometeu, eu cometi, o Serra, o Alckmin cometeu. Ela cometerá. Tomara que não. E vai oscilar. Ela é um pouco mais vulnerável, claro. Porque na medida em que você erra, você aprende. O Lula aprendeu para caramba, não é verdade? Eu aprendi muito. O Serra erra menos porque é protegido pela grande mídia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - A sua liberdade para criticar o presidente Lula não pode lhe trazer problemas? Ou traz votos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro Gomes - Criticar o Lula tira voto. E eu não critico o Lula, mas não é porque tira votos. Todo mundo sabe que eu tenho imensa afinidade com ele. Agora, eu tenho mais amor, mais paixão, mais compromisso com o Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - O sr. foi irônico ao chamá-lo de santo, por exemplo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro Gomes - Eu não fiz isso. Eu disse que para mim ele não é um santo. Ele é um grande líder político, extraordinário. Sou amigo dele desde 1989. E no governo tivemos uma relação extraordinária. É uma pessoa pela qual tenho imenso carinho, admiração, respeito. E daí? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - Se criticá-lo tira votos, então podemos esperar uma campanha em que todos vão poupar Lula? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro Gomes - O Serra que é o capitão da oposição, especialista em câmbio, adora bajular exportador, não fala nada. As contas externas do Brasil se acabando e quem fala sou eu. O Banco Central guiado pela estupidez do tal PIB potencial e quem fala é o Delfim Neto. Então agora estão nesta disputa ridícula de inauguração, se pode inaugurar maquete, anunciar edital. Pelo amor de deus! Ou eu estou ficando muito cego, ou está na hora de sair da política. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - O país está imerso numa cegueira afetado pela alta popularidade de Lula? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro Gomes - Está numa brutal cegueira, mas não pela popularidade, que é um legítimo prêmio a um governante que tem feito muito bem ao país. O problema é da vulgaridade dos políticos e dos seus dispositivos de mídia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folha - A política externa do Brasil está no rumo correto? Pergunto-lhe em função das últimas polêmicas sobre o relacionamento do governo brasileiro com Cuba e Irã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciro Gomes - Estrategicamente o governo brasileiro está muito correto. Somos contra a intervenção em assuntos domésticos, seja de quem for, somos pela solução pacífica dos conflitos, e advogamos uma ordem mundial multipolar. Tudo o que o Lula faz guarda coerência com esses princípios. Nós consideramos que o embargo norte-americano a Cuba --e não é o governo Lula, eu estou falando --é a causa de todos os abusos que hoje ainda temos que assistir em Cuba. O embargo, essa coisa anacrônica, prepotente, e injusta dos americanos, que inacreditavelmente continua com o governo Obama, justifica a atitude defensiva de Cuba. O país está acossado por um inimigo externo iminente, a maior potência do planeta. Eu acho odiento o crime político. Mas, o embargo dá ao governo de Cuba a faculdade de dizer que aquilo não é crime de opinião, mas sabotagem, espionagem, serviço ao inimigo externo. Essa é a questão que tem que ser posta em perspectiva. De qualquer forma, não é o Brasil que vai resolver isso. O Brasil deu asilo ao [Alfredo] Stroessner, no que acho que fez muito bem. Isso tira da moral dessa gente, da direita truculenta, esse papo. Quando foi que a direita brasileira teve qualquer apego aos direitos humanos? Que dia? Em que circunstância internacional ou internacional? Esse papo furado é só para quem não tem memória. E o Irã: deixa os americanos fazerem uma aventura militar no Irã para você ver o que vai acontecer com o planeta. O Irã não é o Iraque. O Brasil não é a favor que o Irã desenvolva artefato nuclear. O Brasil tem uma posição contra armamento nuclear no mundo. Ele não é ingênuo. Queremos que o mundo se desarme.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-7683919599243360671?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/7683919599243360671/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=7683919599243360671' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/7683919599243360671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/7683919599243360671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/03/ciro-gomes-na-folha-de-sao-paulo.html' title='ciro gomes, na folha de são paulo'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-4508933570262325547</id><published>2010-03-10T15:09:00.000-08:00</published><updated>2010-03-10T15:10:29.873-08:00</updated><title type='text'>marcos nobre, folha de sp, 9 de março</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A cota do DEM&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O SENADOR DEMÓSTENES Torres (DEM-GO) resolveu entrar de sola na disputa sobre políticas de reconhecimento nas universidades públicas. Falando contra as chamadas "cotas", disse barbaridades várias. Falou, por exemplo, do escravo como "principal item de exportação da economia africana" até o início do século 20. Discorreu sobre uma pretensa "integração da casa-grande com a senzala, ainda que com dominação", tendo sido a dita "integração", segundo ele, "muito mais consensual do que gostaria o movimento negro".&lt;br /&gt;Entre outros, Elio Gaspari e Luiz Felipe Alencastro, na Folha de domingo último, já mostraram a infâmia de tais afirmações. A questão que fica é: por que o senador decidiu colocar o brucutu na praça neste momento? E a pergunta cabe porque, por incrível que pareça, Demóstenes Torres é o mais próximo de um ideólogo de que dispõe o seu partido.&lt;br /&gt;A resposta mais plausível para essa defesa abrupta e ríspida de teses infames é: porque o DEM está encurralado. A prisão de José Roberto Arruda foi o golpe de misericórdia que diminuiu ainda mais o já exíguo espaço da mais autêntica direita brasileira.&lt;br /&gt;Demóstenes Torres foi o primeiro a pedir a cabeça do ex-governador do DF e de seu vice. Percebeu o desastre que significava a demora de medidas como a expulsão sumária do partido dos principais envolvidos no escândalo.&lt;br /&gt;Teve clareza de que ali se esvaia o último recurso de que tinha lançado mão o DEM para tentar se manter como um partido relevante, o discurso da "eficiência com ética". Algo que fazia o partido recuar às suas origens, ao conservadorismo da velha União Democrática Nacional lá dos anos 1950.&lt;br /&gt;Nem isso mais restou. O ataque de Demóstenes Torres às políticas de reconhecimento é um ato de desespero. É o sintoma mais claro de que o DEM será obrigado a recuar ainda mais. Terá de ir ao mais profundo do conservadorismo social, moralista e nacionalista para tentar manter algo do seu eleitorado.&lt;br /&gt;Terá de tentar a sua sorte nos limites da família, da tradição e da propriedade. No fundo, é a vitória do modelo Kátia Abreu (DEM-TO), senadora que defende de há muito um ruralismo canhestro e reacionário.&lt;br /&gt;Na entrevista a Maria Inês Nassif, do jornal "Valor Econômico", Demóstenes Torres afirmou ainda: "O problema estrutural do Brasil não é o racismo, mas a pobreza". É tocante ver os conservadores descobrirem a pobreza estrutural brasileira, mesmo que tardiamente.&lt;br /&gt;Principalmente porque é essa mesma pobreza que, com título de eleitor na mão, vai lhes tirar os mandatos em 3 de outubro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-4508933570262325547?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/4508933570262325547/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=4508933570262325547' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/4508933570262325547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/4508933570262325547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/03/marcos-nobre-folha-de-sp-9-de-marco.html' title='marcos nobre, folha de sp, 9 de março'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-8267256150332955810</id><published>2010-03-04T09:54:00.000-08:00</published><updated>2010-03-04T09:55:37.104-08:00</updated><title type='text'>nestrovski</title><content type='html'>(da folha de são paulo, hoje)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma orquestra brasileira de São Paulo &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;ARTHUR NESTROVSKI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;Uma orquestra, sobretudo se financiada, em grande medida, por verba pública, pede para ser pensada como um complexo cultural&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POR QUE alguém vai a um concerto? Para se divertir, para relaxar, para se encantar, para se esquecer das questões do mundo. Todas essas são respostas possíveis e legítimas, mas não dão a dimensão do que também pode ser a música: uma forma única de expressão, de natureza ao mesmo tempo afetiva e crítica, capaz de pôr em jogo as mais agudas questões do mundo, de modo intensamente humano.&lt;br /&gt;Essa, pelo menos, tem sido uma das premissas que servem de base para pensar as múltiplas atividades de uma orquestra como a Osesp.&lt;br /&gt;Nenhum conjunto desse porte pode se contentar hoje apenas com a excelência musical dos seus quadros e com a originalidade da programação, por maiores que sejam. Uma orquestra -especialmente se financiada, em grande medida, por verba pública- pede para ser pensada como um complexo cultural, estendendo seu campo de atuação por áreas diversas, que vão da atividade musical, propriamente dita, a ações educativas, publicações, atividades de formação de plateia, gravações. Uma orquestra não está isolada do mundo: está bem no meio da realidade e tem de mobilizar seus meios de responder a ela.&lt;br /&gt;Tudo isso seria verdade para qualquer orquestra, nos mais variados lugares. Mas parece ainda mais verdade para uma orquestra brasileira, que tem sua sede em pleno conturbado centro da maior capital do país. A Osesp é uma orquestra brasileira de São Paulo. Não pode jamais perder essa identidade e deve pesar cada palavra dessas, a cada nova iniciativa.&lt;br /&gt;Não foram poucas, aliás, nesses últimos dois meses e meio, desde que o presidente Fernando Henrique Cardoso, em nome da Fundação Osesp, anunciou o novo modelo de gestão da orquestra, composto por um regente titular (Yan Pascal Tortelier), um diretor-executivo (Marcelo Lopes) e um diretor artístico (eu mesmo). Às vésperas do início da temporada 2010, já há várias novidades que merecem ser mencionadas, no espírito do que foi dito acima.&lt;br /&gt;A começar pelas encomendas: Edu Lobo vai compor um grande frevo para orquestra, que será o bis na turnê europeia, em novembro (por dez cidades, incluindo Viena, Varsóvia, Frankfurt e Madri, com todos os ingressos esgotados). E André Mehmari compôs uma "Fantasia sobre o Hino Nacional Brasileiro", que abrirá a temporada, inaugurando também uma série anual de "fantasias" (a cada ano, a cargo de outro compositor).&lt;br /&gt;Para 2011, entre outras coisas, o Quarteto Osesp fará a estreia de "Quatro Canções" do jovem compositor mineiro Kristoff Silva, e a orquestra deve interpretar obras de autores como Willy Correa de Oliveira e Armando Albuquerque, lado a lado com outros nomes da atualidade, como Arvo Pärt e Thomas Adès, e com todo um rol de autores do passado, de Mozart e Beethoven a Messiaen e Shostakovich.&lt;br /&gt;Ao longo de 2010, a Sala São Paulo abrigará um ciclo de palestras e debates sobre música. Os textos das palestras estarão nos programas impressos e também no site. A ideia é estimular uma reflexão sobre temas musicais no sentido mais amplo, em diálogo com o cenário cultural brasileiro.&lt;br /&gt;O diálogo também se dará de forma mais direta, pela participação de quadros da Osesp em alguns dos eventos mais importantes do calendário. Merecem destaque os concertos da orquestra ao ar livre na Virada Cultural municipal e na estadual. O coro vai à Bienal de Artes, o Quarteto da Academia vai participar do show de abertura da Flip, em Paraty.&lt;br /&gt;Os concertos matinais gratuitos não só terão continuidade como tendem a ganhar mais expressão. E os projetos educativos da Fundação Osesp na Sala São Paulo, envolvendo a orquestra e vários parceiros, atenderão neste ano 75 mil crianças, jovens e professores.&lt;br /&gt;Sinalizando o empenho de pensar a orquestra como campo de convergência de variadas correntes da nossa produção, as capas de disco passam a exibir a arte de fotógrafos brasileiros, e ensaístas e ficcionistas escreverão nos encartes. Para começar: uma foto de Arthur Omar e um texto de Milton Hatoum, enriquecendo a "Floresta Amazônica" de Villa-Lobos.&lt;br /&gt;Esses exemplos bastam para dar uma ideia do que se vem fazendo. A Osesp é uma orquestra brasileira de São Paulo. Ser uma orquestra, hoje, significa algo muito diferente do que já significou, e ser uma orquestra brasileira só agrega complexidades. Ser uma orquestra brasileira de São Paulo, então, exige ainda outras ambições e responsabilidades. Não é menos que isso que nos cabe, nem é menos que isso que se quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;ARTHUR NESTROVSKI , músico e ensaísta, é o diretor artístico da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo). Doutor em literatura e música pela Universidade de Iowa (EUA), foi editor da Publifolha de 1999 a 2009. É autor de, entre outras obras, "Outras Notas Musicais".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-8267256150332955810?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/8267256150332955810/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=8267256150332955810' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/8267256150332955810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/8267256150332955810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/03/nestrovski.html' title='nestrovski'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-7392473387943197133</id><published>2010-02-24T11:56:00.000-08:00</published><updated>2010-02-24T11:57:29.660-08:00</updated><title type='text'>uma dica</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.ejumpcut.org/"&gt;JUMP CUT&lt;br /&gt;a review of contemporary media&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-7392473387943197133?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/7392473387943197133/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=7392473387943197133' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/7392473387943197133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/7392473387943197133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/02/uma-dica.html' title='uma dica'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-3119051278552100170</id><published>2010-02-24T11:48:00.000-08:00</published><updated>2010-02-24T11:52:18.748-08:00</updated><title type='text'>o papa medieval e outros papas</title><content type='html'>&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u698295.shtml"&gt;o papa medieval&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://naogostodeplagio.blogspot.com/"&gt;denise bottmann e o segredo do processo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e da seção &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u695538.shtml"&gt;paroles&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u689409.shtml"&gt;paroles&lt;/a&gt; (com os nossos melhores votos)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-3119051278552100170?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/3119051278552100170/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=3119051278552100170' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/3119051278552100170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/3119051278552100170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/02/o-papa-medieval-e-outros-papas.html' title='o papa medieval e outros papas'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-790959505251870926</id><published>2010-01-22T06:21:00.000-08:00</published><updated>2010-01-22T06:28:54.107-08:00</updated><title type='text'>a cultura, essa cadela</title><content type='html'>republicada pelo canal contemporâneo:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Situação de museus de arte no país é deplorável&lt;/span&gt; por Marcos Augusto Gonçalves, Folha de S. Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matéria de Marcos Augusto Gonçalves originalmente publicada na Ilustrada da Folha de S. Paulo em 14 de janeiro de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para crítico e curador, políticas do Estado brasileiro "refletem estatuto da arte na consciência da elite, que é inexistente"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crítico, Curador e professor de história da arte, Paulo Sergio Duarte cita o abandono do Museu de Brasília como exemplo da indigência das políticas públicas em relação ao setor e diz que o Instituto Brasileiro de Museus é só "um escritório com diretoria e alguns assessores". Ele vê os museus como "instrumentos indispensáveis para qualquer sistema educacional que se preze" e advoga interação entre essas instituições e universidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisador do Centro de Estudos Sociais Aplicados da Universidade Candido Mendes, no Rio, Duarte, foi curador da 5ª Bienal do Mercosul (2005) e do Projeto Rumos Artes Visuais do Itaú Cultural, no ano passado. Ele cobra do governo Lula a definição de prioridades e defende que os museus federais sejam centros de excelência e formação técnica. Quanto às mudanças na Lei Rouanet, propõe tratamento especial para investimentos em aquisição de acervos e infraestrutura de museus -hoje preteridos em favor do patrocínio de exposições temporárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHA - Qual é a situação da rede de museus do país?&lt;br /&gt;PAULO SÉRGIO DUARTE - É preciso lembrar logo que só vamos falar de museu de arte, a cultura em tão elevado estado de condensação que nós não chamamos de cultura, mas de arte. No caso desses museus, a situação é deplorável. Existem ilhas razoáveis que estão longe de dar um bom panorama histórico da arte no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHA - Qual é a responsabilidade do governo nessa situação?&lt;br /&gt;DUARTE - Não é um problema só de governo, este ou passados. A política cultural do Estado reflete o estatuto da arte na consciência da elite brasileira. E esse lugar simplesmente não existe, com raríssimas exceções. Repetindo o que digo há 30 anos: percorrendo, em qualquer uma das duas maiores cidades do país, todos os seus museus, é impossível para um professor dar um curso digno da história da arte do século 20.&lt;br /&gt;Tenho insistido sobre o fato de que neste ano Brasília completa 50 anos. Onde está seu museu de arte? No antigo Clube das Forças Armadas, depois cedido para o Casarão do Samba, e posteriormente transformado no museu de arte. Está lá num prédio interditado, cercado por hotéis de arquitetura pífia. Até aqui, este é o lugar do museu na capital da nação. Eu defendo que se faça um concurso internacional para este museu, como foi feito no Rio para o Museu da Imagem e do Som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHA - Isso é simbólico quanto à importância que o poder público confere à arte?&lt;br /&gt;DUARTE - Isto não acontece por mero acaso no país no qual sobra dinheiro para malas em automóveis e aviões de pastores evangélicos, fraldas de dólares debaixo das calças de cabos eleitorais e até nas meias de deputados. Qual pode ser o estatuto da arte nesse lugar? Como acreditar que a arte é um conhecimento específico, muito importante para compensar os efeitos da indústria cultural, e formar um olhar crítico no cidadão se, na capital do país, é tratada de modo tão lamentável?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHA - Como você vê a atuação do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), criado pelo governo?&lt;br /&gt;DUARTE - Por enquanto, é um escritório com uma diretoria e alguns assessores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHA - Como ele deveria se estruturar?&lt;br /&gt;DUARTE - Os museus são, antes de tudo, equipamentos necessários à formação de cidadania e um instrumento indispensável de qualquer sistema educacional que se preze. Com as tarefas enormes e com o alarme de emergências tocando todo dia, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan, não pode dar a devida prioridade aos museus.&lt;br /&gt;Parodiando Carl von Clausewitz, na sua frase que já se tornou clichê: os museus são importantes demais para ficar nas mãos de museólogos. Os acordos e convênios com universidades e institutos de ensino e pesquisa nas diversas regiões do país poupariam da inchação o quadro de pessoal do Ibram.&lt;br /&gt;Acredito que, para o primeiro mandato do presidente Lula, estava correta a política do Ministério da Cultura de prospecção do campo realizada pelas consultas a câmaras setoriais, reuniões e estímulos à participação. Mas já é tempo de ter focos precisos, prioridades de efeitos multiplicadores. Acima de tudo, as instituições federais têm de ser centros de excelência e de formação técnica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHA - Que prioridades?&lt;br /&gt;DUARTE - Por exemplo, os projetos educativos dos museus devem priorizar a formação de professores e secundariamente se voltar para o cidadão comum. As visitas de turmas de alunos de escolas e colégios devem estar sempre programadas como trabalhos práticos de professores preparados pelos próprios museus em programas de convênios com as secretarias de educação. Os programas educativos para professores devem estar voltados para os docentes de todas as áreas, e não apenas para aqueles de arte e educação artística. Só desse modo fará sentido a divulgação dos números de visitação de alunos; por enquanto servem para a satisfação demagógica e a prestação de contas a departamentos de marketing de patrocinadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHA - Em relação a museus, o que deveria mudar na Lei Rouanet?&lt;br /&gt;DUARTE - Eu considero que deveria haver mais estímulo fiscal aos investimentos em infraestrutura dos museus e aquisição de acervos do que para exposições temporárias. Não se trata de acabar com o estímulo às exposições e sua documentação em catálogos. Mas a aquisição de obras e publicações que exigem longas pesquisas e não estão vinculadas a um evento temporário mereceriam receber tratamento diferenciado. O mais grave, segundo li na Folha [Ilustrada, 24/11/09], é o governo querer disciplinar ou mesmo proibir a remuneração dos profissionais contratados para dirigir museus ou instituições culturais que adquiriram um estatuto autônomo, como organizações sociais. É um estímulo ao pior amadorismo ou a uma péssima elitização das direções das instituições: só ricos, pessoas que não vivem do que fazem, poderão ocupar essa direção, ou funcionários mal remunerados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHA - Que lições devemos tirar do incêndio que destruiu parte importante da obra de Hélio Oiticica?&lt;br /&gt;DUARTE - A primeira lição é que não se deve nunca dispensar uma consultoria de risco indicada por uma boa empresa de seguros para qualquer edificação que for armazenar acervos preciosos. Mais do que isso: uma das cláusulas ao uso das leis de incentivo à cultura para instituições que preservam acervos seria a realização prévia da consultoria e o financiamento, pela própria lei de incentivo, da execução de todas as medidas técnicas que sejam recomendadas.&lt;br /&gt;Acho que quem primeiro deveria dar esse exemplo é o próprio Ministério da Cultura, realizar essa consultoria em cada uma das instituições sob sua responsabilidade. A verdade é que em muitos casos nem as normas estabelecidas pelos Bombeiros são cumpridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHA - Se compararmos arte contemporânea, mercado e instituições do Brasil com arte contemporânea, mercado e instituições de países mais avançados, quais são os principais descompassos?&lt;br /&gt;DUARTE - Temos atualmente uma excelente produção de arte, reconhecida, antes de tudo, por importantes instituições e coleções estrangeiras. Nossas instituições apresentam os mesmos descompassos que existem para outras áreas, a começar pelo sistema educacional: quais são os descompassos que existem entre os sistemas educacionais brasileiro, japonês, alemão, americano, francês e inglês, por exemplo?&lt;br /&gt;Nossas instituições de arte estão para as instituições desses países assim como [estão] nossa educação e nossos serviços de saúde. Quanto ao mercado, me parece que amadureceu muito, nos últimos 20 anos, em São Paulo; se estrutura no Rio e em Belo Horizonte, mas depende exclusivamente de colecionadores particulares. As instituições públicas não têm recursos regulares para aquisições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOLHA - E as doações?&lt;br /&gt;DUARTE - Dou um exemplo. A diretora do Museu Nacional de Belas Artes declarou que recebeu em poucos anos milhares de doações. O número publicado chegava a dezenas de milhares, embora isso possa ter sido um erro tipográfico. Mas, se é verdade, é evidente prova do elevado grau de indigência que conduz a política cultural de artes visuais. Integrar o acervo do Museu Nacional de Belas Artes deve ser privilégio reservado às obras de artistas que constituem um patrimônio do povo brasileiro e cuja fruição vai efetivamente formar o olhar do cidadão no campo da arte.&lt;br /&gt;Visite-se a sala de arte moderna e contemporânea do museu e ver-se-á que, além das inúmeras lacunas, existe quase sempre a inversão de valores: quanto menos importante o artista mais espaço ocupa sua obra. É uma aula completa do que não deve ser feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e duas da folha online. &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u683114.shtml"&gt;numa&lt;/a&gt;, alfredo manevy, encantado com a suprema qualidade estratégica dos seus projetos para o futuro do país, esquece de carimbar e protocolar as 27 vias que a burocracia nacional exige; &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u683129.shtml"&gt;noutra&lt;/a&gt;, o MinC constata como é difícil a vida sem um mercado consumidor consistente de bens culturais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-790959505251870926?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/790959505251870926/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=790959505251870926' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/790959505251870926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/790959505251870926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2010/01/cultura-essa-cadela.html' title='a cultura, essa cadela'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-976961332104841511</id><published>2009-12-15T19:24:00.000-08:00</published><updated>2009-12-15T19:25:47.447-08:00</updated><title type='text'>faroeste caboclo</title><content type='html'>porque não existe melhor expressão para definir o cenário. &lt;br /&gt;entre muitos, &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u667106.shtml"&gt;outro exemplo&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-976961332104841511?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/976961332104841511/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=976961332104841511' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/976961332104841511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/976961332104841511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2009/12/faroeste-caboclo.html' title='faroeste caboclo'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-9074128102871660424</id><published>2009-11-28T17:22:00.000-08:00</published><updated>2009-11-28T17:24:19.181-08:00</updated><title type='text'>o brasil é um país maravilhoso</title><content type='html'>&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u658996.shtml"&gt;dou-lhe uma&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u658942.shtml"&gt;dou-lhe duas&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u659047.shtml"&gt;dou-lhe três&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-9074128102871660424?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/9074128102871660424/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=9074128102871660424' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/9074128102871660424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/9074128102871660424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2009/11/o-brasil-e-um-pais-maravilhoso.html' title='o brasil é um país maravilhoso'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-8803201165465206699</id><published>2009-11-22T19:08:00.001-08:00</published><updated>2009-11-22T19:08:44.658-08:00</updated><title type='text'>pesquisa</title><content type='html'>veiculada pela folha online.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Estudo mostra que apenas 7,5% dos brasileiros compram livros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da Efe, no Rio de Janeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas 7,47% da população brasileira compra livros não didáticos e destinam à literatura o equivalente a 0,05% da renda familiar, segundo um estudo divulgado hoje por editores reunidos no Instituto Pró-Livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pouco orçamento destinado à leitura se reflete em que 60% dos brasileiros nunca abrem um livro e, quem tem o costume, lê 1,3 obra literária ao ano, segundo o estudo, baseado em dados oficiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A taxa de leitura no país aumenta para 4,7 exemplares por ano incluindo as obras pedagógicas e didáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o estudo, 75% dos brasileiros que se consideram leitores afirmou na enquete que sentem prazer na leitura, e o resto admitiu que só lê por obrigação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A média de leitura dos brasileiros é dez vezes inferior à dos Estados Unidos e quase a metade à da Colômbia, país onde é lida uma média de 2,4 livros por ano, segundo as mesmas fontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo indica que, no Brasil, 21 milhões de pessoas são analfabetas, que estão incluídas nos 77 milhões de habitantes considerados não leitores, e 95 milhões leem ativamente, segundo dados de 2007.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-8803201165465206699?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/8803201165465206699/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=8803201165465206699' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/8803201165465206699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/8803201165465206699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2009/11/pesquisa.html' title='pesquisa'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-6254175067027243671</id><published>2009-11-17T13:09:00.000-08:00</published><updated>2009-11-17T13:10:20.398-08:00</updated><title type='text'>o ódio produz maravilhas</title><content type='html'>&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u653706.shtml"&gt;nesse caso&lt;/a&gt;, por exemplo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-6254175067027243671?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/6254175067027243671/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=6254175067027243671' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/6254175067027243671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/6254175067027243671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2009/11/o-odio-produz-maravilhas.html' title='o ódio produz maravilhas'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-6507075451983631121</id><published>2009-11-13T12:18:00.000-08:00</published><updated>2009-11-13T12:19:47.249-08:00</updated><title type='text'>urgente!</title><content type='html'>&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u652081.shtml"&gt;cat stevens só se amarra no concreto&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u651986.shtml"&gt;venezia non c'è più&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;(e &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u651893.shtml"&gt;a groenlândia vai pelo mesmo caminho&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-6507075451983631121?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/6507075451983631121/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=6507075451983631121' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/6507075451983631121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/6507075451983631121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2009/11/urgente.html' title='urgente!'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-1130665887102771297</id><published>2009-11-07T19:01:00.000-08:00</published><updated>2009-11-07T19:04:55.669-08:00</updated><title type='text'>às vésperas do aniversário de 20 anos da queda</title><content type='html'>&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u646899.shtml"&gt;ele tem experiência no assunto&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e, como eles mesmos gostam de dizer, &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u646870.shtml"&gt;non c'è più religione&lt;/a&gt;!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-1130665887102771297?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/1130665887102771297/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=1130665887102771297' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/1130665887102771297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/1130665887102771297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2009/11/as-vesperas-do-aniversario-de-20-anos.html' title='às vésperas do aniversário de 20 anos da queda'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-2056342914330597160</id><published>2009-10-22T14:43:00.000-07:00</published><updated>2009-10-22T14:50:52.887-07:00</updated><title type='text'>22 de outubro</title><content type='html'>A guerra do Rio é uma metáfora cavilosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELIO GASPARI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma cidade não pode ser transformada num cenário de prorrogação de um filme&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O RIO GANHOU um novo problema, a blindagem dos helicópteros da polícia. (E por que só os da polícia?) Os três jovens mortos na entrada do morro dos Macacos são uma nota de pé de página. Três dias de desordens nas estações da Supervia já são coisa do passado. De uma hora para outra, o carioca sente-se num cenário de "Tropa de Elite".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, ele parou de caminhar pelas ruas do bairro depois do jantar. Um país com a taxa de fecundidade de 6,3 filhos por casal não podia ir para a frente. Depois, faz tempo, surgiram as grades nos jardins do recuo dos edifícios. Do Leblon ao Leme há algo como 10 mil metros de calçadas gradeadas, mas não poderia ser diferente: nessa época a população favelada do Rio dobrara de 335 mil pessoas para 722 mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso acontecia numa cidade em que, até 1983, pareceu irrelevante o fato de os ônibus não passarem pelo túnel Rebouças, inaugurado em 1966. Parecia natural que a choldra da zona norte não tivesse acesso fácil a Copacabana e Ipanema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na virada do século foi preciso blindar o carro. Pensando bem, era uma impropriedade estatística. A taxa de fecundidade das brasileiras caíra para 2,9 filhos por casal. Estavam nascendo menos pobres, portanto, não fazia sentido que a população favelada chegasse a 722 mil almas, quase 15% da população da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos perigos e transtornos impostos ao carioca somou-se a cenografia de uma guerra. A crise da segurança pública do Rio não é uma guerra. Pode ser pior, mas não é guerra. Os quatro anos da ocupação alemã em Paris foram menos cruentos que quaisquer quatro anos do Rio, desde 1980. A ideia de uma guerra pressupõe um inimigo perfeitamente identificado e a disposição de se utilizar todas as forças disponíveis para submetê-lo. Guerra pressupõe tentar devolver o Vietnã do Norte à Idade da Pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há guerra no Rio, o que há é uma metáfora de conveniência. Ela cria o cenário da emergência, mas não pode dar o passo seguinte, que seria o reconhecimento de que uma parte da cidade está em guerra com outra, como aconteceu na Argélia, ou na África do Sul da fase mais agressiva do "apartheid".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse passo não é dado porque, apesar dos surtos demofóbicos, a sociedade brasileira nunca se associou a um projeto desse tipo. Colocando a coisa de outro modo: o pedaço da sociedade que seria capaz de apoiar uma política de violência segregacionista levando-a a consequências extremas, ainda não tem coragem para vocalizar suas propostas e não haverá de tê-la nos próximos anos. Pensar que essa linha de pensamento não existe é colocar a ingenuidade a serviço das boas maneiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A metáfora da guerra não define o inimigo mas, cavilosamente, deixa-o subentendido. Ele está na favela ("fábrica de marginais", na definição do governador Sérgio Cabral). Essa guerra sem inimigo produz cenários, cenas de batalha, vítimas e juras de vingança, nada mais. Tudo fica parecido com "Tropa de Elite". Uma metáfora pode sustentar um filme, mas não resolve as questões da segurança de uma cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o clima de guerra sair da agenda do Rio, não há qualquer garantia de que as coisas melhorem, mas pelo menos será retirada a cortina de fantasia que mascara políticas públicas fracassadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da folha de são paulo do dia 21 de outubro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u641553.shtml"&gt;aqui&lt;/a&gt;, a mesma história outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e é sempre instrutivo ler &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u641276.shtml"&gt;a entrevista com lula feita pelo kennedy alencar&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-2056342914330597160?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/2056342914330597160/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=2056342914330597160' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/2056342914330597160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/2056342914330597160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2009/10/22-de-outubro.html' title='22 de outubro'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-8610944246476344</id><published>2009-10-07T19:52:00.001-07:00</published><updated>2009-10-07T19:52:54.938-07:00</updated><title type='text'>a terra</title><content type='html'>&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u635000.shtml"&gt;é sempre bom quando alguém põe o pau na mesa&lt;/a&gt; (com todo respeito).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-8610944246476344?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/8610944246476344/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=8610944246476344' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/8610944246476344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/8610944246476344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2009/10/terra.html' title='a terra'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-513723963864424964</id><published>2009-08-25T09:11:00.000-07:00</published><updated>2009-08-25T09:12:39.256-07:00</updated><title type='text'>os homens de antigamente e outras histórias</title><content type='html'>aloísio mercadante é um homem contemporâneo a eu e você, e está ultrapassado. e não é um homem como john dilinger, o velho ladrão de bancos que virou personagem de michael mann, morreu na década de 30, e é um modelo bem eficiente pras nossas estradas atuais. talvez, precocemente, não se faça mais homens como dilinger – ou talvez michael mann apresente um dilinger resumido, perfeito, o que é provável e no entanto não diminui a força clarividente do dilinger histórico. e, comparado a isso, mercadante sobra, sempre vez menor. o pequeno senador mais votado do país erra a cada movimento, porque ficou de fora na peleja entre os técnicos e os políticos, as duas forças que compõem um partido [uns criam projetos e garantem que eles funcionem depois. outros se ocupam mais ou menos de vendê-los como fundamentais a quem lhes paga o salário. por isso, tão importante quanto avaliar a carga simbólica de um candidato a cargo eletivo (marina silva, digamos), é bom saber com quem o símbolo anda – e nesse sentido, por exemplo, obama pode ser uma decepção. os quadros técnicos, de onde saiu o atual ministro da educação brasileiro, às vezes surpreendem em cargos políticos – noutras, torcem para retornar ao seu ostracismo laboral; geralmente são mais fiéis que os quadros políticos, pois não precisam da platéia para fazer seu trabalho.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e o john dilinger filmado por mann – que não difere muito, no essencial, do dilinger histórico – é a síntese ideal entre senso de imagem e eficiência técnica. num tempo de símbolos fortes, com os quais compartilhou o ofício de ladrão de bancos, soube se destacar e superá-los pela lucidez sobre sua imagem, sem descuidar da hora do assalto, quando em cada detalhe era fiel aos seus princípios – dos níqueis ao casaco. e o mercadante, que não foi ministro, não se elegeu ao executivo paulista e agora debate-se em dilemas senatoriais, não tem nada disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;pv&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e marina, diz-se, vai ganhar do sirkis a chance de refundar o pv. e qual vai ser a primeira medida? expulsar o sirkis?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-513723963864424964?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/513723963864424964/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=513723963864424964' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/513723963864424964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/513723963864424964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2009/08/os-homens-de-antigamente-e-outras.html' title='os homens de antigamente e outras histórias'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-8681297341619419752</id><published>2009-08-18T14:16:00.000-07:00</published><updated>2009-08-18T14:17:05.104-07:00</updated><title type='text'>o nascimento de uma nação</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/7Dt1IDQ8ZSU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/7Dt1IDQ8ZSU&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-8681297341619419752?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/8681297341619419752/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=8681297341619419752' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/8681297341619419752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/8681297341619419752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2009/08/o-nascimento-de-uma-nacao.html' title='o nascimento de uma nação'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-8675031852137997347</id><published>2009-06-10T19:54:00.001-07:00</published><updated>2009-06-10T19:54:49.809-07:00</updated><title type='text'>the stanford prison experiment</title><content type='html'>&lt;embed id="VideoPlayback" src="http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=-22650799994423481&amp;hl=pt-BR&amp;fs=true" style="width:400px;height:326px" allowFullScreen="true" allowScriptAccess="always" type="application/x-shockwave-flash"&gt; &lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um vídeo instrutivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-8675031852137997347?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/8675031852137997347/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=8675031852137997347' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/8675031852137997347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/8675031852137997347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2009/06/stanford-prison-experiment.html' title='the stanford prison experiment'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-572056209792675363</id><published>2009-06-08T10:37:00.000-07:00</published><updated>2009-06-08T10:39:04.674-07:00</updated><title type='text'>acerto</title><content type='html'>josé padilha finalmente assumiu seu verdadeiro dom: &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u578035.shtml"&gt;filmar videogames&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-572056209792675363?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/572056209792675363/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=572056209792675363' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/572056209792675363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/572056209792675363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2009/06/acerto.html' title='acerto'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-6314534295948850033</id><published>2009-06-07T18:47:00.000-07:00</published><updated>2009-06-22T08:39:14.907-07:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>a coluna de hélio schwartsman na folha há alguns dias já foi comentada aqui. ele falava de estatísticas e outros assuntos, fazendo um patê de feijoada e cajuzinho.  a feijoada cheirava mal, e hoje, na mesma folha, em uma entrevista, descobrimos o motivo. diz-se que é mais seguro andar de avião que de carro, com base em estatísticas. mas obviamente nunca se divulga em quê elas se baseam. pois é na razão passageiro-quilômetro. então, como aviões andam muito mais quilômetros do que carros, parece que a estatística serve, que seu resultado é válido -- mas obviamente não é. &lt;br /&gt;não se leva em conta por exemplo que a quantidade de pessoas que dirige carros é muito maior que a de pessoas que dirige avião, ou que anda-se muito mais de carro que de avião -- a primeira seria uma razão baseada na quantidade/perícia dos pilotos, a segunda na exposição dos passageiros de carros e aviões ao risco. é mais uma vez o jornalismo estatístico da folha de são paulo se desmanchando a olhos vistos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a utilidade dos números depende da maneira como são interpretados, disse em algum momento andré gorz. pois é preciso saber também como são construídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.&lt;br /&gt;"A introdução ao vegetarianismo, aliás, foi repentina, depois do show para um rei propriamente dito -- Hassan, do Marrocos, há dez anos. "QUando acabou, me ofereceram uma espécie de banquete. E eu vi tanto bicho inteiro, tudo assado naqueles pratos... Me deu uma crise existencial.""&lt;br /&gt;2.&lt;br /&gt;"Das entrevistadas pela coluna, a carnívora Helô Pinheiro, 60, é quem diz levar a malhação mais a sério. Vai à academia todos os dias para fazer aulas de dança, musculação e alongamento para manter a silhueta de Garota de Ipanema. "Infelizmente, esse título de garota me deixa um pouquinho ressabiada. Eu não gosto de ser chamada de garota. Gosto de ser chamada de musa inspiradora."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(da coluna da mônica bergamo de hoje.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;crise existencial. certo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-6314534295948850033?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/6314534295948850033/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=6314534295948850033' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/6314534295948850033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/6314534295948850033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2009/06/blog-post.html' title='...'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-4861822060838454028</id><published>2009-06-05T06:02:00.000-07:00</published><updated>2009-06-05T06:04:26.127-07:00</updated><title type='text'>i romani sono tutti scemi</title><content type='html'>&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u576848.shtml"&gt;Chefe da máfia italiana é mandado para casa por sofrer de depressão na cadeia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da bbc brasil veiculado pela folha online.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-4861822060838454028?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/4861822060838454028/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=4861822060838454028' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/4861822060838454028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/4861822060838454028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2009/06/i-romani-sono-tutti-scemi.html' title='i romani sono tutti scemi'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-1428176470309194514</id><published>2009-06-03T11:15:00.000-07:00</published><updated>2009-06-03T11:22:14.323-07:00</updated><title type='text'>aviões</title><content type='html'>da queda de mais um avião pode se observar ao menos uma coisa importante e uma coisa curiosa. a primeira é o fato de a &lt;span style="font-style:italic;"&gt;síndrome de caetano veloso&lt;/span&gt;, quando o sujeito se presta a falar com pose de propriedade sobre mais de três assuntos, é contagiosa, e já atingiu helio schwartzman. a segunda é a cômica indecisão dos jornalistas entre verbos no presente e no passado, vista na folha de são paulo de ontem, ao se referir às óbvias vítimas do acidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e se lula for mesmo convidado ao banco mundial, como se noticiou hoje, vai ter alguém na rua maranhão dando piruetas de inveja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-1428176470309194514?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/1428176470309194514/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=1428176470309194514' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/1428176470309194514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/1428176470309194514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2009/06/avioes.html' title='aviões'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-5897596833758335563</id><published>2009-06-03T11:10:00.000-07:00</published><updated>2009-06-03T11:14:52.801-07:00</updated><title type='text'>parte 2</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/sPKlOJiUA5o&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/sPKlOJiUA5o&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;segundo bloco do vídeo abaixo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-5897596833758335563?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/5897596833758335563/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=5897596833758335563' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/5897596833758335563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/5897596833758335563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2009/06/parte-2.html' title='parte 2'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-4933292390625440576</id><published>2009-04-03T06:40:00.000-07:00</published><updated>2009-04-06T20:08:44.014-07:00</updated><title type='text'>um vídeo</title><content type='html'>vídeo feito a partir do áudio de uma apresentação radiofônica de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;hamletmachine&lt;/span&gt;, texto teatral do alemão heiner müller. &lt;br /&gt;as imagens são de vídeos baixados do youtube; os governos de centro-esquerda do brasil dos últimos quinze anos vivem o drama de hamlet, príncipe deserdado pelo golpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_pWGxO93MVA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/_pWGxO93MVA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-4933292390625440576?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/4933292390625440576/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=4933292390625440576' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/4933292390625440576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/4933292390625440576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2009/04/um-video.html' title='um vídeo'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-4038067634499710342</id><published>2009-03-28T08:49:00.000-07:00</published><updated>2009-03-28T09:07:18.708-07:00</updated><title type='text'>sábado</title><content type='html'>o ex-prefeito da cidade que moravia chamou mui adequadamente de balneário, cesar maia, agora honrado com coluna na folha de são paulo, traveste-se de comentarista político-folião palpitando sobre carnavais: seu texto de hoje apresenta as idéias e opiniões de um psicólogo social norteamericano sobre os conflitos eleitorais entre os partidos democrata e republicano. maia, com a convicção de técnico de futebol de botequim, fala dos erros da agremiação democrata, contando quantos rolos de serpentina e quantas braças de confete faltaram ser jogadas para a vitória dos demos americanos ser mais completa. como um ebenezer scrooge carioca, sentado na arquibancada, maia é assombrado pelo espírito dos carnavais passados, e espera que os outros espíritos venham livrá-lo da sua avareza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o assombro convulsional-jornalístico com os vínculos econômicos e familiares entre ministros do TCU, doadores de campanha, empresários, políticos e que tais, em que vivem os principais jornais do país poderia ser atenuado, livrando da aflição tantas boas almas, com um pouco de maturidade editorial e conhecimento bibliográfico. para o primeiro ponto, infelizmente, só resta esperar; para o segundo, um bom começo seria ler raymundo faoro; as pouparia, às pobres boas almas, do susto quando mais uma conciliação surgir na avenida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-4038067634499710342?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/4038067634499710342/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=4038067634499710342' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/4038067634499710342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/4038067634499710342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2009/03/sabado.html' title='sábado'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-3777043358080250002</id><published>2009-03-13T06:24:00.000-07:00</published><updated>2009-03-13T06:29:52.504-07:00</updated><title type='text'>o grande pai</title><content type='html'>quando da eleição do grande sarney, que gosta de brincar de estadista, para a presidência do senado, ideli salvatti reclamou do tamanho do pmdb no governo. anteontem, na folha de sp, saiu publicada a declaração de um deputado do psdb dizendo que o partido estava se "pmdbizando" demais, abandonando a construção de seu projeto para o país em troca do poder pequeno.&lt;br /&gt;na contramão da pmdbização do país, o escritor fernando morais, notório pmdbista, trocou a editora planeta pela companhia das letras. ainda há esperanças!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-3777043358080250002?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/3777043358080250002/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=3777043358080250002' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/3777043358080250002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/3777043358080250002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2009/03/o-grande-pai.html' title='o grande pai'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-7649449083692743287</id><published>2009-01-07T06:07:00.000-08:00</published><updated>2009-01-07T06:12:41.860-08:00</updated><title type='text'>placar</title><content type='html'>&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u487206.shtml"&gt;poooonto para o sarkozy&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;(que pelo visto quer virar o futuro tony blair)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-7649449083692743287?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/7649449083692743287/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=7649449083692743287' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/7649449083692743287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/7649449083692743287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2009/01/placar.html' title='placar'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-5395876819519869695</id><published>2008-12-22T11:39:00.000-08:00</published><updated>2008-12-22T11:42:01.700-08:00</updated><title type='text'>literária</title><content type='html'>são poucas as pessoas ultimamente que lêem literatura. dessas, uma menor quantidade se preocupa com assuntos literários, e, no subgrupo dos preocupados, uma parcela menor se ocupa com a crítica – literária, por certo. e eis que, graças ao dinheiro do banco itaú, no centro cultural que repete seu nome e preserva sua marca, estivemos, na semana passada, assistindo a uma série de palestras na qual se discutia, grosso modo, os limites da crítica literária – e o prazer da falta de limites. no primeiro dia, o popstar uspiano zé miguel wisnik e um professor-escritor-crítico argentino fizeram bonito; no segundo, os medalhões flora sussekind e silviano santiago fizeram feio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;silviano falou primeiro, lendo; pediu desculpas por ler e por estar nervoso; fez um elogio da crítica que ultrapassa seu velho-estado-de-crítica, como a que ele mesmo exercita. dona flora falou depois; pediu desculpas por estar ligeiramente desatualizada quanto ao tema do encontro – que, sendo essencialmente o mesmo, tivera seus termos mudados pelo organizador, samuel titan jr. e fez uma leitura, ou quase isso, entre gagueiras. praticamente incompreensível em sua introdução (mais porque a gagueira confundia a atenção do que pelo hermetismo do raciocínio), dona flora se clarificou no desenrolar da coisa, apesar de estar ainda bastante nervosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e, na conversa entre ela, dona flora, e seus dois maridos, o mediador lourival holanda e o já referido silviano, com participação parca do público, a ilustríssima saiu-se de mal a pior. leviana, irresponsável, foi simplista quanto ao conhecimento da crítica atual, quanto ao valor dos leitores, da internet, dos jornais e do cenário artístico. além de ignorar deliberadamente o mundo virtual, se recusa a explorá-lo, e nisso recusa uma nova – porque diferente, não necessariamente melhor – postura enquanto leitora, de quem encontra as colunas quebradas do cânone e se dispõe a pesquisar nos seus cacos um pedaço de vértebra, uma voluta, que recomponha alguma noção de clareza. lamenta o cenário atual, repleto de panelas diversas, que silviano lembrou ser como sempre, e se constituiu com isso como paneleira-mor das viúvas de uma fantasia de cenário cultural, idílica e falsa, onde no presente dos eventos reconhecia-se (supostamente) o que era joio e o que era trigo – esse paraíso de sapiência que, quando existiu, durou muito pouco e nem sempre foi bom: a construção de um gosto, como qualquer obra da história dos homens, precisa de revisões periódicas. reclamou dos “leitores de má vontade” (expressão de zé paulo paes), aqueles que, como ela mesma, têm preguiça de averiguar e testar os textos que encontram, reclamando de tudo (a expressão é dela) ou de nada. e foi perniciosa em seu desleixo em reconhecer que na internet, existem críticas de qualidade, articuladas e duradouras – conceitual e cronologicamente (para quem duvida, www.revistacinetica.com.br, como exemplo). uma fala recheada de nãos anacrônicos e tolos. talvez nem tão surpreendentes, vindos do projeto de dama de ferro da ufrj.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-5395876819519869695?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/5395876819519869695/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=5395876819519869695' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/5395876819519869695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/5395876819519869695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2008/12/literria.html' title='literária'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-3030564372323741810</id><published>2008-12-22T10:13:00.000-08:00</published><updated>2008-12-22T10:20:06.996-08:00</updated><title type='text'>procura-se</title><content type='html'>divergências da folha online:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;às 11:44&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u482304.shtml"&gt;Desemprego cai ao menor nível em dez anos em novembro, diz Dieese/Seade&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e às 15:11&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u482393.shtml"&gt;Mercado de trabalho perde mais de 40 mil vagas em novembro, diz Caged&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sinal de que lá precisma de um bom editor, que evite esse tipo de situação - ou de um hábil articulista, que a explique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[porque, como dizia caetano, na época em que caetano dizia alguma coisa, se eles forem em política como são em jornalismo, estamos feitos]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-3030564372323741810?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/3030564372323741810/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=3030564372323741810' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/3030564372323741810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/3030564372323741810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2008/12/procura-se.html' title='procura-se'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-3360202698173278344</id><published>2008-12-16T11:55:00.000-08:00</published><updated>2008-12-16T11:56:05.546-08:00</updated><title type='text'>seleções</title><content type='html'>o melhor de uma terça-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u479902.shtml"&gt;.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u479890.shtml"&gt;..&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-3360202698173278344?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/3360202698173278344/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=3360202698173278344' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/3360202698173278344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/3360202698173278344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2008/12/selees.html' title='seleções'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-1492255971562554173</id><published>2008-12-12T08:07:00.000-08:00</published><updated>2008-12-12T08:12:54.850-08:00</updated><title type='text'>semelhanças</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_u_sVjhAq3Ec/SUKNfK-J01I/AAAAAAAAAEk/bCnobF6dp34/s1600-h/wed-speech_95666a--+reuters.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 295px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_u_sVjhAq3Ec/SUKNfK-J01I/AAAAAAAAAEk/bCnobF6dp34/s400/wed-speech_95666a--+reuters.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278937279892149074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.independent.co.uk/news/world/africa/cholera-does-not-exist-in-zimbabwe-says-mugabe-1062903.html"&gt;o desvario de mugabe&lt;/a&gt; está levando-o a ficar cada vez mais parecido com idi amin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e bush, quem diria, está cada vez mais parecido com a rainha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-1492255971562554173?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/1492255971562554173/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=1492255971562554173' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/1492255971562554173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/1492255971562554173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2008/12/semelhanas.html' title='semelhanças'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image 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src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-106953809483510697?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/106953809483510697/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=106953809483510697' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/106953809483510697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/106953809483510697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2008/12/canal-contemporneo.html' title='canal contemporâneo'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-944578949513743040</id><published>2008-12-11T08:15:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T08:16:45.132-08:00</updated><title type='text'>rupert murdoch para iniciantes</title><content type='html'>texto publicado na folha de são paulo, ontem, 10 de dezembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RUPERT MURDOCH&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futuro dos jornais: avançando além das árvores mortas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia a íntegra da palestra do magnata australiano sobre o que espera para o jornalismo impresso nos próximos anos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUERO falar com vocês sobre um tema que sempre abala certos jornalistas: o futuro dos jornais. É um tema cuja relevância vai muito além da coleção febril, às vezes insegura de egos que é a categoria dos jornalistas.&lt;br /&gt;Um número grande demais de jornalistas parece sentir prazer perverso em ruminar sobre seu fim iminente. Conheço setores econômicos que estão enfrentando concorrência nova e difícil da internet: bancos, varejistas, companhias telefônicas e assim por diante. Mas esses setores também enxergam a internet como uma oportunidade extraordinária. Entre nossos amigos jornalistas, porém, há alguns cínicos enganados que estão ocupados demais redigindo seus próprios obituários para se permitirem sentir-se instigados com a oportunidade.&lt;br /&gt;A autocomiseração nunca é algo bonito de se ver. E às vezes ela começa já nas escolas de jornalismo -algumas das quais estão perpetuando o pessimismo dos líderes de sua tribo. Mas eu tenho uma visão muito diferente.&lt;br /&gt;Diferentemente dos que vislumbram o fim do mundo, eu acredito que os jornais vão alcançar novas alturas. No século 21, as pessoas estão mais sedentas por informação do que jamais estiveram. E elas têm mais fontes de informação do que jamais tiveram.&lt;br /&gt;Entre essas muitas vozes diversas e que competem entre si, os leitores querem aquilo que sempre quiseram: uma fonte na qual podem confiar. Foi sempre esse o papel dos grandes jornais no passado. E esse papel fará os jornais serem grandes no futuro.&lt;br /&gt;Quando se discute o futuro com jornalistas, constata-se que um número grande demais deles pensa que nosso negócio é apenas o dos jornais físicos. Eu gosto da aparência e da sensação do jornal em papel tanto quanto qualquer pessoa. Mas nosso negócio não é imprimir sobre árvores mortas. É oferecer a nossos leitores ótimo jornalismo e ótimo julgamento.&lt;br /&gt;É verdade que nas próximas décadas as versões impressas de alguns jornais vão perder circulação. Mas, se os jornais derem aos leitores informações confiáveis, veremos ganhos na circulação -em nossos sites, em nossos feeds de RSS, em e-mails transmitindo notícias e anúncios customizados, nas notícias enviadas a celulares.&lt;br /&gt;Em suma, estamos passando dos jornais publicados em papel para os jornais como marcas. Durante toda a minha vida profissional, sempre acreditei que existe valor social e comercial na transmissão de notícias e informações precisas de maneira barata e pontual. Neste século que temos pela frente, a forma de transmissão pode mudar, mas o público potencial de nosso conteúdo pode multiplicar-se muitas vezes.&lt;br /&gt;O setor dos jornais tem significado muito pessoal para mim. Eles estão no cerne de meus negócios há mais de meio século. Se sou cético em relação aos pessimistas hoje, a razão é simples: já ouvi seus prognósticos mal-humorados muitas vezes.&lt;br /&gt;Os desafios são reais. É provável que nunca chegue a existir um escritório sem papel, mas os jovens estão começando a abolir o papel em suas casas. Fontes de renda tradicionais -como os classificados- estão secando, impondo pressões ao modelo econômico. E os jornalistas enfrentam nova concorrência de fontes alternativas de notícias e informação.&lt;br /&gt;Assim, temos um fluxo constante de artigos como a capa da "The Economist" declarando que "os jornais são uma espécie em perigo de extinção". Isso é bastante irônico, vindo de uma revista bem-sucedida e em expansão que gosta de se descrever como "jornal".&lt;br /&gt;Meu resumo do modo como algumas das mídias estabelecidos vêm reagindo à internet é o seguinte: não são os jornais que podem ficar obsoletos. São alguns dos editores, repórteres e proprietários de jornais que estão se esquecendo do bem mais precioso de um jornal: o vínculo com seus leitores.&lt;br /&gt;Quando eu era adolescente, essa foi uma lição-chave que meu pai me ensinou. Se você fosse proprietário do jornal, o melhor que poderia fazer seria contratar editores que cuidassem dos interesses de seus leitores -e dar a esses leitores reportagens honestas sobre as questões que mais os preocupavam. Em troca, você receberia confiança e lealdade que poderia levar ao banco.&lt;br /&gt;Ao longo de muitas décadas trabalhando com jornais, tive o privilégio de assistir à história sendo escrita e impressa quase todas as noites. Hoje eu gostaria de falar sobre o que essas experiências me ensinaram -e porque elas me dão confiança no futuro.&lt;br /&gt;Minha intenção é usar minha experiência para iluminar a maneira como precisamos reagir aos dois desafios mais graves com que os jornais se confrontam hoje. O primeiro é a concorrência vinda das novas tecnologias -especialmente da internet.&lt;br /&gt;O desafio mais sério é a complacência e condescendência que grassam no coração de algumas Redações. A complacência se deve ao fato de terem gozado um monopólio -e agora se verem tendo que competir por um público que elas antes davam como garantido.&lt;br /&gt;A condescendência que muitos jornais manifestam em relação a seus leitores é um problema ainda maior. Não é preciso ser nenhum gênio para observar que, se você trata seus clientes com desdém, terá dificuldade em conseguir que eles comprem seu produto. Os jornais não constituem exceção a essa regra.&lt;br /&gt;Eu me tornei editor e proprietário muito antes do que planejara. Aconteceu quando meu pai morreu, e eu fui chamado de volta de Oxford. Foi assim que me vi proprietário de um jornal aos 22 anos. Eu era tão jovem e tão novato no negócio que, quando cheguei ao jornal de carro no primeiro dia, o encarregado do estacionamento me repreendeu: "Ei, filho, você não pode estacionar aqui".&lt;br /&gt;Aquele jornal era o "The Adelaide News". Sua Redação era um lugar barulhento. Mas era um barulho que tinha um objetivo. O som das vozes e das máquinas de escrever chegava a um crescendo nos minutos antes do horário de fechamento, que era esticado para além do ponto de ruptura por repórteres ousados, determinados a conseguir as versões mais frescas de uma reportagem.&lt;br /&gt;Aquela música de pano de fundo criava uma urgência própria. Quando as máquinas começavam a rodar, todo o mundo no prédio sentia o estrondo. E, quando as máquinas começavam a rodar com atraso, os jornalistas me ouviam rugir.&lt;br /&gt;Quando assumi a direção do "News", o "Adelaide Advertiser" era o jornal dominante na cidade. Seus donos tentaram convencer minha mãe a vender o jornal a eles. Enviaram a ela uma carta dizendo, basicamente, que, se ela não aceitasse a oferta, eles tirariam o "News" de circulação. Respondemos imprimindo a carta deles na primeira página do "News".&lt;br /&gt;O resultado foi uma boa e velha guerra entre jornais. Ela teve um custo alto. Mas me ensinou que, com bons editores e leitores fiéis, é possível desafiar rivais mais consolidados e bem financiados -e vencer. E foi o que fizemos.&lt;br /&gt;Dez anos mais tarde surgiu uma nova prova: criar o primeiro jornal nacional da Austrália. Hoje isso pode não soar como grande coisa. Mas foi uma grande coisa nos anos 1960, quando o país mal era interligado por linhas telefônicas. Nosso plano era começar um jornal em Canberra, fortalecê-lo e então levá-lo ao nível nacional.&lt;br /&gt;Como se os desafios tecnológicos já não fossem suficientemente grandes, nossos concorrentes tomaram conhecimento de nossos planos. Assim que isso aconteceu, eles transformaram o jornal existente, -"The Canberra Times"- num jornal bastante impressionante em formato grande. Com isso, esperavam abocanhar leitores e anunciantes antes de nós conseguirmos sequer decolar. Só havia uma maneira de reagir: teríamos que partir para o âmbito nacional quase dois anos antes do programado.&lt;br /&gt;Hoje, é claro, até mesmo o menor jornal australiano tem uma página na web que você pode acessar de qualquer lugar, de Cairns a Caracas. Naquela época, porém, nem tínhamos comunicações confiáveis por fax. Em lugar disso, tínhamos que levar as chapas de impressão de Canberra a gráficas em outras partes do país, de avião -geralmente tarde da noite. Para isso, chegamos a fundar nossa própria linha aérea.&lt;br /&gt;Era tudo muito complexo, e, é claro, as coisas nem sempre saíam conforme o planejado.&lt;br /&gt;Mas também era altamente instigante. O resultado foi que levamos um produto melhor a leitores em toda a Austrália e ajudamos a transformar o jornalismo australiano.&lt;br /&gt;Tudo isso serviu de preparo para nossa próxima grande luta: a abertura de nossa gráfica em Wapping, na Inglaterra.&lt;br /&gt;Para aqueles que são jovens demais para se lembrar daquela época difícil, permitam que eu lhes dê um pouco de perspectiva. Em meados da década de 1980, os jornais britânicos eram comandados basicamente por seus sindicatos, que resistiam a qualquer mudança para melhor.&lt;br /&gt;Não eram sindicatos que operavam em prol da classe trabalhadora -eles atuavam num conluio fechado e corrupto. Alguns dos nomes que recebiam contracheques nem sequer existiam. Nossa folha de pagamento mostrava que cheques estavam sendo enviados a pessoas como M. Mouse e D. Duck -nenhum dos quais pagava imposto de renda.&lt;br /&gt;Em uma época na qual as novas tecnologias de impressão tornavam jornais em todo o mundo mais eficientes, os jornais no Reino Unido eram obrigados a usar uma tecnologia que não mudara muito desde a Bíblia de Gutenberg. Os custos estavam acabando com centenas de empregos e aleijando o que é hoje o mais vibrante mercado de jornais no mundo.&lt;br /&gt;Isso não seria sustentável no longo prazo. O colunista Bernard Levin descreveu Fleet Street (os jornais britânicos) como "condições que combinam um esquema criminoso de proteção com um hospício".&lt;br /&gt;Decidimos mudar isso. Compramos as máquinas de impressão mais modernas que havia, as instalamos num centro em Wapping e contratamos boas pessoas para operá-las.&lt;br /&gt;No fim, custou caro. Houve violência terrível, especialmente contra a polícia. Os trabalhadores que optaram por nos combater imaginavam que a direção da empresa acabaria cedendo, como haviam feito tantas outras no passado. Durante algumas semanas, ficamos debaixo de um cerco montado por pessoas determinadas a danificar nossas máquinas, prejudicar nosso pessoal e acabar com nosso negócio.&lt;br /&gt;Mas tínhamos feito um bom planejamento e acabamos prevalecendo. Nossa vitória ajudou a tornar todos os jornais britânicos mais lucrativos. Isso significava salários melhores e um futuro mais promissor para seus funcionários.&lt;br /&gt;Hoje o desafio que enfrentamos é diferente. Sob alguns aspectos, é um ataque direto a nosso julgamento.&lt;br /&gt;Antigamente um punhado de editores podia decidir o que era notícia e o que não era. Eles agiam como uma espécie de semideuses. Se eles publicassem uma história, ela virava notícia.&lt;br /&gt;Se ignorassem o fato, era como se nunca tivesse acontecido.&lt;br /&gt;Hoje os editores estão perdendo esse poder. A internet dá acesso a milhares de novas fontes que cobrem coisas que um editor poderia deixar passar. Se você não se satisfaz com isso, pode começar seu próprio blog, cobrindo e comentando as notícias você mesmo.&lt;br /&gt;Os jornalistas gostam de enxergar-se como guardiões, mas eles nem sempre reagem bem quando o público lhes cobra responsabilidade.&lt;br /&gt;Quando Dan Rather veiculou sua reportagem no "60 Minutes", da CBS, sugerindo que o presidente George W. Bush teria se esquivado de prestar serviço militar quando esteve na Guarda Nacional, blogueiros rapidamente expuseram a natureza dúbia de seus documentos e fontes&lt;br /&gt;. Longe de festejar esse jornalismo cidadão, o establishment da mídia se pôs na defensiva.&lt;br /&gt;Um executivo da CBS foi à Fox News atacar os blogueiros, numa declaração que ficará gravada nos anais da arrogância.&lt;br /&gt;"O "60 Minutes'", disse ele, era uma organização profissional com "camadas múltiplas de verificações e contrapesos".&lt;br /&gt;Contrastando com isso, ele descreveu o blogueiro como "um sujeito escrevendo de pijama na sala de sua casa". Mas, no final, foram os sujeitos escrevendo de pijama que obrigaram Dan Rather e seu produtor a pedir demissão.&lt;br /&gt;Rather e seus defensores não estão sós. Um estudo americano recente constatou que muitos editores e repórteres simplesmente não confiam que seus leitores tomem boas decisões. É uma maneira educada de dizer que esses editores e repórteres acham os leitores estúpidos demais para pensar com suas próprias cabeças.&lt;br /&gt;Ao enxergar seu público como garantido e permitir que eles mesmos se tornem tão institucionalizados quanto qualquer governo ou empresa sobre a qual escrevem, esses jornalistas estão pondo em risco seus próprios jornais. É simplesmente extraordinário que tantos que têm o privilégio de sentar na primeira fileira e escrever o primeiro relato da história possam ser tão imunes a seu significado evidente -sem falar nas conseqüências disso para sua própria indústria.&lt;br /&gt;Vou dar um exemplo. Quatro anos atrás o "Times" de Londres estava passando por uma fase difícil em termos de sua circulação. Então fizemos um experimento de mudar do formato de folha grande para o que chamamos de versão "compacta". Durante quase um ano, imprimimos duas versões do "Times" -ambas contendo as mesmas fotos, manchetes e reportagens.&lt;br /&gt;Os leitores, em sua maioria avassaladora, preferiram a versão nova, compacta. Então adotamos essa versão, invertemos nossa queda de circulação e ajudamos a colocar o "Times" em posição mais sólida, o que, é claro, é a chave para conservar empregos. E o fizemos sem afetar a qualidade jornalística.&lt;br /&gt;Seria de se imaginar que nossa experiência com o "Times" serviria de boa lição sobre a importância de reagir ao que os leitores querem e de conservar um jornal relevante e viável.&lt;br /&gt;Mas não foi sobre isso que escreveram os jornalistas, em sua maioria. Em vez disso, eles ofereceram muitas condolências pelo abandono da tradição, além de lamentos sentimentais chorando a perda de um formato do qual a maioria dos leitores do "Times" já não gostava.&lt;br /&gt;Vejo a mesma coisa todos os dias. Em vez de encontrar assuntos relevantes às vidas de seus leitores, os jornais publicam matérias que refletem seus próprios interesses. Em vez de escrever para seu público, escrevem para seus colegas jornalistas. E, em vez de encomendar aos jornalistas reportagens que tragam mais leitores, alguns editores encomendam reportagens cuja única meta é a busca de um prêmio.&lt;br /&gt;Quando comecei no ramo do jornalismo, qualquer pessoa que ousasse desfilar com um prêmio por excelência teria sido ridicularizada na Redação por levar-se demasiado a sério.&lt;br /&gt;Mas hoje o desejo por prêmios virou fetiche. Os jornais podem estar perdendo dinheiro, perdendo circulação e demitindo pessoas a torto e direito. Mas ainda terão uma parede recoberta de troféus -prisioneiros do passado, em lugar de serem entusiastas do futuro.&lt;br /&gt;Os leitores querem notícias tanto quanto sempre quiseram.&lt;br /&gt;Hoje o "Times" de Londres é lido por um público global diversificado de 26 milhões de pessoas todos os meses. É um público muito maior do que a população inteira da Austrália -um público cujas dimensões superam de longe a compreensão e as ambições dos fundadores do jornal, em 1785. Essa estatística, por si só, nos diz que existe um público que quer notícias e que sabe discernir.&lt;br /&gt;A palavra operacional é discernimento. Para competir hoje, não se pode oferecer um jornalismo do tipo antigo, tamanho único.&lt;br /&gt;A tendência digital definidora no conteúdo é a crescente sofisticação das buscas. Já é possível customizar o fluxo de notícias por país, empresa ou assunto. Dentro de uma década, as coisas serão ainda mais sofisticadas. Você poderá satisfazer seus interesses singulares e buscar conteúdos singulares.&lt;br /&gt;Afinal, uma estudante universitária da Malásia não terá os mesmos interesses que um executivo de 60 anos de Manhattan. Pensando em algo mais próximo, seu filho adolescente não terá os mesmos interesses que sua mãe. O desafio consiste em usar a marca de um jornal e, ao mesmo tempo, permitir que os leitores personalizem o noticiário, eles próprios -e lhes enviar as notícias das maneiras que eles quiserem.&lt;br /&gt;É isso o que estamos procurando fazer agora com o "Wall Street Journal". O jornal tem a vantagem de ter uma base de leitores muito fiel, de ser uma marca conhecida por sua qualidade e contar com editores que levam a sério os leitores e seus interesses.&lt;br /&gt;Isso ajuda a explicar porque o jornal continua a desafiar as tendências da indústria. Dos dez maiores jornais nos Estados Unidos, o "WSJ" é o único a ter tido um aumento de assinaturas pagas no ano passado. Ao mesmo tempo, pretendemos deixar nossa marca impressa na fronteira digital. O "WSJ" já é o único jornal americano a ganhar dinheiro de fato on-line. Uma razão disso é a demanda global crescente por notícias econômicas e por notícias precisas. A integridade não é apenas uma característica de nossa empresa, é um elemento de vendas.&lt;br /&gt;Uma maneira pela qual planejamos aproveitar as oportunidades on-line é oferecendo três níveis de conteúdo. O primeiro será formado pelas notícias que colocamos on-line gratuitamente. O segundo será disponível aos leitores que assinam o wsj.com. E o terceiro será um serviço premium, criado para dotar os clientes da capacidade de customizar notícias e análises financeiras de primeira linha de todo o mundo. Em tudo o que fazemos, vamos transmiti-lo das maneiras que mais correspondem às preferências dos leitores: em sites que eles podem acessar em casa ou no trabalho em invenções ainda em evolução, como o Kindle da Amazon (artefato para leitura wireless), e também em celulares e blackberries.&lt;br /&gt;No fim, ficamos onde começamos: o vínculo de confiança entre os leitores e seu jornal.&lt;br /&gt;Muita coisa mudou desde que eu entrei no "Adelaide News" em 1954. As máquinas de impressão nunca foram mais velozes ou mais flexíveis. Temos computadores que nos permitem fazer o layout de múltiplas páginas em múltiplos países.&lt;br /&gt;Temos uma distribuição mais veloz. Mas nada disso vai significar nada para os jornais se não cumprirmos nossa primeira responsabilidade: conquistar a confiança e a lealdade de nossos leitores.&lt;br /&gt;Não penso que eu tenho todas as respostas. Em vista das realidades da tecnologia moderna, este próprio discurso na rádio poderá ser fatiado digitalmente. Poderá ser acessado em um dia, um mês ou uma década.&lt;br /&gt;E eu poderei ser cobrado em qualquer momento, por todo o sempre, e com razão, pelos pontos nos quais ficar comprovado que estou equivocado -além de ser ridicularizado por minha incapacidade de perceber até que ponto o mundo se tornou diferente.&lt;br /&gt;Mas acho que não serei desmentido sobre um ponto. O jornal, ou um primo eletrônico muito próximo dele, sempre estará entre nós. Ele não será jogado diante de sua porta pela manhã como é hoje. Mas o som que fará ao chegar vai continuar a ecoar na sociedade e no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução de CLARA ALLAIN&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-944578949513743040?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/944578949513743040/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=944578949513743040' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/944578949513743040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/944578949513743040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2008/12/rupert-murdoch-para-iniciantes.html' title='rupert murdoch para iniciantes'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-2494369898500860495</id><published>2008-12-11T08:11:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T08:15:24.948-08:00</updated><title type='text'>confirmações</title><content type='html'>como dissemos quando da pré-candidatura de obama, comparando-o a sérgio cabral filho, as democracias representativas estão cada vez mais virando &lt;a href="http://www.independent.co.uk/news/world/americas/ignatieff-from-prime-time-to-canadian-prime-minister-1061267.html"&gt;arte da representação&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-2494369898500860495?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/2494369898500860495/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=2494369898500860495' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/2494369898500860495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/2494369898500860495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2008/12/confirmaes.html' title='confirmações'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-3997542474010039737</id><published>2008-12-08T07:40:00.000-08:00</published><updated>2008-12-08T07:48:37.336-08:00</updated><title type='text'>espécies</title><content type='html'>está certo que a espécie é patética, e às vezes mais que isso - o que cummings, via augusto de campos, chamou de "humanimaldade" -, mas alguns exemplares saem-se melhor do que outros. este grande exemplo foi publicado na coluna de mônica bergamo, na folha de são paulo de hoje:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MOTORISTAS ARMADOS&lt;br /&gt;A revista "The New York Observer" fez um perfil do brasileiro Luigi Tadini, 25, herdeiro da joalheria Tadini que mora em NY e lidera um grupo de jovens socialites em defesa do rio Hudson. Ele diz que a "disparidade" no Brasil torna perigosa a vida de quem tem "casas de praia e helicópteros".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você vive atrás de muros gigantes, câmeras, carros blindados e motoristas armados", diz, acrescentando que sua escola só permitia um único guarda-costas por criança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-3997542474010039737?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/3997542474010039737/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=3997542474010039737' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/3997542474010039737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/3997542474010039737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2008/12/espcies.html' title='espécies'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-5505840297030610845</id><published>2008-12-04T04:29:00.001-08:00</published><updated>2008-12-04T04:30:01.855-08:00</updated><title type='text'>l'humour</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_u_sVjhAq3Ec/STfNPH2XOTI/AAAAAAAAAEc/7wBIyL-Kbec/s1600-h/independent+cartoon+04-12-08.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 273px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_u_sVjhAq3Ec/STfNPH2XOTI/AAAAAAAAAEc/7wBIyL-Kbec/s400/independent+cartoon+04-12-08.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275911148176619826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do independent.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-5505840297030610845?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/5505840297030610845/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=5505840297030610845' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/5505840297030610845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/5505840297030610845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2008/12/lhumour.html' title='l&apos;humour'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_u_sVjhAq3Ec/STfNPH2XOTI/AAAAAAAAAEc/7wBIyL-Kbec/s72-c/independent+cartoon+04-12-08.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-6901523585333453424</id><published>2008-12-04T04:05:00.000-08:00</published><updated>2008-12-04T04:08:02.500-08:00</updated><title type='text'>disfarces</title><content type='html'>israelenses &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u474946.shtml"&gt;contra&lt;/a&gt;, mafiosos italianos &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u474454.shtml"&gt;a favor&lt;/a&gt; (os dispositivos de controle estão sempre atrás do que se pretende controlar. e como mabuse sabia, disfarce dos disfarces, tudo são disfarces).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-6901523585333453424?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/6901523585333453424/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=6901523585333453424' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/6901523585333453424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/6901523585333453424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2008/12/disfarces.html' title='disfarces'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-9057080144553539236</id><published>2008-12-04T03:17:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T08:11:04.794-08:00</updated><title type='text'>distúrbios</title><content type='html'>a força da propaganda, &lt;a href="http://fashionforwardpr.files.wordpress.com/2008/04/destroy_this_mad_brute_wwi_propaganda_poster_us_version.jpg"&gt;ontem&lt;/a&gt; e hoje:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milhares na Índia pedem ação no Paquistão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maior marcha em Mumbai após atentados protesta contra país vizinho, que nega envolvimento em ataques, e políticos indianos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisa de TV local aponta que maioria no país quer resposta militar contra rival; governo atual, considerado tíbio, também é criticado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saraubh Das/Associated Press&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Indianos protestam contra o vizinho Paquistão em Mumbai, em manifestação que reuniu diferentes grupos sociais e religiosos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RAUL JUSTE LORES&lt;br /&gt;ENVIADO ESPECIAL A MUMBAI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Guerra ao Paquistão", "Paquistaneses ladrões" e "Vergonha dos políticos" foram as palavras de ordem mais gritadas ontem na maior manifestação de protesto em Mumbai (antiga Bombaim) após os atentados que mataram 172 pessoas na semana passada.&lt;br /&gt;Cerca de 100 mil pessoas marcharam pelas estreitas ruas do rico bairro de Colaba, segundo estimativas da polícia local, até o Portal da Índia, em frente ao hotel Taj Mahal, onde mais de 500 pessoas foram feitas reféns por cerca de 62 horas.&lt;br /&gt;O crescente tom de raiva na Índia, que prevaleceu durante todo o protesto, aumenta a pressão sobre o moderado premiê Manmohan Singh, criticado por ser "fraco" em relação ao terrorismo e ao Paquistão.&lt;br /&gt;Uma pesquisa da rede de TV Times Now, do mesmo grupo do maior jornal do país, "Times of India", aponta que hoje 90% dos indianos querem guerra com o Paquistão.&lt;br /&gt;"Temos provas de que o Paquistão está por trás [dos ataques], está na hora de declararmos guerra, há 20 anos temos diálogo e não chegamos a lugar nenhum", disse à Folha o publicitário Ramesh Nesriker, 25. "Não queremos paz com o Paquistão, chegou nossa hora de matar gente lá antes que eles matem mais gente aqui."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raiva de políticos&lt;br /&gt;Na maioria dos cartazes levados pelos manifestantes, destacavam-se os ataques ao Paquistão e à classe política indiana, com frases como "Paquistão, epicentro do terror" e "Ataque o Paquistão já ou espere uma guerra nuclear". Os dois rivais possuem arsenal atômico.&lt;br /&gt;Outro manifestante, o engenheiro informático Jigar Asher, 24, disse que a Índia precisa ter garantias de que o Paquistão quer de fato colaborar e que vai perseguir e prender os terroristas em seu território.&lt;br /&gt;"Se não tivermos resposta, teremos que ir à guerra. Muita gente acha que, se a Índia atacar o Paquistão, haverá boicote internacional, mas precisamos lutar pela nossa liberdade", afirmou Asher. "Os americanos não atacaram o Afeganistão por se sentirem desprotegidos?"&lt;br /&gt;Só as críticas aos políticos indianos competiram com os ataques a Islamabad. "Sem segurança, não pagaremos impostos", "Cidadãos com raiva, políticos em perigo" e "País de leões, dirigido por burros".&lt;br /&gt;Os slogans paz-e-amor e choque de gestão que dominaram os pequenos protestos no último fim de semana eram vistos em algumas poucas faixas, que traziam frases como "Quero minha Mumbai de volta", "Políticos, aprendam gerenciamento de crise" e até uma apropriação do slogan de Barack Obama, "Sim, nós podemos".&lt;br /&gt;Apesar do tom exaltado do protesto, vários manifestantes paravam a reportagem com sorrisos, dizendo "bem-vindo a Índia" e para explicar que "este é um país de paz".&lt;br /&gt;A convocação para a passeata foi organizada por blogs, mensagens por celulares e comunidades na rede de relacionamento Facebook. Diversas celebridades locais, de atores de Bollywood a atletas, estiveram na marcha. Lojas e cinemas fecharam as portas mais cedo com medo de distúrbios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muçulmanos presentes&lt;br /&gt;A presença de muçulmanos na marcha era bem destacada. Às 16h locais, duas horas antes do início da manifestação, um grupo de cerca de 200 muçulmanos já se concentrava em frente ao histórico cinema Regal, a menos de 1 km do Portal.&lt;br /&gt;Há temores de que o sentimento contra a minoria muçulmana na Índia -cerca de 150 milhões de pessoas- cresça após os atentados, atribuídos ao radicalismo islâmico, e favoreça nas eleições legislativas de 2009 o partido ultranacionalista hindu BJP, antimuçulmano.&lt;br /&gt;"Estou com muita raiva, pois muita gente pensa que todo muçulmano é terrorista, e é claro que a maioria só quer a paz", diz o comerciante muçulmano Taher Rajkotuala, 31.&lt;br /&gt;Mas ele é contra um ataque ao Paquistão. "Guerra não resolve. A Índia precisa dialogar com o Paquistão, mas o diálogo tem que ser duro, tem que exigir que o Paquistão acabe com os campos de treinamento de terroristas e que entregue os terroristas para a Índia. Somos muito suaves com o Paquistão."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(da folha de são paulo).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-9057080144553539236?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/9057080144553539236/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=9057080144553539236' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/9057080144553539236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/9057080144553539236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2008/12/distrbios.html' title='distúrbios'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-3060168519811305647</id><published>2008-11-20T17:09:00.000-08:00</published><updated>2008-11-20T17:10:55.746-08:00</updated><title type='text'>italianos</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.independent.co.uk/news/world/europe/gas-plant-to-overshadow-greek-temples-1026327.html"&gt;um exemplo da ação política sobre a história ou como a burrice da direita pode acabar com a itália&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-3060168519811305647?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/3060168519811305647/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=3060168519811305647' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/3060168519811305647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/3060168519811305647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2008/11/italianos.html' title='italianos'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-6868381759453341067</id><published>2008-11-20T15:29:00.000-08:00</published><updated>2008-11-20T15:34:32.440-08:00</updated><title type='text'>monty python</title><content type='html'>porque há &lt;a href="http://br.youtube.com/montypython"&gt;coisas&lt;/a&gt; na vida que &lt;span style="font-style:italic;"&gt;são&lt;/span&gt; importantes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-6868381759453341067?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/6868381759453341067/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=6868381759453341067' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/6868381759453341067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/6868381759453341067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2008/11/monty-python.html' title='monty python'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-9073627874994149165</id><published>2008-11-18T06:25:00.000-08:00</published><updated>2008-11-18T06:26:11.485-08:00</updated><title type='text'>the independent, 16 de novembro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_u_sVjhAq3Ec/SSLQfQ40RxI/AAAAAAAAAD4/rmUjeitJLDA/s1600-h/16+de+novembro+independent.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 273px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_u_sVjhAq3Ec/SSLQfQ40RxI/AAAAAAAAAD4/rmUjeitJLDA/s400/16+de+novembro+independent.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270003749504698130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-9073627874994149165?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/9073627874994149165/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=9073627874994149165' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/9073627874994149165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/9073627874994149165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2008/11/independent-16-de-novembro.html' title='the independent, 16 de novembro'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_u_sVjhAq3Ec/SSLQfQ40RxI/AAAAAAAAAD4/rmUjeitJLDA/s72-c/16+de+novembro+independent.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-4519634235438511745</id><published>2008-11-14T10:35:00.000-08:00</published><updated>2008-11-14T10:37:27.489-08:00</updated><title type='text'>ingleses</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.guardian.co.uk/film/2008/nov/14/fernando-meirelles-interview"&gt;a ingenuidade e a presunção dos ingleses e fernando meirelles &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.independent.co.uk/news/world/americas/the-worlds-first-barbie-store-comes-to-the-land-of-living-dolls-1017963.html"&gt;a ingenuidade e a presunção dos ingleses e a argentina&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(em ambos os casos as opções sobre a linguagem interessam tanto quanto o conteúdo)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-4519634235438511745?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/4519634235438511745/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=4519634235438511745' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/4519634235438511745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/4519634235438511745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2008/11/ingleses.html' title='ingleses'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-1248857140442280374</id><published>2008-11-12T07:28:00.000-08:00</published><updated>2008-11-12T07:30:10.778-08:00</updated><title type='text'>castas</title><content type='html'>mais um problema da sociedade de castas (a doença é sempre da casta inferior)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u466853.shtml"&gt;Aids avança entre os mais escolarizados em São Paulo&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-1248857140442280374?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/1248857140442280374/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=1248857140442280374' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/1248857140442280374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/1248857140442280374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2008/11/castas.html' title='castas'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-5104148649915765572</id><published>2008-11-04T11:47:00.000-08:00</published><updated>2008-11-04T11:48:11.252-08:00</updated><title type='text'>estudos</title><content type='html'>a folha online devia tomar mais cuidado com os estudos que veiculam. saíram-se hoje com um que constatou que “&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u463504.shtml"&gt;Programas de TV com apelo sexual elevam risco de gravidez adolescente&lt;/a&gt;”, como anuncia a manchete. pois o estudo vem de uma corporação americana muito pouco isenta – basta olhar o &lt;a href="http://www.rand.org/about/history/"&gt;site&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;o google, que mudou a vida de tanta gente, aparentemente ainda não chegou nas redações.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-5104148649915765572?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/5104148649915765572/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=5104148649915765572' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/5104148649915765572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/5104148649915765572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2008/11/estudos.html' title='estudos'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-298882181694722196</id><published>2008-10-21T08:44:00.000-07:00</published><updated>2008-10-21T08:53:57.888-07:00</updated><title type='text'>cuba vai lançar foguete...</title><content type='html'>&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u458431.shtml"&gt;brasil&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u458299.shtml"&gt;índia&lt;/a&gt; preparam-se pro espaço. será que dessa vez vai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e, observando o assunto do último post de outro ângulo, é interessante ler esta notícia, da versão impressa da folha do último dia 17.&lt;br /&gt;(as práticas empresariais são as mesmas aqui e lá, mas parece que também a bolívia resolveu recusar a nossa "soberania nacional")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Morales ameaça expulsar Queiroz Galvão da Bolívia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impasse sobre problemas em estrada no sul do país se arrasta há mais de um ano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empreiteira brasileira exige adicional para concluir obra, na qual há problemas como fissuras no pavimento; para La Paz, há erro da empresa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FABIANO MAISONNAVE&lt;br /&gt;DE CARACAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irritado com a exigência de mais dinheiro por parte da construtora Queiroz Galvão (QG), o governo boliviano, do presidente Evo Morales, ameaça expulsar a construtora brasileira do país. O impasse, que se arrasta há mais de um ano, envolve o conserto dos problemas de construção em duas estradas no sul do país, que juntas somam 433 km.&lt;br /&gt;Segundo a Folha apurou, a QG quer um adicional de US$ 50 milhões para a obra -valor negado pela empresa-, mas o governo boliviano tem mantido a posição de que não aceita pagar mais, já que atribui os problemas à construtora.&lt;br /&gt;Irritado com o novo impasse, o governo boliviano voltou a ameaçar rescindir o contrato e seqüestrar os bens da construtora no país. Diretores brasileiros da QG já teriam deixado a Bolívia na semana passada, temendo a prisão. Procurada pela reportagem, a empresa não quis comentar a informação.&lt;br /&gt;Antes mesmo de estar pronta, a obra começou a apresentar problemas, principalmente fissuras no pavimento, feito de cimento. No trecho mais crítico, de 65 km, há rachaduras em quase 80% das placas, segundo levantamento da ABC (Administradora Boliviana de Estradas, na sigla em espanhol).&lt;br /&gt;O governo boliviano diz que o problema foi causado pela QG, que teria desrespeitado as especificações técnicas do projeto. Para a empresa, a culpa é do projeto -de responsabilidade da Bolívia-, por prever o uso de pavimento rígido (cimento) numa região semidesértica, onde o adequado seria pavimento flexível (asfalto).&lt;br /&gt;O problema entre os dois lados surgiu em meados do ano passado, quando a QG chegou a ter o contrato rescindido e seus bens seqüestrados. Esta é a única obra da QG no país, onde atua há 16 anos. O contrato foi assinado no fim de 2003, no governo de Carlos Mesa.&lt;br /&gt;O impasse só melhorou em dezembro, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva interveio pessoalmente no problema, durante visita a La Paz.&lt;br /&gt;Na época, foi assinado um pré-acordo para o conserto das rodovias, que seria concluído em 24 meses a partir de janeiro de 2008. Mas nunca houve um pacto definitivo, e as obras continuam paralisadas -atualmente a QG realiza apenas trabalhos de manutenção.&lt;br /&gt;A obra tinha um orçamento inicial de US$ 198 milhões, dos quais US$ 120 milhões foram financiados pelo Proex (Programa de Financiamento às Exportações do Banco do Brasil), e o restante, via CAF (Corporação Andina de Fomento).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empresa&lt;br /&gt;Ontem, a Folha enviou seis perguntas à Queiroz Galvão e a solicitação de uma entrevista com um porta-voz da empresa. Via assessoria e por escrito, a construtora informou apenas que as negociações continuam, que tem cumprido todas as obrigações assumidas com o governo e que "não recebeu comunicado oficial por parte das autoridades bolivianas e desconhece as informações mencionadas pelo repórter".&lt;br /&gt;Este não é o primeiro problema da Queiroz Galvão com o governo Morales. No começo de 2007, um túnel construído pela empreiteira numa estrada já pronta, perto da fronteira com a Argentina, desmoronou, meses após ser inaugurado.&lt;br /&gt;A reportagem pediu uma entrevista com a presidente da ABC, Patricia Ballivián, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-298882181694722196?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/298882181694722196/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=298882181694722196' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/298882181694722196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/298882181694722196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2008/10/cuba-vai-lanar-foguete.html' title='cuba vai lançar foguete...'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-2416577021970581878</id><published>2008-10-15T06:19:00.000-07:00</published><updated>2008-10-15T06:35:06.071-07:00</updated><title type='text'>conservas, conservadorismos e impacto</title><content type='html'>Ipanema é a Higienópolis dos trópicos. e como sói ser quando se estabelece tais relações de equivalência simbólica, é possível descobrir algumas semelhanças entre as duas, digamos, praias. e o que interessa aqui agora é sobre conservas e eleições. é importante notar que, nos parece, neste segundo turno, tendo em vista as águas que já passaram sob a ponte, as duas charmosas vizinhanças compartilham muito. pois, sendo as conservas feitas de três elementos (aquilo que é conservado, aquilo que conserva, e o pote contendo os dois), podemos afirmar que nas duas cidades-grandes do país muda a etiqueta do pote, às vezes muda o que se conserva (pepino, chuchu, azeitonas) mas a salmoura do conservadorismo é a mesma, e o consumidor, mais ou menos engajado, sente sempre o mesmo gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[se conselho fosse bom, daríamos um: prestar mais atenção às capitais periféricas, com suas eleições feitas de partidos menores, candidatas ousadas e “novos cenários políticos”, que talvez sejam o melhor termômetro da direção do futuro.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a coluna de janio de freitas na folha de ontem, com um curioso moralismo sui generis, tem só o defeito de não ver para aquilo aponta: apoiando a postura do presidente equatoriano na defesa da soberania do seu país e tomando-a como “moral da história” exemplar da atual fábula entre equador e brasil, não a associa ao que acontece no paraguai e aconteceu na bolívia, países da periferia brasileira que igualmente questionam os acordos leoninos que o poder privado daqui impõe aos de lá – e, ao não fazê-lo, perde o melhor da história, denominador comum do que os três países, guardadas as diferenças, vivem: valorização dos povos indígenas e de uma relação agro-cultural com a terra, de que estes povos também são modelo e firmes representantes (relação menos predatória, menos opressora e mais autônoma). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[o que se faz lá, diga-se, o tal denominador comum, é o resgate de modelos aparentemente já descartados, resgate idêntico ao que o modernismo brasileiro tentou fazer, por meio de símbolos – e não foi bem sucedido, criando só anedotas (nas quais, diga-se, outros vizinhos sul-americanos também caem). resta torcer para que essas forças políticas do equador, do paraguai e da bolívia tenham fôlego para completar o trabalho, fornecendo, como os movimentos negros conseguiram, modelos positivos de homens e mulheres descolados do humanismo seletivo e excludente de matriz européia.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(p.s.: a dica para parte do primeiro texto foi dada pela bianca, ontem; a para parte do segundo, pelo ernesto, há muito tempo.&lt;br /&gt;aos dois, obrigado.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-2416577021970581878?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/2416577021970581878/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=2416577021970581878' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/2416577021970581878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/2416577021970581878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2008/10/conservas-conservadorismos-e-impacto.html' title='conservas, conservadorismos e impacto'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-5280779626377607475</id><published>2008-09-19T10:26:00.000-07:00</published><updated>2008-09-19T10:30:00.582-07:00</updated><title type='text'>19 de setembro</title><content type='html'>pequeno panorama mundial das telas e seus usos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u446508.shtml"&gt;Tecnologia substitui acervo de museu na Itália&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u446554.shtml"&gt;Por privacidade, fotógrafos de serviço do Google evitam mostrar rosto&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u446692.shtml"&gt;Britânicos passam 14 anos em frente à TV, diz estudo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u446656.shtml"&gt;Professor ofendido pelo Orkut obtém indenização de pais&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-5280779626377607475?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/5280779626377607475/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=5280779626377607475' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/5280779626377607475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/5280779626377607475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2008/09/19-de-setembro.html' title='19 de setembro'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-1359294551582393129</id><published>2008-09-17T06:00:00.000-07:00</published><updated>2008-09-17T06:03:38.172-07:00</updated><title type='text'>17 de setembro, ligeiro</title><content type='html'>o governo boliviano fez bem em não jogar com a vida das pessoas nem com a ilegalidade da violência e em ceder à elite protofascista das regiões ricas do país. morales deve sempre ter sangue-frio para se afastar das pirotecnias chavistas e emparedar os protofascistas pelas vias institucionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tony blair estava morto de saudade de &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u445713.shtml"&gt;tanta audiência&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aquele país estranho ao sul do equador, o brazil, &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u445629.shtml"&gt;escolheu o novo filme de barretinho&lt;/a&gt; para representá-lo no oscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a mudança só vem depois de muito medo, é o que &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u445717.shtml"&gt;obama está aprendendo agora&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u445746.shtml"&gt;o gelo se vai&lt;/a&gt; – espero só que nos sobre o uísque.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-1359294551582393129?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/1359294551582393129/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=1359294551582393129' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/1359294551582393129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/1359294551582393129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2008/09/17-de-setembro-ligeiro.html' title='17 de setembro, ligeiro'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-1460116660913404856</id><published>2008-09-16T14:20:00.000-07:00</published><updated>2008-09-16T14:24:57.970-07:00</updated><title type='text'>símbolos</title><content type='html'>&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u445321.shtml"&gt;os americanos entenderam&lt;/a&gt; direitinho o que está em jogo nessa eleição, na qual votarão por um símbolo ou outro.&lt;br /&gt;e os burricos, que pareciam exímios manipuladores pirotécnicos, estão comicamente aprisionados nas autoimagens que criaram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-1460116660913404856?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/1460116660913404856/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=1460116660913404856' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/1460116660913404856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/1460116660913404856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2008/09/smbolos.html' title='símbolos'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-631727347377805693</id><published>2008-09-09T09:45:00.000-07:00</published><updated>2008-09-09T09:46:37.400-07:00</updated><title type='text'>hirst</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.independent.co.uk/arts-entertainment/art-and-architecture/news/rembrandt-im-just-like-him-says-hirst-ndash-its-all-about-cash-923473.html?action=Popup&amp;ino=16"&gt;algumas obras&lt;/a&gt; da nova exposição de &lt;a href="http://www.independent.co.uk/arts-entertainment/art-and-architecture/news/rembrandt-im-just-like-him-says-hirst-ndash-its-all-about-cash-923473.html"&gt;damien hirst&lt;/a&gt;, a quem se interessar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-631727347377805693?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/631727347377805693/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=631727347377805693' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/631727347377805693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/631727347377805693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2008/09/hirst.html' title='hirst'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-4257106863831957464</id><published>2008-09-09T09:37:00.000-07:00</published><updated>2008-09-09T09:38:49.946-07:00</updated><title type='text'>11 de setembro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_u_sVjhAq3Ec/SMamjZMSM9I/AAAAAAAAADY/0OvWgub1t_M/s1600-h/thomas+hoepker.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_u_sVjhAq3Ec/SMamjZMSM9I/AAAAAAAAADY/0OvWgub1t_M/s400/thomas+hoepker.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5244061943107564498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;uma homenagem.&lt;br /&gt;a foto é de thomas hoepker.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-4257106863831957464?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/4257106863831957464/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=4257106863831957464' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/4257106863831957464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/4257106863831957464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2008/09/11-de-setembro.html' title='11 de setembro'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_u_sVjhAq3Ec/SMamjZMSM9I/AAAAAAAAADY/0OvWgub1t_M/s72-c/thomas+hoepker.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-2623459448148285510</id><published>2008-09-08T05:24:00.000-07:00</published><updated>2008-09-08T05:27:12.282-07:00</updated><title type='text'>parole, parole, parole</title><content type='html'>como dalida sempre soube, há palavras que não levam a lugar nenhum. a folha, num exercício demente de jornalismo estatístico, saiu-se com &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u442440.shtml"&gt;esta matéria&lt;/a&gt;, na qual são comentados os resultados de pesquisas para a próxima eleição americana. &lt;br /&gt;a vertigem dos números, alguém devia avisar, não leva a outro lugar senão ao cômico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-2623459448148285510?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/2623459448148285510/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=2623459448148285510' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/2623459448148285510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/2623459448148285510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2008/09/parole-parole-parole.html' title='parole, parole, parole'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-7360351032438344145</id><published>2008-09-05T13:57:00.000-07:00</published><updated>2008-09-05T13:58:23.453-07:00</updated><title type='text'>o bom mau humor inglês</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_u_sVjhAq3Ec/SMGdZrs-rhI/AAAAAAAAADQ/Ei6TVbeq5S0/s1600-h/the+independent+5+de+set.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_u_sVjhAq3Ec/SMGdZrs-rhI/AAAAAAAAADQ/Ei6TVbeq5S0/s400/the+independent+5+de+set.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242644505789640210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-7360351032438344145?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/7360351032438344145/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=7360351032438344145' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/7360351032438344145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/7360351032438344145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2008/09/o-bom-mau-humor-ingls.html' title='o bom mau humor inglês'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_u_sVjhAq3Ec/SMGdZrs-rhI/AAAAAAAAADQ/Ei6TVbeq5S0/s72-c/the+independent+5+de+set.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-403626194508971333</id><published>2008-09-04T13:10:00.000-07:00</published><updated>2008-09-04T13:11:56.075-07:00</updated><title type='text'>as lideranças e o tempo</title><content type='html'>se o bolo de obama crescer direito [até os russos estão a favor! até putin, &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u440120.shtml"&gt;o caçador&lt;/a&gt;] e a fritura de Gordon Brown ficar bem crocante, pode ser que eles, os hunos, ganhem, ao mesmo tempo, dois jovens líderes – pelo menos em idade.&lt;br /&gt;e... vamos ver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-403626194508971333?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/403626194508971333/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=403626194508971333' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/403626194508971333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/403626194508971333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2008/09/as-lideranas-e-o-tempo.html' title='as lideranças e o tempo'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-2709695217551600971</id><published>2008-08-29T05:16:00.000-07:00</published><updated>2008-08-29T05:19:35.269-07:00</updated><title type='text'>preguiças</title><content type='html'>no sudeste rico e promissor, &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u439157.shtml"&gt;os adolescentes cada vez menos querem votar&lt;/a&gt;. no brasil, nem tão rico nem tão promissor, &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u439154.shtml"&gt;o público prefere os filmes dublados&lt;/a&gt;. na folha online e no ipea, ultimamente, &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u438715.shtml"&gt;não se tem muita coisa a dizer&lt;/a&gt; – e contudo não ficam quietos. já no stf há o que se dizer, mas &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u438781.shtml"&gt;não se pensa&lt;/a&gt; no assunto – e fingem que esquecem o país onde estão. na geórgia, &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u438852.shtml"&gt;tem gente que acha que sim, mas tem gente que acha que não&lt;/a&gt;. e na inglaterra, todos continuam muito &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u438708.shtml"&gt;sarcásticos&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-2709695217551600971?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/2709695217551600971/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=2709695217551600971' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/2709695217551600971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/2709695217551600971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2008/08/preguias.html' title='preguiças'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-8535824859906480092</id><published>2008-08-22T06:55:00.000-07:00</published><updated>2008-08-22T06:56:53.359-07:00</updated><title type='text'>os chineses e a questão do espaço/ os chineses e a questão da quantidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_u_sVjhAq3Ec/SK7FoOxjfAI/AAAAAAAAADI/C35s2hXVzlE/s1600-h/reuters-stringer+divulgado+pelo+independent.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_u_sVjhAq3Ec/SK7FoOxjfAI/AAAAAAAAADI/C35s2hXVzlE/s400/reuters-stringer+divulgado+pelo+independent.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237340711629847554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;da reuters, divulgada pelo &lt;a href="http://www.independent.co.uk/"&gt;the independent&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-8535824859906480092?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/8535824859906480092/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=8535824859906480092' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/8535824859906480092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/8535824859906480092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2008/08/os-chineses-e-questo-do-espao-os.html' title='os chineses e a questão do espaço/ os chineses e a questão da quantidade'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_u_sVjhAq3Ec/SK7FoOxjfAI/AAAAAAAAADI/C35s2hXVzlE/s72-c/reuters-stringer+divulgado+pelo+independent.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-497578634817535200</id><published>2008-08-20T12:21:00.001-07:00</published><updated>2008-08-20T12:53:49.170-07:00</updated><title type='text'>20 de agosto</title><content type='html'>&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u435585.shtml"&gt;a grande nação francesa entra mais uma vez em ação&lt;/a&gt;, com seus princípios eternos em defesa da liberdade e pela democracia. comovente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;obama deve voltar a se esfoçar para convencer a platéia que um &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u435759.shtml"&gt;presidente-celebridade&lt;/a&gt; é exatamente o que os americanos precisam de novo, neste momento tão sem sonhos da grande nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o sr. &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u433773.shtml"&gt;francisco gadelha&lt;/a&gt;, da CNI, diz ameaçadoramente que a entidade que representa pode se &lt;a href="http://www6.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=141182"&gt;criminalizar&lt;/a&gt; caso seja ampliada em dois meses a duração da licença-maternidade, e &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL152496-9356,00-SAIBA+COMO+E+A+LICENCAMATERNIDADE+EM+OUTROS+PAISES.html"&gt;mente&lt;/a&gt; dizendo que a ampliação "sacrificará" a competitividade da indústria brasileira.&lt;br /&gt;reclama também que os benefícios oferecidos como contrapartida pelo governo através da receita federal são pequenos em relação ao aumento dos custos. direito de espernear o sr. gadelha tem, e pode também ir jogar outro jogo se achar pouco lucrativas as regras desse, mas tem de sempre obedecer a lei em qualquer caso. por isso, terá que descartar as crianças asiáticas, pelas quais se paga pouco por longas jornadas de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[recordar é viver: &lt;br /&gt;Lei nº 9.029/95&lt;br /&gt;Art. 1º Fica proibida a adoção de qualquer prática discriminatória e limitativa para efeito de acesso à relação de emprego, ou sua manutenção, por motivo de sexo,origem, raça, cor, estado civil, situação familiar ou idade, ressalvadas, neste caso, as hipóteses de proteção ao menor previstas no inciso XXXIII do art. 7º da Constituição Federal.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u435636.shtml"&gt;Governo define 1º aluguel de floresta pública&lt;/a&gt;. o histórico de concessões de bens públicos à iniciativa privada nunca foi muito animador por aqui. estamos atentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-497578634817535200?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/497578634817535200/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=497578634817535200' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/497578634817535200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/497578634817535200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2008/08/20-de-agosto.html' title='20 de agosto'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20884452.post-1000890082752986292</id><published>2008-08-18T13:40:00.000-07:00</published><updated>2008-08-18T13:50:31.947-07:00</updated><title type='text'>educações</title><content type='html'>"&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u434727.shtml"&gt;Irmãos tentam provar à Justiça que podem estudar só em casa&lt;/a&gt;". o corpo do texto, que não surpreendentemente desmente o título, esclarece o esperado: os irmãos não estudam sozinhos, mas com os pais. que estão sendo acusados de violar algumas leis e estatutos. de tudo isso, o mais grave, parece, é não se ter dado atenção ao principal ponto da argumentação dos pais: pelo que a reportagem diz, eles sequer questionam os méritos que educadores e teóricos apontam como benefícios da escola; avaliam, contudo, que esses méritos se perdem postos ao lado da desestruturação organizada que se oferece como política pública ou convivência social. o professor da usp citado, especificamente, ignora a hipótese que, frente a um estado historicamente mal arranjado, o homeschooling seja talvez uma proposta de ocupar o lugar deixado vago pelos aparelhos estatais e que este gesto mantém todas as semelhanças com as necessidades religiosas, com a exceção, neste caso desnecessária (visto que, segundo a avaliação dos pais, muito, ou quase tudo, ruiu), do dogma religioso. qualquer dogma, neste estado de coisas, que ofereça a possibilidade de garantir alguma integridade individual sem atrapalhar a vida alheia, tem valor. e os repórteres bem que podiam ter pensado nisso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20884452-1000890082752986292?l=anuariodosperplexos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/feeds/1000890082752986292/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20884452&amp;postID=1000890082752986292' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/1000890082752986292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20884452/posts/default/1000890082752986292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://anuariodosperplexos.blogspot.com/2008/08/educaes.html' title='educações'/><author><name>gabriel bogossian</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11134510358457003175</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
